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22 de abr de 2010

OS MOVIMENTOS DOS OLHOS

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Os movimentos de nossos olhos correlacionam-se com os nossos modos de pensar. Eles são indicadores não do conteúdo dos nossos pensamentos, mas do "como pensamos".

Os movimentos dos nossos olhos dependem dos processos neurológicos ativos quando da construção de nossas representações. Trata-se realmente de "movimentos" observáveis para o alto, ao centro ou dirigidos para baixo, e não das interpretações que cada qual pode alimentar a propósito deles: "Ele tem o olhar triste", "alegre", "sombrio", "límpido" etc.

Tais movimentos freqüentemente são rápidos (menos de um segundo) e sucedem um ao outro. Assim, prestando atenção às relações que existem entre a linguagem sensorial de uma pessoa e seus movimentos oculares, você poderá observar que:
- quando essa pessoa exprime-se em termos visuais, ela tenderá a dirigir os olhos para o alto;
- quando essa pessoa fala consigo mesma, ouve música ou escuta sons na cabeça, seus olhos permanecerão horizontais. Quando se acha num diálogo interior, seus olhos se voltam para baixo, à direita.
- quando ela experimenta uma emoção ou uma sensação, seus olhos serão dirigidos para baixo, à esquerda (tudo isso do ponto de vista do observador).

Indicações Fornecidas pelos Movimentos dos Olhos (do ponto de vista do observador) Importantes e o observado for destro, canhotos e muitas pessoas frequentemente tem as posições esquerda e direita invertidas.

Precisamos igualmente saber que os movimentos dos olhos precedem a expressão verbal do pensamento. Assim, uma pessoa dirigirá, mais ou menos rapidamente, seus olhos para o alto antes de declarar: "Percebo o que você quer dizer." Ou os dirigirá para baixo antes de constatar que ela "se acha à vontade com o seu projeto". Também nesse caso será a freqüência de repetição dos movimentos que poderá servir de indicador do sistema privilegiado de representação utilizado por uma pessoa.

Assim, por exemplo, se, por ocasião de uma série de perguntas que faz a um de seus interlocutores, você prestar atenção aos movimentos oculares dele no momento em que prepara a resposta que vai dar, poderá observar que ele tem tendência a erguê-los ou baixá-los. E poderá deduzir o sistema de representação a que ele recorre para responder. Será suficiente então verificar a sua hipótese, colocando-a em relação com os predicados emprtegados quando da resposta verbal.

O movimento dos olhos é, portanto, um outro meio de acesso aos processos internos de representação do seu interlocutor.

Freqüentemente, movimentos dos olhos e predicados trabalham em uníssono. Aquele que sente utiliza o vocabulário cinestésico enquanto seus olhos dirigem-se para baixo à esquerda. Aquele que usa termos auditivos conserva os olhos orizontalmente, e aquele que emprega termos visuais desloca os olhos para o alto. Quantas vezes, aliás, em resposta a um pedido de informação, você já não observou o interlocutor responder: "Vejamos", enquanto deslocava os olhos e a cabeça para o alto, como se quisesse buscar a resposta no teto. A informação é, às vezes, tão redundante que, não raro, ouvimos em situações parecidas: "Vejamos ver."

Em outros momentos, predicados e movimentos dos olhos diferem: "Sinto-me bem nesta situação" (predicado C), acompanhado de um movimento dos olhos para o alto à direita (V).

Quando predicados e movimentos dos olhos diferem, os predicados indicam o sistema com o qual a pessoa dá um sentido à situação que está vivendo. É o sistema de representação propriamente dito. Os movimentos dos olhos indicam o sistema condutor que esta pessoa toma emprestado para chegar a essa representação.

No exemplo anterior, a pessoa viu interiormente alguma coisa (Vi).

Foi a visão desta imagem que o conduziu ao sentimento. Daí o nome de sistema condutor.

Podemos concluir que o melhor conhecimento do funcionamento do nosso cérebro abre horizontes fascinantes, ricos em conseqüências práticas. Desse modo, baseando-se em observações precisas, a PNL fornece um conjunto de noções e de métodos que permite perceber melhor como cada qual se organiza "em sua cabeça" para construir sua experiência da realidade.

Esses indicadores objetivos (predicados e movimentos dos olhos) são os primeiros elementos que é necessário dominar para utilizar tais métodos, qualquer que seja o campo de aplicação:

- melhoria da comunicação nas relações profissionais (gerência, negociação, venda...);

- a ação pedagógica,

- as intervenções que visam à mudança.

Uma adaptação do livro: Guia da PNL - Novas Técnicas para o desenvolvimento pessoal e profissional Alain Cayrol e Patrick Barrère Editora Record

(Enviado por Andréia Barros)

FONTE: http://sacescola.blogspot.com/2010/04/os-movimentos-de-nossos-olhos.html
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT