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30 de nov de 2010

Olhos - Eles refletem várias doenças



Com o tema:

Mais do que indiscretamente dizerem o que sentimos, os olhos podem contribuir no diagnóstico e acompanhamento médico de várias doenças.

Dor de cabeça, visão embaçada, enxergar estrelas em plena luz do dia, dificuldade de foco, olhos vermelhos e ardência são sintomas que levam a maioria das pessoas ao oftalmologista. O que poucos sabem é que o exame de fundo de olho mapeia todo o organismo e pode até salvar vidas.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, muitas doenças aparecem no fundo do olho, região que fica entre o cristalino (lente dos olhos responsável pelo foco) e a retina (membrana receptora das imagens). Ele explica que o exame completo é feito com a pupila dilatada e uma lente que aumenta diversas vezes o nervo óptico, retina e vasos.

O procedimento detecta distúrbios oculares e sistêmicos. Não é preventivo, comenta, porque a doença já está instalada, mas permite controlar sua evolução. É o caso da hipertensão arterial, diabetes, doenças reumáticas, tuberculose, toxoplasmose, lepra, Aids, e até tumores intracranianos que muitas vezes se manifestam primeiro nos olhos.

O especialista diz que é muito comum o clínico geral encaminhar um paciente diabético ao oftalmologista. Isso porque, através das informações sobre vasos e artérias oculares contidas no relatório do exame de fundo de olho, o clínico pode saber como está funcionando o rim do paciente, além de controlar o nível de glicose no sangue.

Sinais visuais

Queiroz Neto afirma que as doenças sistêmicas dão sinais ao portador que indicam urgência de exame médico para evitar maiores complicações.

Os principais sinais são:

• Pupila contraída: Indica uveite, inflamação da uvéa que é formada pela íris, corpo ciliar e coróide. Pode levar à cegueira se não for tratada. Resulta de toxoplasmose, doenças reumáticas auto-imunes, herpes, tuberculose, lepra ou certos tipos de leucemia.

• Pupila dilatada: Pode estar relacionada a tumores, glaucoma, trauma, doenças do sistema nervoso central.

• Visão dupla: Pode apontar presença de tumor intracraniano, acidentes vasculares centrais, traumas e hiperglicemia.

• Olhos saltados e inchaço: São sinais, principalmente, de distúrbios da tireóide.

• Mudança na cor dos olhos: É causada por medicamentos ou inflamações oculares.

• Cegueira momentânea: Indica tumor intracraniano, má circulação no cérebro ou arritmia cardíaca.

• Visão borrada: Pode sinalizar diabetes, sangramento ocular, inflamação, hipertensão arterial.

• Olho seco: A falta de lágrima pode ser causada por disfunções hormonais, menopausa e até Síndrome de Sjogren, uma doença reumática crônica.

Dor de cabeça e visão

O especialista explica que a dor de cabeça relacionada à falta de óculos geralmente aparece no final do dia e pode indicar a chegada da presbiopia ou vista cansada para quem passou dos 40 anos.

Também pode atingir, ressalta, quem não atualiza os óculos há mais de um ano e tem instabilidade refrativa, ou portadores de grande diferença de acuidade visual entre os olhos.

Pessoas que têm enxaqueca freqüente e não pertencem a estes grupos, alerta, correm o risco de ter aumento na escavação do disco óptico que leva ao glaucoma ou neuropatia óptica isquêmica causada pela contração dos vasos oculares.

Estresse

O aumento da produção de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, enfraquece a musculatura ciliar que é responsável pela capacidade de focar e desfocar do cristalino, chamada de acomodação pela oftalmologia.

No trabalho, ressalta Queiroz Neto, o comprometimento da acomodação reduz a produtividade e predispõe a acidentes. O estresse, comenta, também pode induzir ao acúmulo de líquido entre as camadas da retina, causando visão distorcida na região central, hipermetropia induzida e metamorfopsia (tortuosidade das letras) temporária e até permanente.

Para relaxar os olhos as dicas do médico são:

• Olhe para o infinito por 30 segundos a cada duas horas de trabalho.

• Movimente os olhos para cima, para baixo, à esquerda e à direita.

• Faça movimentos circulares com os olhos para a esquerda e para a direita.

(*) Com LDC Comunicação

Fonte: http://www.brpress.net/educacao.asp?cod=762

27 de nov de 2010

Lupa eletrônica da USP aumenta imagem em 40 vezes para deficientes visuais



O Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes visuais, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Estima-se que três em cada quatro apresentem visão subnormal, ou seja, enxergam em um campo de visão entre 5% e 30% do normal.

Pessoas com baixa visão ou visão subnormal apresentam sérias dificuldades para os afazeres habituais, mesmo após tratamento ou correção dos erros refrativos comuns com o uso de óculos, lentes de contato ou implante de lentes intraoculares.

Pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa instalada no Centro de Inovação, Empreededorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), acabam de lançar uma lupa eletrônica para leitura destinada a pessoas com deficiências visuais graves, com visão inferior a 5%.

O produto é o terceiro lançado pela empresa. O primeiro, em 2008, foi uma lupa especial para leitura, que amplia textos em cinco vezes e diminui as distorções, permitindo a visualização das palavras. Em 2009, os pesquisadores lançaram uma prancha de leitura acoplada à lupa.

“A partir da prancha, incorporamos uma nova tecnologia, que foi a câmera de vídeo, colocada no local em que estava uma lente óptica. Conectada a uma televisão de 20 polegadas, a câmara possibilita um aumento da imagem de seis vezes (com a lente) para 40 vezes”, disse José Américo Bonatti, pesquisador da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos diretores da Bonavision, à Agência Fapesp .

Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da lupa eletrônica é o conforto. “É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa”, explicou Bonatti.

“A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável”, afirmou.

Outro aspecto de destaque é a portabilidade. “Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão”, disse.

A câmara desliza em um trilho de prancha de leitura. Para mudar de linha, é só movimentar o trilho para cima ou para baixo. “Por isso, a lupa pode ser manipulada também por pessoas com problemas motores, como portadores de Parkinson, uma vez que os tremores não afetam a movimentação da câmara no trilho metálico”, destacou o pesquisador.

Existem atualmente no mercado, segundo Bonatti, dois tipos de lupas eletrônicas: “câmara-mouse” e “bandeja móvel”, que apresentam algumas limitações.

“A câmara-mouse, que pode ter tela própria portátil ou não, apresenta estabilidade dificultada, caso o usuário tenha problemas motores. Já a bandeja-móvel, que também pode ter tela própria ou não, exige grande treinamento e coordenação motora, pois a bandeja se move facilmente ao menor movimento das mãos”, afirmou.

Segundo Bonatti, a lupa eletrônica se diferencia dos equipamentos do mercado porque pode ser usada com treinamento mínimo, além de trazer mais conforto e ergonomia. “O preço desse novo produto é de R$ 1,8 mil, ao passo que um modelo importado está na faixa de R$ 5 mil”, comparou.

Além do uso para deficientes visuais, o produto está sendo testado para outras aplicações, tanto técnicas quanto didáticas. “A lupa pode ser utilizada para ver detalhes de um lote de produção em circuito eletrônico e também na área de geologia, por exemplo", enumerou Bonatti.

O produto poderia também ser aplicado no ensino. “Com a ajuda de uma tela grande, muitos detalhes captados poderiam ser vistos em sala de aula. Caso não haja laboratórios na escola, a lupa eletrônica pode ser um recurso pedagógico importante”, sugeriu o pesquisador da USP.

Fonte: Estadão

FONTE: http://www.vejam.com.br/node/376

Tratamento com células-tronco recupera a visão de pacientes

Cientistas do Centro de Medicina Regenerativa Stefano Ferrari, em Modena, conseguiram, pela primeira vez, a partir da aplicação de células-tronco, recuperar a visão de dezenas de pacientes que sofreram danos graves nos olhos, devido a lesões causadas por queimaduras de produtos químicos. Em 107 olhos tratados, 82 voltaram a enxergar e 14 tiveram um benefício parcial. E os efeitos do tratamento já duram dez anos. Os dados foram publicados na revista científica "New England Jounal of Medicine". O tratamento foi bem sucedido em quase 77% dos 112 voluntários, e agora eles enxergam bem novamente. Alguns precisaram de mais de um implante de células-tronco na córnea. Um dos participantes, de 80 anos, sofreu a lesão quando tinha apenas 8 anos. A equipe usou células-tronco retiradas do limbo (membrana situada entre a córnea e a esclera, parte branca do olho) do olho saudável do paciente, que foram cultivadas em laboratório e enxertadas no olho doente para estimular a regeneração da córnea destruída.

Fonte: Extra

FONTE: http://www.vejam.com.br/node/378

Cada vez mais adultos apresentam Síndrome da Visão do Computador.

Uma distância média, como mostra reportagem publicada no "The Wall Street Journal"´. Cerca de 80% dos adultos passam mais de três horas por dia em frente ao computador. Outros ainda usam notebooks, smartphones, videogames portáteis e tablets como o iPad, e estão exigindo cada vez mais da visão.

O oftalmologista americano Jeffrey Anshel, presidente da Corporate Vision Consulting, alerta que o excesso de informação e de novas tecnologias está piorando nossa visão.

Um número crescente de americanos tem procurado os consultórios com queixas típicas da síndrome da visão do computador, caracterizada por dores de cabeça, vista embaçada, cansaço ocular e dores no pescoço. Os sintomas atingem 90% das pessoas que passam mais de três horas por dia em frente ao computador, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos Estados Unidos.

No entanto, os exames oftalmológicos ainda focam nos principais problemas de visão, como a miopia e a vista cansada. E como ainda não existem padrões para medir a nova síndrome, os médicos acabam buscando suas próprias maneiras de diagnosticar o distúrbio.

Para a maioria das pessoas que já usa óculos, diminuir os sintomas da síndrome não é fácil. Quem usa lentes bifocais, por exemplo, costuma ter problemas para manter o foco. Há também aqueles que precisam de várias receitas, e deixam os óculos com os graus diferentes em locais estratégicos em casa ou no trabalho.

Até mesmo quem não usa óculos pode estar prejudicando a visão ao ficar horas no computador. A médica Rachel Bishop, do Instituto Nacional do Olhos dos EUA, afirma que as pessoas podem não perceber, mas estão forçando a vista quando estão em frente à tela.

"Estas pessoas, provavelmente, vão se beneficiar enormemente com um par de óculos, mesmo achando que não precisam de lentes corretivas", acredita.

Um forma de minimizar o problema é criar momentos de descanso ao longo de cada hora no computador e lubrificar os olhos com frequência, piscando ou com colírios tipo lágrima. Ajustar o monitor também ajuda, diz Bishop.

"Um bom oftalmologista conseguirá avaliar suas necessidades diárias e receitar uma boa lente para corrigir o problema, se for necessário", completa.

Fonte: Opticanet

FONTE: http://www.vejam.com.br/node/390

Chega ao Brasil nova tecnologia para a cirurgia de catarata

A Crystalens HD, lente acomodativa que imita a capacidade de foco do olho humano, foi desenvolvida para proporcionar melhor qualidade de visão aos pacientes após a cirurgia de catarata.

A Bausch+Lomb lançou no mercado brasileiro a lente intraocular acomodativa Crystalens HD, que representa uma inovação em termos de tecnologia disponível para o tratamento da catarata. O lançamento desta lente, a primeira aprovada pela Anvisa (Brasil) e FDA (EUA), marca a chegada da tecnologia acomodativa ao Brasil, que já vem sendo utilizada com sucesso nos USA.

Esta tecnologia inovadora presente na Crystalens HD foi desenvolvida através do conceito de Bioinspiração, em que idéias para a construção de um produto partem de elementos da natureza. No caso da Crystalens HD a inspiração veio da lente natural do olho, o cristalino. “A lente acomodativa da B+L imita o movimento natural do cristalino para focar as imagens em qualquer distância e pode, após a cirurgia, reduzir ou até eliminar o uso de óculos para leitura”, explica Dr. Milton Yogi, cirurgião oftalmologista e consultor técnico da Bausch+Lomb.

Nos jovens, o cristalino se ajusta para focalizar objetos em todas as distâncias, assim como o foco automático de uma câmera fotográfica. No entanto, com o passar dos anos, esta lente pode enrijecer e o olho não conseguir focalizar adequadamente um objeto. Este problema normalmente aparece em pessoas a partir de 45 anos e é chamado de presbiopia (dificuldades de enxergar de perto) ou mais conhecido como vista cansada. “É um processo natural do envelhecimento. Em pessoas a partir de 60 anos, o cristalino começa a perder a transparência, quando surge a catarata. Durante a cirurgia, esta lente enrijecida e opaca é retirada e substituída por uma lente artificial”, explica Dr. Milton.

O principal diferencial da Crystalens HD™ em relação às lentes usadas atualmente é a capacidade de imitar o movimento de foco natural do olho para adequar a focalização em diferentes distâncias. É este mesmo mecanismo natural do olho que irá movimentar a Crystalens HD™ para focar objetos que estão próximos, distantes ou em distâncias intermediárias. O uso da tecnologia pode, em muitos casos, reduzir ou até mesmo eliminar a dependência por óculos.

Nos últimos anos a expectativa de vida das pessoas tem se elevado notavelmente. Os avanços da medicina e as melhorias nos cuidados com a saúde possibilitam aos idosos terem uma vida mais ativa. Muitos trabalham, dirigem, usam o computador, viajam, praticam esportes e realizam outras atividades que exigem uma boa visão. Os benefícios da Crystalens HD favorecem este público devido à possibilidade de oferecer uma ótima qualidade de visão para todas as distâncias. “Hoje, a maioria dos pacientes que faz a cirurgia de catarata são pessoas preocupadas com a vaidade e em manter a qualidade de vida”, diz o cirurgião.

Segundo o especialista, os pacientes com catarata demonstram preferência por lentes que ofereçam alta definição e a melhor qualidade visual possível após a cirurgia, além da possibilidade de não depender mais dos famosos óculos para ler. E a lente acomodativa ajuda a atingir esse objetivo.

Como a lente acomodativa Crystalens HD™ funciona

Para acomodar a visão de longe, a lente fica relaxada no olho.

Para acomodar a visão intermediária, a lente se flexiona levemente para frente

Para acomodar a visão de perto, a lente se flexiona ainda mais para frente.

Sobre a Bausch+Lomb

A Bausch & Lomb é uma multinacional focada exclusivamente no segmento oftalmológico e está dentre as quinhentas maiores empresas do mundo. Atua com portfólio completo para o tratamento de doenças oculares, com produtos cirúrgicos e farmacêuticos, assim como lentes de contacto e soluções para limpeza das lentes de contato. A empresa completou 150 anos de existência em 2003.

No Brasil, atualmente, a B+L concentra-se em três áreas de atuação:

Atualmente, a empresa possui cerca de 12.000 colaboradores ao redor do mundo, trabalhando em 35 unidades fabris e administrativas que fornecem os produtos da companhia para mais de 100 países.

FONTE: http://www.vejam.com.br/node/392

Vítimas de doenças degenerativas da retina voltam a enxergar graças a um chip implantado dentro de seus olhos

A divulgação de mais uma inovação tecnológica digna da ficção científica alimentou as esperanças de milhares de vítimas de doenças oculares degenerativas na semana passada. Pela primeira vez na história, um implante digital foi capaz de restaurar parte da visão de três vítimas de distrofia hereditária da retina, um mal que leva progressivamente à cegueira. O feito foi alcançado por pesquisadores da Universidade de Tübingen (Alemanha) e envolve a aplicação de um chip equipado com 1.500 receptores de luz. Eles são capazes de processar imagens digitalmente e de transformá-las em impulsos depois direcionados ao nervo óptico e ao cérebro. Segundo os responsáveis pela pesquisa, o objetivo é lançar o implante no mercado em cinco anos. Dessa forma, cerca de 200 mil portadores de retinose pigmentar – que provoca a falência parcial ou total da retina – e outros milhões de pacientes com degeneração macular, um problema relativamente comum entre idosos, também terão chances de recuperar a visão.

Vale deixar claro, no entanto, que estamos diante dos primeiros resultados de um trabalho que deve ser aperfeiçoado nos próximos anos. As imagens captadas pelo chip são em preto e branco e ainda estão muito longe de imitar o trabalho do olho humano à perfeição. “Ainda não atingimos um ponto de excelência, mas conseguimos fazer com que nossos pacientes enxerguem coisas como uma mesa, um garfo ou até mesmo um rosto”, disse Eberhart Zrenner, diretor do centro de pesquisas oftalmológicas de Tübingen, ao jornal inglês “The Guardian”. Outro detalhe importante é a limitação do tratamento a lesões na retina – se o nervo óptico foi afetado, nada pode ser feito ainda.

Por outro lado, a melhora instantânea na qualidade de vida dos voluntários revela o poder transformador do chip instalado em suas retinas. Mika Terho, um finlandês de 46 anos, é um deles. Ele começou a perder a visão aos 16, quando percebeu que não conseguia mais acompanhar os amigos em passeios noturnos de bicicleta. Aos 30, ficou cego do olho esquerdo.

O mesmo aconteceu com o direito cinco anos depois. “Ainda tinha um pouco de visão periférica, mas não o suficiente para reconhecer uma coisa sequer. O máximo que conseguia era distinguir a noite do dia”, afirmou Terho em um vídeo divulgado pelos pesquisadores alemães.

Os médicos levaram cerca de seis horas para implantar o chip na retina dos voluntários. Primeiro, eles abriram uma pequena aba na parte interna do olho e nela instalaram a minúscula placa de 9 mm2. Um fio finíssimo foi acoplado a ela e ligado a uma bateria instalada atrás da orelha dos pacientes. “As coisas começaram a acontecer em questão de horas”, disse Terho. “Eu olhava para as pessoas e elas pareciam fantasmas de um filme em preto e branco. Aí tudo ficou mais claro. Ajustamos o chip para deixar as imagens cada vez mais nítidas. Comecei a me sentir como um piloto de testes de uma equipe de Fórmula 1”, finalizou o finlandês.

FONTE: http://www.vejam.com.br/node/396

Saúde investe em serviço para pessoas com cegueira e baixa visão

Luciano Palumbo
Do Pacientes Online

Os brasileiros com baixa visão ou cegueira vão contar com novo serviço no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde liberou recurso de R$ 1,9 milhão para implementar as primeiras cinco unidades de reabilitação visual do país, que vão atender, em média, 7,5 mil pessoas por ano.

Serão 75 unidades no país distribuídas em todos os estados, até 2011, um investimento de R$ 39,1 milhões. Essas unidades terão o papel de acompanhar a pessoa com deficiência visual para que ela desenvolva habilidades que a auxilie em suas atividades diárias. O acompanhamento especializado também vai permitir a adaptação delas aos recursos ópticos fornecidos no SUS, como óculos especiais, sistemas telescópicos, lupas, próteses visuais e bengalas.

“O serviço é um avanço na implantação da Política Nacional de Saúde para Pessoa com Deficiência. Nele será oferecido o atendimento necessário para que a pessoa com baixa visão ou cegueira desenvolva suas potencialidades e enfrente com maior autonomia as dificuldades no seu dia-a-dia”, afirma Érika Pisaneschi, coordenadora da Área Técnica Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde.

Números

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil, a prevalência de cegueira na população é de 0,3% e de baixa visão, 1,7%, A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. A maior parte da população considerada cega tem, na verdade, baixa visão e é, a princípio, capaz de usar sua visão para realizar tarefas. Para cada pessoa cega há em média, 3 ou 4 com baixa visão. Já o paciente com cegueira é aquele que perde totalmente a visão por diversas causas, que vão desde traumas oculares até doenças congênitas.

A prevalência de doenças oculares que levam ao comprometimento da visão cresce com o avanço da idade. As taxas maiores de cegueira e baixa visão são observadas com o aumento da vida média da população. Na população com mais de cinqüenta anos de idade as principais causas de cegueira são: catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular (perda da visão no centro do campo visual, a mácula) relacionada a idade.

Política

A Política Nacional da Pessoa com Deficiência criada pelo Ministério da Saúde busca proteger a saúde e reabilitar a pessoa com deficiência. Os recursos para a política tiveram acréscimo de R$ 115 milhões em 2009, sendo que R$ 75,5 milhões já foram repassados aos municípios. Os 39,1 milhões restantes serão destinados a implantação dos serviços de reabilitação visual.

De 2002 a 2009, foram implantadas 53 unidades em reabilitação física, totalizando 156 existentes no país. Hoje o país já conta com 142 unidades de saúde auditiva, implantadas a partir de 2004. Essas unidades, que promovem a reabilitação e a aquisição de órteses e próteses para pessoas com deficiência física ou deficiência auditiva atendem entre 280 a 300 mil pessoas por ano.

A redução da fila de espera por órteses e próteses e a melhora na qualidade do atendimento a pessoas com deficiência é uma das metas do programa Mais Saúde do Ministério e da Agenda Social de Inclusão das Pessoas com Deficiência do Governo Federal. Lançada em 2007 (Decreto 6.215 de set/07), a Agenda tem o objetivo de promover maior cobertura das ações para os 14,5% da população que possuem algum tipo de deficiência.


FONTE: http://www.pacientesonline.com.br/sua-saude/pesquisa-em-saude/item/7759-sa%C3%BAde-investe-em-servi%C3%A7o-para-pessoas-com-cegueira-e-baixa-vis%C3%A3o

16 de nov de 2010

Senac: Como entender a receita?

*Alex Dias


A receita para óculos, também conhecida como prescrição óptica, ou simplesmente prescrição, quando citada em diversos textos é chamada pela abreviação “Rx”, símbolo que na realidade é “um erre maiúsculo com a perninha cortada” e, quando colocado em uma receita, indica uma ordem do tipo “receba e execute dentro da técnica adequada”, prática antiga na prescrição de medicamentos.

Alguns profissionais utilizam o receituário comum para prescrever as lentes, porém a maioria prefere as que já vêm impressas, necessitando somente completar as informações. Variam de forma e possuem alguns elementos comuns ilustrados na figura a seguir.

altNo cabeçalho ou no rodapé da receita normalmente temos as informações relativas ao profissional que a prescreveu: nome completo, telefone, endereço e, eventualmente, alguns dados relativos à sua formação acadêmica. No corpo da receita podemos destacar alguns campos:
• Campo 1 - Preenchido com o nome do cliente.
• Campo 2 - indica um diagrama, antigamente denominado de TABO, que é sigla da associação de ópticos alemães que propôs esta escala e foi adotada internacionalmente como referência para determinação da posição do eixo de uma lente cilíndrica. Alguns profissionais, no momento da prescrição, fazem questão de marcar a caneta, sobre a escala, a posição do eixo para reforçar sua recomendação.
• Campo 3 - Preenchido para os casos em que a prescrição estiver destinada para longe, caracterizando as ametropias usuais: Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo. No caso da miopia e da hipermetropia a prescrição será somente de lentes esféricas, portanto os campos referentes às colunas “cil.”, que correspondem à dioptria cilíndrica e “eixo” não estarão preenchidos. Outro caso comum são as lentes plano-cilíndricas: os profissionais preenchem com a palavra “plano” a coluna correspondente ao esférico, ou simplesmente não anotam nada e anotam a dioptria cilíndrica e o eixo.
• Campo 4 - Preenchido nos casos de presbiopia, onde surge um caso comum de confusão: se na hipermetropia usamos lentes positivas e na presbiopia também, como diferenciamos os dois problemas? Justamente pela forma em que se apresenta a prescrição. Este campo pode ser preenchido com a receita completa para perto ou simplesmente com a adição recomendada.
• Campo 5 – Preenchido nos casos em que houver uma recomendação de prisma a ser aplicado na receita. Caso não existam as colunas deste campo as recomendações serão colocadas no campo de observações.
• Campo 6 – Informações relativas à tomada de medida de distância pupilar. Atualmente com grande preocupação para a medição da DNP (distância naso- pupilar) muito importante no caso das lentes progressivas e é frequentemente preenchida com as letras “AM”, que significa “a medir”. Muitos profissionais delegam ao óptico esta tarefa.
• Campo 7 - Recomendações adicionais como filtros especiais, aplicação de alguma coloração específica ou outro tratamento e mesmo recomendações adicionais relativas à confecção da lente ou da armação (por exemplo, existem casos em que o profissional pode recomendar armações de aros grandes em função de tratamento terapêutico; óculos para crianças; orientações especiais relativas à tomada de medidas e cuidados adicionais relativos a adaptação de óculos, quando da utilização de bifocais executive). É um campo livre para colocar o que o profissional julgar necessário para garantir um perfeito aviamento da receita.

Para concluir podemos ressaltar que nos campos 3 e 4 a colocação do sinal da dioptria é fundamental para a dioptria esférica e para a dioptria cilíndrica, não valendo a regra matemática que permite omitir o sinal caso o número seja positivo.

Nunca se escreve nada na frente da receita, ela é de exclusiva responsabilidade de quem a prescreveu. A receita deve conter necessariamente a assinatura do profissional que a prescreveu e um carimbo com nome, profissão e número de registro do conselho a que pertence. É importante reforçar isto para o cliente, caso se verifique a ausência destes dados, para evitar futuros questionamentos. O bom profissional não tem receio de atestar seus trabalhos.

A óptica deve carimbar a receita no verso. Embora não exista um padrão, as informações básicas são: nome da Ótica, endereço, número da Ordem de Serviço, data e assinatura do Técnico Responsável. Essas informações certamente darão maior credibilidade ao serviço executado.

Uma recomendação particular: caso for aviar a receita parcialmente, como solicitação de um cliente que deseje óculos somente para perto, escreva no verso que isto foi feito a pedido dele, de forma a evitar futuras reclamações que obriguem a óptica a aviar a receita completamente. É melhor pecar pelo excesso do que pela falta de informações.

Ainda existem algumas raras receitas que apresentam o diagrama do campo 2, em que a contagem do eixo para o olho esquerdo começa a partir da esquerda para direita, baseado numa antiga proposta que não se consolidou. Por isso é importante prestar atenção na escala apresentada na receita. A escala atual é recomendada através da norma ABNT NBR ISO 8429 é igual a escala TABO e deve ser adotada como padrão.

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Uma última sugestão: com as possibilidades da moderna tecnologia, é bom manter arquivada uma cópia da prescrição: em fotocópia, “escaneada” ou fotografia digital, para evitar possíveis conflitos por alterações que não são de sua responsabilidade.

Na receita fictícia a seguir, os nomes servem somente para ilustração, mostrando uma receita completamente preenchida com verso e o carimbo obrigatório. Muito sucesso a todos.

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* Técnico em Óptica e Engenheiro Mecânico; professor licenciado em Física; docente da área de surfaçagem de lentes oftálmicas do Senac Tiradentes.


Fonte: http://www.centro.otico.com.br/component/content/article/88-artigo/243-senac-como-entender-a-receita.html

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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT