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9 de jun. de 2012

Ambliopia (revisado em fevereiro/2011)



AMBLIOPIA

Por que é preciso conhecer a ambliopia?

1) Porque ela é causa comum de baixa acuidade visual (visão deficiente, vista fraca) na criança.
2) Porque ela ocorre em olho potencialmente sem defeito anatômico.
3) Porque ela é enganadora (pode não dar sintomas)
4) Porque ela pode ser prevenida ou tratada precocemente, com sucesso.

O recém-nascido enxerga?

Sim, mas sua visão não está completamente desenvolvida.
A criança precisa “aprender a ver”.
O desenvolvimento da visão é muito rápido no 1º ano de vida; aos 5 anos a criança já enxerga, à distância, como um adulto, mas continua a desenvolver funções visuais refinadas até os 9 anos.
Para o progresso da visão, é necessário o desenvolvimento da retina (no olho) e do centro da visão (na córtex do cérebro).
O centro visual no cérebro precisa receber imagens nítidas e iguais dos olhos e, então, a pessoa enxerga o objeto fixado.
Se as retinas recebem imagens discordantes, o cérebro elabora-as mal e “escolhe” a melhor, “apagando” toda a percepção vinda do outro olho. Isso é o que se chama ambliopia.

O que é ambliopia?

É o “olho preguiçoso”, isto é, o olho que enxerga mal (por um problema de seu desenvolvimento) embora não tenha nenhum defeito ao exame com oftalmoscópio.

A ambliopia ocorre só num dos olhos ou nos dois?

Na grande maioria é unilateral (num olho só) mas às vezes pode ser bilateral (casos com astigmatismo e/ou hipermetropia de graus alto e de aparecimento precoce).
· Que condições podem causar ambliopia? As mais comuns são:

1. Estrabismo – desvio de um olho, especialmente quando esse desvio é para dentro. Neste caso a criança percebe duas imagens do mesmo objeto e como isso é incômodo, o cérebro apaga a imagem recebida do olho desviado. Assim esse olho deixa de ser usado e sua visão vai se perdendo. É a ambliopia por desuso.

2. Erro de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) acentuado num dos olhos. Pode ser um olho normal e outro com erro de refração ou pode ser que o erro de refração seja discreto num olho e intenso no outro.
A imagem enviada ao cérebro pelo olho com erro de refração maior é desfocada ou borrada e por isso o cérebro a suprime; desse modo, esse olho não se desenvolve. É a ambliopia por anisometropia (que significa diferença de refração entre os 2 olhos).

Como detectar precocemente a ambliopia?

1. Um bebê de 2 meses, normal, olha nos olhos que da mãe e segue seus movimentos, se estes forem lentos a uma distância de até 50 centímetros. Em caso contrário, consultar o oftalmologista.

2. Estrabismo – consultar imediatamente o oculista. Lembrar que no 1º semestre de vida é normal um estrabismo leve, bilateral, não fixo.

3. Consulta precoce (até os 2 ½ anos) com oculista é indicada nas crianças:

· que nasceram prematuras
· de pais ou familiares próximos que usam óculos com graus médios/fortes · de família de estrábicos
· com doenças genéticas ou neurológicas

4. Verificar os sinais de alerta para visão deficiente (e consultar, de imediato, o oculista):

· criança de 1 ano que não acha objetos escondidos, não olha para a figura correta quando ela é indicada pelo nome (se possível fazer o teste em ambos os olhos separados).
· olhos desviados ou cruzados; um olho menor do que o outro.
· olhos que dançam ou tremem.
· criança segura os objetos muito próximos para olhar.
· lacrimejamento excessivo, contínuo esfregar dos olhos, não tolera luz, olhos sempre irritados.
· franze os olhos para enxergar, fecha um dos olhos para olhar, inclina a cabeça para um lado para enxergar melhor.
· íris deformada (não inteiramente redonda) ou pupilas diferentes em forma, tamanho ou cor.
· queixas: não enxerga bem ou visão borrada, visão dupla.

5. A criança pode enxergar mal de um dos olhos mas compensar com outro, parecendo ser normal.

Por isso convém que toda criança faça sua primeira visita ao oculista aos 3 anos.

6. A partir dos 3 ½ - 4 anos, a visão da criança deve ser acompanhada, no consultório pediátrico, a cada 6 meses, com as tabelas (quadros) dos “E” .

7. Mesmo antes disso a acuidade visual pode ser testada com os “cartões de Teller” que têm listas zebradas.

Tratamento da ambliopia (oftalmologista)

1. Óculos para corrigir a refração e o estrabismo.

2. Tratamento oclusivo do olho bom (o olho normal é tapado) para forçar a criança a usar o olho mal desenvolvido.
É importante que o tratamento seja precoce, já que tratamentos tardios permitem apenas resultados incompletos.

Jayme Murahovschi (pediatra, SP)
Isaac Neustein (oftalmologista, SP)
Mauro Plut (oftalmologista pediátrico, SP)

Apoio: Departamento de Pediatria AMBULATORIAL da Sociedade Brasileira de Pediatria

Isabel Rey Madeira (RJ); Leda Amar de Aquino (RJ); Lúcia Ferro Bricks (SP); Marizilda Martins (PR); Renato M. Yamamoto (SP); Rosa Resegue (SP); Rudolf Wechsler (SP); Vera Lucia Maia (ES). 


FONTE: http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=24&id_detalhe=1367&tipo_detalhe=s

9 de nov. de 2011

NORMAS DE CUIDADOS VISUAIS PARA CRIANÇAS


As seguintes regras de higiene visual ajudam a melhorar os problemas visuais, e não resolvê-los completamente, mas contribuem para um melhor desempenho e menor fadiga ocular:

1 - Você tem que sentar-se corretamente, os pés apoiados no chão e as costas retas.

2 - O mobiliário deve ser adequado: a cadeira deve ser ajustável em altura e a mesa deve estar em um declive de cerca de 15 a 20°. Uma criança precisa de mobiliário especial para crianças.

3 - A iluminação é muito importante; tem que ler e estudar com uma iluminação no teto e outro diretamente no plano de trabalho, que não caiam diretamente nos olhos, que não ofusque e que não faça sombra ao escrever. Coloque a luz do lado esquerdo se a pessoa for destra e a direita se é canhota.

4 - A distância de leitura não precisa ser muito curta, a distância ideal é sobre o cotovelo até a primeira falange do dedo médio.

5 - Enquanto você lê, os antebraços devem estar apoiados sobre o plano de trabalho.

6 - Não se deve ler com a cabeça, senão com os olhos. Se isto não acontecer dessa forma, pode ser um sinal de problema visual.


7 - Você deve colocar a mesa de trabalho, se possível, na frente de uma janela para poder olhar ao longe, de tempos em tempos.

 

8 - Interrompa a atividade visual prolongada na visão de perto, levantando a cabeça ou mudando de posição.
 

9 - Em jogos de TV e vídeo se devem evitar brilhos, nunca se deve ver com as luzes apagadas, não muito perto, nem deitado no chão, e não mais que uma hora diaria.
 

10 - A dieta alimentícia deve ser rica em vitamina A (leite, cenouras, ameixas, gemas de ovos), verduras e frutas.

11 - Recomenda-se passeios a espaços livres ou abertos.


FONTE:  http://www.siodec.com

19 de jan. de 2010

COMO LER UMA PRESCRIÇÃO

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A maioria das prescrições tem quatro seções:
• o poder da base (esférica) e o tipo (positivo ou negativo);
• o poder do cilindro e o tipo;
• a orientação do eixo do cilindro (em graus, com 90 graus na vertical; um "x" significa "em");
• o poder do segmento bifocal ("mais" indicando "em acréscimo") e o tipo.
Um formulário curto de prescrição do oftalmologista ou optometrista poderia apresentar:
2,25 -1,50 x 127 mais +2,00
Isto significa:
• uma curva esférica da base de +2,25D (lente positiva);
• um cilindro de -1,50D a 127 graus (um cilindro negativo é somado à curvatura base);
• um segmento bifocal adicional de +2,00D.
A potência total da lente com o cilindro é +2,25 + (-1,50) = +0,75D. No segmento, a potência é de (+0,75) + (+2,00) = +2,75D. Sendo que, OD significa olho direito e OE olho esquerdo.
Resumo: como a lente é feita
No laboratório, a prescrição completa do paciente fornece os seguintes detalhes:
• a potência total (em dioptrias) que a lente acabada precisa ter;
• o poder e o tamanho do segmento (se necessário);
• a potência e a orientação de quaisquer curvas do cilindro;
• detalhes como a localização do centro óptico e de qualquer prisma induzido (definição na próxima seção), caso seja necessário.
O técnico do laboratório seleciona um bloco oftálmico que possui o segmento correto (chamado de adição) e uma curva da base próxima à potência prescrita. Assim, para que a potência fique exatamente de acordo com a prescrição, outra curva é escavada na parte de trás do bloco oftálmico.
• Na maioria dos laboratórios, o equipamento é projetado para desbastar curvas negativas. Sendo assim, normalmente se escolhe um bloco oftálmico positivo.
• Se a curva da base é muito acentuada, uma curva negativa é desbastada atrás da lente, o que reduz a sua potência total.
Por exemplo, um bloco oftálmico bastante comum tem +6,00 dioptrias. Se a prescrição requer um total de +2,00 dioptrias, uma curva de -4,00 dioptrias é escavada atrás: (+6,00D) + (-4,00D) = +2,00D (veja ilustração abaixo). Se necessário, a curva do cilindro também é escavada ao mesmo tempo.



Se a prescrição requer uma lente negativa, o bloco oftálmico de +6,00 dioptrias ainda pode ser usado. Para confeccionar uma lente com poder de -2,00 dioptrias, uma curva de -8,00 dioptrias é desbastada na parte de trás: (+6,00D) + (-8,00D) = -2,00D.



FONTE:Como funciona a visão
por Dr. Carl Bianco, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT