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19 de out de 2011

BAIXA VISÃO

”Integrar a função visual em todas as atividades cotidianas incentiva a formação de novas redes neurais para a aprendizagem funcional e significativa”
Existem diversos textos que abordam as alterações da função visual em crianças com baixa visão relacionando às importantes fases do desenvolvimento infantil. Porém ainda há pouco material voltado para o sentido prático a respeito de disfunção visual cerebral, e a relação dos cuidados para favorecer situações lúdicas.

E quando fica difícil brincar para a criança com baixa visão?

Em primeiro lugar precisamos perceber seus interesses  e entender porque está difícil a criança com baixa visão brincar ou interagir. Para compor um programa de intervenção é necessário fazer previamente uma avaliação funcional da visão por um terapeuta especializado nesta área. O avaliador precisa conhecer os componentes específicos da função visual no desenvolvimento infantil para planejar as atividades de acordo com o perfil da criança e nível cognitivo.

O que é necessário observar?

-observar as habilidades e inabilidades visuais específicas da criança. As funções visuais serão avaliadas integradas ao desenvolvimento global da criança com o objetivo de adequar  COMO a criança pode brincar de acordo com a sua faixa etária e  interesse, no sentido de colocar em prática formas de ela aproveitar os momentos das brincadeiras.
-apropriação do brinquedo- a cor ou o tamanho inadequado dos brinquedos pode interferir no desejo de pegar um brinquedo e de fazer as descobertas próprias da infância.
-tempo de atenção e concentração – é comum vermos crianças que precisam da ajuda do adulto para iniciar, dar continuidade e/ou finalizar a brincadeira. As brincadeiras simples que se repetem e viram aprendizagem podem ficar comprometidas devido à dificuldade de se manter a atenção e sustentar o desejo pelo brincar espontaneamente, bem como organizar os passos para isto, sinais que podem ocorrer em pessoas que tem alguma lesão cerebral.
-observar se há aumento ou diminuição de tônus muscular, pois isto pode ser um elemento que dificulta a exploração e expressão da criança e, inclusive, a manifestação de interesse e suas primeiras descobertas do que quer e do que pode, nas coisas mais simples, como tocar o rosto da mãe, tocar o próprio corpo. Por isso também é importante o trabalho de manuseio* para organização postural e regulação de tônus.
-tempo de brincar – observar o tempo de perceber e o tempo de dar respostas. Uma vivência muito rápida das experimentações do mundo pode não virar conhecimento. Se não houver tempo para criança experimentar e repetir espontaneamente uma brincadeira será mais difícil de ser incorporada, no sentido literal da palavra. O tempo de receber, processar a informação e responder à demanda do próprio corpo e do meio é diferente para algumas crianças com baixa visão de origem central.
- ambiente e comportamento- quando um ambiente não é favorável para o desenvolvimento infantil, será mais ainda para uma criança que, no mínimo, tem uma alteração motora e/ou sensorial. No entanto o ser vivo tem uma capacidade enorme de se adaptar constantemente ao meio ambiente e construir diversas formas de viver e se relacionar, desde que tenha oportunidades. Para isso é necessário na avaliação, a terapeuta ocupacional reconhecer quais os dispositivos do ambiente que dificultam ou facilitam o engajamento da criança em todas as brincadeiras.

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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

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FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT