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20 de jan. de 2026

Especificidades Pedagógicas para o Aluno com Deficiência Visual: Recursos, Serviços e Desafios

imagem gerada por ia gemini
 
    O processo de autonomia e aprendizagem de um aluno com deficiência visual não é um evento isolado, mas uma jornada que se inicia, primordialmente, através do Serviço de Educação Especial no acolhimento das instituições especializadas. É nesse ambiente que se lança o alicerce técnico, onde o aluno desenvolve as competências fundamentais de Orientação e Mobilidade (OM), para o deslocamento seguro, e Atividades de Vida Diária (AVD), para a autonomia funcional. Além dessas, o aluno adquire o domínio de recursos específicos como o Sistema Braille, o Soroban (cálculo mental), a Informática Acessível e o uso de tecnologias para a sua condição. Essas habilidades permitirão ao estudante transitar da dependência para uma postura ativa, transformando o modo como ele se coloca diante do conhecimento. Como afirma Gasparetto (2010), a eficiência funcional depende de um treinamento específico que precede e sustenta a inclusão acadêmica, enquanto Sá, Garcia e Galvão (2007) reiteram que a educação especial deve prover os apoios necessários que a escola comum, por si só, ainda não consegue estruturar. Segundo Vygotsky (1997), a deficiência não é apenas um fato biológico, mas um processo social que exige mediações culturais específicas para que o potencial do indivíduo seja plenamente atingido. 

    Contudo, ao transitar para a escola comum, essa jornada encontra desafios estruturais e atitudinais significativos. A inclusão muitas vezes esbarra na falta de preparo das instituições e na insegurança dos professores regentes. Essa insegurança é um dos principais desafios, mas pode ser sanada através do conhecimento e da conscientização do processo total: d
esde a estimulação inicial até a inclusão propriamente dita. Quando o professor compreende as funções das instituições — por que elas existem (para instrumentalizar), como funcionam (através de atendimentos especializados) e para que servem (para garantir a base de autonomia) — o medo do desconhecido dá lugar à parceria técnica. Segundo Bueno (1993), a função das instituições especializadas é atuar como centros de suporte e recursos para a inclusão no ensino regular, garantindo que o aluno obtenha aquisições graduais em cada etapa. Complementarmente, Bruno (1997) ressalta que a conscientização do professor é o primeiro passo para que ele deixe de ver a deficiência e passe a ver as possibilidades pedagógicas do aluno. 

    Nesse processo de instrumentalização, o aluno aprende a gerenciar uma ampla gama de Recursos que se dividem entre auxílios ópticos e auxílios não ópticos. Os auxílios ópticos (como lupas de mão, de mesa, telescópios e lentes especiais) são utilizados para ampliar a imagem ou melhorar a focagem conforme o resíduo visual. Já os auxílios não ópticos são modificações ambientais ou materiais que facilitam o acesso à informação e o conforto visual. Entre eles, destacam-se o uso de luminárias para controle focal de luz, fundos pretos emborrachados e jogos americanos para forrar a mesa, evitando o brilho e o reflexo que ofuscam a visão. Na escrita e no registro acadêmico, utilizam-se instrumentos que favorecem o contraste, como lápis de grafite 4B ou 6B (mais escuros e macios) e canetas de ponta porosa ou hidrográficas, preferencialmente na cor preta, que garantem um traço mais espesso. Para o controle da luminosidade, utiliza-se o uso de filtros (ópticos ou sobreposições coloridas) e acessórios de proteção como viseiras e viseiras laterais, que barram a incidência de luz indesejada. Além desses, utilizam-se planos inclinados, letras ampliadas, livros didáticos serializados e fones de ouvido para alternar entre a leitura visual e auditiva. É fundamental compreender que existem muitos outros recursos que são prescritos e adaptados de acordo com a necessidade específica de cada criança, garantindo que ela chegue à escola comum sabendo gerir sua própria eficiência. 

    Nesse cenário de Serviços, a figura do Professor Itinerante (quando disponível no sistema educacional) exerce uma participação ativa, atuando como o elo entre a instituição especializada e a escola comum. O Itinerante orienta o professor regente na adaptação de materiais e na condução das atividades, acompanhando o aluno em sala para garantir que o uso de todos esses auxílios ópticos e não ópticos esteja sendo eficaz. O compromisso dos profissionais da área é garantir que as pessoas com dificuldades visuais tenham oportunidades reais de se tornarem indivíduos independentes, cidadãos úteis e participativos. Conforme aponta Mantoan (2003), a inclusão exige que a escola se adapte ao aluno, mas esse processo só é viável quando há um suporte especializado que garanta a equidade. 

    Essa fluidez só é plenamente alcançada através de uma relação íntima entre a instituição, a escola e a família. Os pais, ao serem orientados pela instituição, compreendem os “porquês” das dificuldades e transformam-se em parceiros fundamentais na aplicação do reforço pedagógico no lar. Assim, se as limitações de tempo da escola comum impedirem o processo integral, a parceria entre família e instituição no contraturno garante a recuperação de conteúdos pendentes. Em última análise, o sucesso desse processo reside na integração primordial de todos os envolvidos. O compromisso é garantir que a autonomia iniciada nos laboratórios se transforme em cidadania plena no mundo real. Como afirma Natalie Barraga (1983), o aprendizado é um mosaico de experiências integradas; e é nessa união de esforços que o aluno constrói sua própria história com dignidade e independência, exercendo plenamente seu papel social como um cidadão produtivo.

 

Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, M. G. A formação do professor. São Paulo: Cortez, 2005.

​BARRAGA, Natalie. Desenvolvimento da Eficiência Visual. SP: FDN, 1983.

​BRUNO, M. M. G. Deficiência visual: reflexão sobre a prática pedagógica. SP: Laramara, 1997.

​BUENO, J. G. S. Educação Especial Brasileira: Integração/Segregação. São Paulo: PUC, 1993.

​FIGUEIREDO, R. V. A formação de professores para a inclusão escolar. Petrópolis: Vozes, 2010.

​GASPARETTO, M. E. R. F. Visão subnormal: orientações pedagógicas. Brasília: MEC, 2010.

​MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

​SÁ, E. D.; GARCIA, I. M.; GALVÃO, N. C. Atendimento Educacional Especializado. Brasília: MEC, 2007.

​SIAULYS, M. O. C. Brincar para todos. Brasília: MEC/SEESP, 2005.

​VYGOTSKY, L. S. Obras Escogidas V: Fundamentos de Defectología. Madrid: Visor, 1997.

14 de out. de 2016

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE OS OLHOS

Escrito por Sandy T. Feldman, diretor médico do Clearview Eye & Laser Medical Center.
  1. Por quê um arranhão no olho dói tanto?
    A córnea do olho é coberta por células nervosas que transmitem a dor para avisar que é necessário remover rapidamente algum corpo estranho antes que este cause algum dano.
  2. Por que nós acordamos com remelas nos olhos?
    A crosta que se forma no canto dos olhos durante o sono é composta por diferentes materiais, incluindo as células mortas e diversos resíduos. Durante o dia, estes materiais são arrastados pelas pálpebras; à noite esses resíduos se acumulam.
  3. O que significa ter uma visão 20/20?
    Uma visão de 20/20 se refere à nitidez da visão a 20 pés (passos pé com pé) de um objeto. Ter 20/60 de visão significa que a pessoa vê a 20 pés o objeto que uma pessoa com visão normal pode ver a 60 pés.
  4. O que é a diferença entre um optometrista e oftalmologista?
    Um oftalmologista é um médico especialista em doenças oculares que podem realizar cirurgias e prescrever medicações. Um optometrista não é um médico. Está qualificado para adaptar lentes, lentes de contato, além de detectar alguns tipos de doença ocular e encaminhar ao oftalmologista.
  5. Os olhos podem ser transplantadas?
    Atualmente não há nenhuma maneira de fazer um transplante de olho completo, no entanto, a córnea tem sido transplantada com sucesso por muitos anos.
  6. É seguro limpar lentes de contacto com uma solução caseira?
    Use uma solução comercial salina é a forma mais segura para limpar as lentes. Alguns estudos têm mostrado que as soluções caseiras podem causar infecções na córnea.
  7. Aproximar-se demais da televisão pode causar danos aos olhos?
    Não há nenhuma evidência científica de que os aparelhos de televisão emitem raios que podem danificar os olhos.
  8. Será que a miopia, a hipermetropia ou o astigmatismo podem ser prevenidos?
    Não, estes erros de focos comuns são resultados de um mecanismo de olho que é herdado.
  9. As cirurgia LASIK e de catarata são seguras?
    Todas as cirurgias têm riscos, mas a maioria das pessoas que se submetem a tratamento LASIK não sofrem de efeitos secundários graves. O risco mais comum é a síndrome do olho seco ou a possível utilização de lentes após a cirurgia. Os sintomas visuais menos comuns, tais como visão dupla, perda de visão. A cirurgia de catarata está em risco, mas também é um dos mais seguros.
referência
foto TSmythe


Fonte:  http://beatrizmayoral.blogspot.com.br/2016/07/preguntas-que-se-hacen-con-frecuencia.html 

INVESTIGACIÓN PROMETEDORA PARA RECUPERAR LA VISIÓN PERDIDA

Una nueva investigación por el Dr. Andrew Huberman, profesor asociado de neurobiología en la Universidad de Stanford, ha alcanzado un nuevo enfoque en el estudio de la regeneración neuronal en el glaucoma. En un estudio publicado en la revista científica Nature Neuroscience, el Dr. Huberman describe el acondicionamiento de células del nervio óptico dañadas para su regeneración. Ratones ciegos tratados con esta técnica obtuvieron una visión parcial —un descubrimiento sorprendente que ha tenido implicaciones importantes para las enfermedades neurodegenerativas como el glaucoma.
En el glaucoma, las células ganglionares de la retina —que recogen la información visual y la mandan al cerebro— sufren el mayor daño. El Dr. Huberman y sus colegas han estado explorando maneras de ayudar a que estas células vuelvan a crecer y se reconecten con el cerebro.
Los investigadores adoptaron una técnica combinada que usa estimulación genética y visual para mejorar la actividad neuronal. Activaron un mecanismo de crecimiento común en las células, llamado mTOR de señalización, en las secciones de la retina ganglionar tomada de los ratones y también expusieron repetidamente el ojo dañado a imágenes oscilantes de alto contraste blanco-negro.
Los investigadores descubrieron que este régimen fué capaz de disparar el crecimiento de las células retinales dañadas, dándole a los ratones una visión limitada.
La investigación de Huberman demostró por primera vez que las células ganglionares reparadas de la retina, cuando son tratadas con terapia combinada, tienen la capacidad de restablecer las conexiones al cerebro para retaurar la visión.
Esto es solo el comienzo: la reparación ocular y las estrategias para corregir las enfermedades como el glaucoma pueden llevar a tratamientos para otras causas de ceguera y para enfermedades neurodegenerativas que afectan otras partes del cuerpo y del cerebro, ofreciendo esperanza a millones de afectados alrededor del mundo.
“Lo que han mostrado en un modelo animal es que tal vez podamos restaurar la visión reconectando las células nerviosas que hayan sido dañadas,” dijo Thomas M. Brunner, Presidente del Glaucoma Research Foundation. “Su investigación muestra resultados promisorios para personas en las que pensamos que la visión se ha perdido permanentemente.”
Referencia
Foto de BryanHanson
Fonte: http://beatrizmayoral.blogspot.com.br/2016/10/investigacion-prometedora-para.html

18 de set. de 2016

IMPORTANTE...

Primeiramente, gostaria de agradecer a atenção de todos, principalmente aqueles que tem me enviado emails de solidariedade durante todo o período que me encontrei afastada de minhas  atividades.
Para os que não sabem, principalmente aqueles a quem fiquei impedida de responder suas mensagens, gostaria de explicar o motivo: Um certo dia amanheci com dores por todo o corpo, as quais se agravaram durante nove anos. Os médicos acreditavam ser artrite reumatoide, no entanto, não houve resposta aos inúmeros tratamentos existentes. Somente a mais ou menos um ano, com o aparecimento de inúmeros sintomas, como perda temporária da visão central, houve a necessidade de procurar um neurologista que tivesse interesse no meu caso. Enfim, Deus colocou um especialista, neurologista e fisiatra, Dr. Maurício Benevides, o qual falou se tratar de uma inflamação nos nervos do meu corpo, causada por um vírus ainda não identificado. Tal inflamação, segundo ele, foi tão grande que atingiu o líquido cerebral (o que justifica o quadro de cegueira, dormências e pressões na cabeça. Com apenas 5 dias de tratamento as dores passaram, voltei adquirir os movimentos e hoje, ainda me recuperando, e com algumas sequelas, estou retomando algumas prioridades... como esta com nossas crianças especiais.

NOVIDADE: Criei um novo blog "http://sosproduzindoereciclandorecursos.blogspot.com.br/" em resposta aos pedidos enviados por materiais e atividades. Estou atualizando aos poucos e preparando novos materiais. Espero que gostem!

Abraço a todos!
Jucimar Sidney
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT