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9 de jun. de 2012

Ambliopia (revisado em fevereiro/2011)



AMBLIOPIA

Por que é preciso conhecer a ambliopia?

1) Porque ela é causa comum de baixa acuidade visual (visão deficiente, vista fraca) na criança.
2) Porque ela ocorre em olho potencialmente sem defeito anatômico.
3) Porque ela é enganadora (pode não dar sintomas)
4) Porque ela pode ser prevenida ou tratada precocemente, com sucesso.

O recém-nascido enxerga?

Sim, mas sua visão não está completamente desenvolvida.
A criança precisa “aprender a ver”.
O desenvolvimento da visão é muito rápido no 1º ano de vida; aos 5 anos a criança já enxerga, à distância, como um adulto, mas continua a desenvolver funções visuais refinadas até os 9 anos.
Para o progresso da visão, é necessário o desenvolvimento da retina (no olho) e do centro da visão (na córtex do cérebro).
O centro visual no cérebro precisa receber imagens nítidas e iguais dos olhos e, então, a pessoa enxerga o objeto fixado.
Se as retinas recebem imagens discordantes, o cérebro elabora-as mal e “escolhe” a melhor, “apagando” toda a percepção vinda do outro olho. Isso é o que se chama ambliopia.

O que é ambliopia?

É o “olho preguiçoso”, isto é, o olho que enxerga mal (por um problema de seu desenvolvimento) embora não tenha nenhum defeito ao exame com oftalmoscópio.

A ambliopia ocorre só num dos olhos ou nos dois?

Na grande maioria é unilateral (num olho só) mas às vezes pode ser bilateral (casos com astigmatismo e/ou hipermetropia de graus alto e de aparecimento precoce).
· Que condições podem causar ambliopia? As mais comuns são:

1. Estrabismo – desvio de um olho, especialmente quando esse desvio é para dentro. Neste caso a criança percebe duas imagens do mesmo objeto e como isso é incômodo, o cérebro apaga a imagem recebida do olho desviado. Assim esse olho deixa de ser usado e sua visão vai se perdendo. É a ambliopia por desuso.

2. Erro de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) acentuado num dos olhos. Pode ser um olho normal e outro com erro de refração ou pode ser que o erro de refração seja discreto num olho e intenso no outro.
A imagem enviada ao cérebro pelo olho com erro de refração maior é desfocada ou borrada e por isso o cérebro a suprime; desse modo, esse olho não se desenvolve. É a ambliopia por anisometropia (que significa diferença de refração entre os 2 olhos).

Como detectar precocemente a ambliopia?

1. Um bebê de 2 meses, normal, olha nos olhos que da mãe e segue seus movimentos, se estes forem lentos a uma distância de até 50 centímetros. Em caso contrário, consultar o oftalmologista.

2. Estrabismo – consultar imediatamente o oculista. Lembrar que no 1º semestre de vida é normal um estrabismo leve, bilateral, não fixo.

3. Consulta precoce (até os 2 ½ anos) com oculista é indicada nas crianças:

· que nasceram prematuras
· de pais ou familiares próximos que usam óculos com graus médios/fortes · de família de estrábicos
· com doenças genéticas ou neurológicas

4. Verificar os sinais de alerta para visão deficiente (e consultar, de imediato, o oculista):

· criança de 1 ano que não acha objetos escondidos, não olha para a figura correta quando ela é indicada pelo nome (se possível fazer o teste em ambos os olhos separados).
· olhos desviados ou cruzados; um olho menor do que o outro.
· olhos que dançam ou tremem.
· criança segura os objetos muito próximos para olhar.
· lacrimejamento excessivo, contínuo esfregar dos olhos, não tolera luz, olhos sempre irritados.
· franze os olhos para enxergar, fecha um dos olhos para olhar, inclina a cabeça para um lado para enxergar melhor.
· íris deformada (não inteiramente redonda) ou pupilas diferentes em forma, tamanho ou cor.
· queixas: não enxerga bem ou visão borrada, visão dupla.

5. A criança pode enxergar mal de um dos olhos mas compensar com outro, parecendo ser normal.

Por isso convém que toda criança faça sua primeira visita ao oculista aos 3 anos.

6. A partir dos 3 ½ - 4 anos, a visão da criança deve ser acompanhada, no consultório pediátrico, a cada 6 meses, com as tabelas (quadros) dos “E” .

7. Mesmo antes disso a acuidade visual pode ser testada com os “cartões de Teller” que têm listas zebradas.

Tratamento da ambliopia (oftalmologista)

1. Óculos para corrigir a refração e o estrabismo.

2. Tratamento oclusivo do olho bom (o olho normal é tapado) para forçar a criança a usar o olho mal desenvolvido.
É importante que o tratamento seja precoce, já que tratamentos tardios permitem apenas resultados incompletos.

Jayme Murahovschi (pediatra, SP)
Isaac Neustein (oftalmologista, SP)
Mauro Plut (oftalmologista pediátrico, SP)

Apoio: Departamento de Pediatria AMBULATORIAL da Sociedade Brasileira de Pediatria

Isabel Rey Madeira (RJ); Leda Amar de Aquino (RJ); Lúcia Ferro Bricks (SP); Marizilda Martins (PR); Renato M. Yamamoto (SP); Rosa Resegue (SP); Rudolf Wechsler (SP); Vera Lucia Maia (ES). 


FONTE: http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=24&id_detalhe=1367&tipo_detalhe=s

17 de mar. de 2012

El Acto de Mirar “Filosofia y Misterios”



Dr.José Luis Merino.
Publicado en la Revista Imagen óptica en dos secciones.
1a parte Año 13.Vol.13 Sept-Oct 2011 y 2a parte Año 13. Vol. 13 Nov-Dic.2011. Todos los derechos Reservados.
La vertiginosa evolución de los avances tecnológicos en el área mèdica, asì como el alto grado de especialización de la oftalmología y la optometría han hecho que el hablar de la visión, nos ubique de inmediato en un órgano llamado “El globo ocular”.
El estudio de la anatomía y fisiología oculares asì como el conocimiento cada vez mayor de los padecimientos asociados a la visión tanto agudos como crònico degenerativos relacionados con la longevidad del Hombre puede ser abrumador; Las técnicas quirúrgicas con láser guiado por ordenador, los procedimientos microquirúrgicos de invasión mínima, los nuevos fármacos cada vez màs modernos y eficaces, los medios diagnósticos que en la actualidad nos permiten detectar enfermedades oculares con mayor precisiòn, han hecho que las disciplinas encargadas del estudio y manejo de las anomalias oculares constituyan en la actualidad un autèntico milagro, sin dejar de mencionar los avances en realidad virtual que crèa mundos de fantasìa a los ojos del ser Humano como simple recreación o para el entrenamiento de personal altamente especializado.
Sin embargo el pensar en la visión solo como la consecuencia del funcionamiento del ojo como órgano, constituye en si mismo un acto de injusticia.
El hecho de ver un “ojo enfermo” sin tomar en consideración la contundente realidad que radica en que ese globo ocular es parte de un organismo que piensa, que tiene emociones, sueños y esperanzas, asì como reflexionar sobre las expectativas y realidad subjetiva de la persona a quièn pertenece ese ojo enfermo, nos hace olvidarnos que la visión y el acto de mirar tienen una connotación filosófica de profundas reflexiones que no debemos soslayar y el ojo “sano” tiene aùn muchas cosas que enseñarnos.
Esta obra trata de rescatar esos elementos perdidos en la inmensidad de un mar de conocimientos técnicos y poner las cosas en el justo medio que corresponden mediante una reflexión integral y con ello al final llegar a la inevitable conclusión de que el verdadero milagro es precisamente “El acto de mirar”
El autor.
Algo de evolución.
Si bien el objetivo de esta obra no es realizar una revisión exhaustiva del desarrollo del ojo humano y sus funciones a través de millones de años de evoluciòn, considero prudente mencionar algunos antecedentes que pudieran ser de interés para el lector antes de penetrar en los misterios del milagro cotidiano del acto de mirar; por ello, quisiera iniciar con la revisión de algunos datos informativos sobre la evolución del aparato visual desde los primeros organismos hasta los homínidos lo cual nos puede hablar del atìsimo costo evolutivo nuestra realidad visual.
Los primeros organismos pluricelulares vieron su aparición hace 750 millones de años a partir de células eucariòticas, la irritabilidad de las células, concepto concebido como la capacidad de la célula para responder a un estìmulo, comenzò a dar la formación de nuevas proteínas y cambios citoplàsmicos específicos. La acción de la luz solar fuente inagotable de energía calorífica y luminosa comenzó a interactuar en las estructuras celulares alterando su metabolismo y durante millones de años de evolución celular se comenzaron a formar en los organismos primitivos, estructuras sensibles a la luz como un mecanismo de supervivencia en un mundo en proceso de formación con cambios climáticos constantes.
Los trilobites organismos primitivos que vivieron hace 542 millones de años en el càmbrico quienes habitaban en los antìguos mares, fueron los primeros seres en desarrollar un sistema visual con ojos holocroales con una còrnea primitiva compuesta por varias facetas.
Los ictiosaurios que vivieron hace noventa millones de años que eran grandes reptiles marinos tenìan grandes ojos rodeados por un anillo òseo o cavidad orbitaria primitiva como una caja de protección a sus globos oculares.
Al aparecer los hervìboros sus ojos fueron situados a los lados de la cavidad craneal y al aparecer los carnívoros, los globos oculares se situaron al frente del cràneo para mediante una binocularidad detectar la distancia a la cual se enocontraban sus presas.
La evolución del ser humano comienza aproximadamente hace venticinco millones de años con los primeros Homìnidos ; sin embargo los màs antìguos conocidos datan de unos cuatro millones de años con el descubrimiento en 1974 del Australopithecus afarensis en Etiopìa. Un conjunto de Huesos fosilizados del supuesto antepasado de todos los homínidos posteriores incluso nosotros… tal hallazgo fuè bautizado como Lucy, aunque posteriormente se descubrió otro Australopithecus quizá anterior conocido como A.anamensis…Ambos homínidos mantenían aparentemente bipedestación lo cual fuè importante ya que al mantener una posición de relativa verticalidad se genera que la exposición a la radiación solar sèa de un tercio menor a diferencia de los cuadrúpedos, además de que dicha posición erguida genera mayor pèrdida de calor durante la brisa y todo ello manteniendo que la temperatura del cerebro se mantenga estable lo que muy probablemente influyò en el desarrollo òptimo del sistema nervioso y la corteza visual.
Los cambios en la alimentación presentados en los Homo abilis y Homoerectus al haber incorporado carne de animales grandes ricas en proteínas y fosfolìpidos y la grasa rica en energía, seguramente influyò en la agudización del sistema visual, basándonos en el hecho de que Los cerebros grandes y evolucionados son órganos “costosos” que requieren altos niveles de energía para operar. Los cerebros Humanos requieren al menos un veinte por ciento de la energía corporal, el aumento de combustible para un órgano tan exigente requiere de una dieta rica en nutrientes y calorías por lo que al ir mejorando los patrones alimentarios de los Homìnidos la corteza cerebral fuè mejorando su rendimiento asì como la memoria visual con factor fundamental en el aprendizaje.
Desde las primeras células sensibles a la luz que se originaron en la tierra a partir de molèculas orgánicas hasta los conceptos científicos, culturales, religiosos y filosóficos de la visión, este documento no se preocupa por separar los conceptos para un análisis frìo; tal intento resultarìa esteril ya que la visión del ser Humano es un fenómeno integral, ininterrumpido e inseparable del hombre mismo.
Despuès de todo el hombre mismo es visiòn y conciencia, libertad y voluntad.
La mirada situada en el órgano.
Como ya se ha dicho en la escala evolutiva de las especies , el ser Humano ha desarrollado a través de millones de años un sistema sensorial sumamente avanzado el cual le ha permitido relacionarse con el medio que le rodea. Dentro de ese sistema el aparato visual ha sido primordial y de cierta manera, se le considera como una prolongación de un sistema nervioso central muy evolucionado…Este sistema permite al individuo ubicarse en el espacio, poder observar a otros individuos con los que puede relacionarse, detectar peligros potenciales, localizar a sus presas, determinar si un elemento vegetal es comestible o no en base a su coloración, en fìn…un mecanismo que ha contribuido a la supervivencia de su propia especie, en un planeta bañado por la intensa luz solar, fuente inagotable energía luminosa; y esta a su vez, responsable del complejo fenómeno de la visión.
A diferencia de algunos mamíferos con un bulbo olfatorio muy desarrollado, el Hombre al tener un sentido del olfato limitado, evolutivamente desarrollò su sistema visual de una manera òptima entendiéndose esto como una interrelación ininterrumpida entre la percepción de la imagen propiamente dicha, la memoria visual, las ideaciones e incluso ensoñaciones y la conciencia del yo y del objeto observado en el espacio sin olvidar funciones básicas como poder observar a sus presas a distancia y con ello satisfacer sus necesidades vitales como la alimentación, como lo que forzosamente debió haber ocurrido en nuestros ancestros homínidos… por otro lado el reconocimiento fisonómico necesario en muchos casos para el apareamiento y preservación de la especie mediante el desèo visual basado en identificar las características de potencialidad de procreación de un individuo respecto a otro.
El fenómeno luminoso percibido por los ojos y la integración de las imágenes visuales en el sistema nervioso asì como su estrecha relación con zonas especializadas en la memoria, constituye unos de los miles de Hitos de la creación sea esto observado desde un punto de vista evolucionista o religioso …. de hecho al ser Humano se le considera como un animal visual y a diferencia de los herbìvoros, el Hombre al ser omnìvoro y depredador nato, requiere que sus globos oculares se encuentren estratégicamente localizados en la cabeza dirigidos hacia el frente para con ello lograr un visión binocular lo cual permite determinar las distancias y profundidades, además de conseguir una funciòn superior del cerebro conocida como fusión de imágenes;lo cual consiste en poder unir a nivel de la corteza cerebral las imágenes del ojo derecho con las del ojo izquierdo para obtener una visión estereoscòpica y nítida al mismo tiempo y un mecanismo ocular de enfoque automàtico para compensar las distancias,con profundidades de foco variables llamado acomodaciòn…Esta última, generada por el cristalino, lente altamente especilizado formado por proteínas cuya orientación molecular espacial le confieren una transparencia.
La luz penetra al ojo mediante los llamados medios transparentes y en la retina al impactar con una capa oscura llamada epitelio pigmentario de la retina, la luz es rebotada estimulando células altamente especializadas llamadas fotoreceptores, desencadenándose una respuesta bioquímica que se transforma en un estìmulo eléctrico que viaja a travez de los axones de las células ganglionares de la retina que forman el nervio òptico, haciendo algunos relevos en el sistema nervioso central, para llegar finalmente a la corteza visual ubicada en la región occipital del cerebro……El ojo órgano de recepción primaria del estìmulo visual,es un “instrumento” notable por su versatilidad capaz de funcionar en condiciones de muy alta o muy baja iluminación. El ojo puede trabajar en una noche clara sin Luna, donde el nivel de iluminación es un millón de veces mas baja que durante un día soleado. Cuando en la noche salimos de una habitación iluminada, tenemos que esperar unos diez minutos para adaptarnos a la oscuridad y adquirir el estado de visión “fotópica” (traduciendo directamente el término en inglés, “photopic”); en la adaptación a la oscuridad interviene un grupo celular llamado bastones que son células fotoreceptoras sensibles en condiciones de penumbra y un sistema de diafragma parecido al de una cámara fotográfica generado por la pupila,la cual se abre para permitir que la escasa luz ingrese al ojo de manera màs òptima.
La función motriz del aparto visual se realiza mediante músculos extraoculares que mantienen en todo momento un tono y orientación adecuada en el espacio;siendo esto coordinado por estructuras nerviosas complejas, ya que un aparato visual sin sistema de orientación para poder observar lo que se desea, sería esteril e impráctico.
Sin embargo el análisis frìo y reduccionista que confiere la descripción de las funciones y reacciones bioquímicas a nivel ocular y cerebral, no es suficiente para comprender el alto grado de complejidad del acto de mirar el cual merece ser analizado desde una òptica holística, como un fenómeno absoluto e ininterrumpido relacionado con sus causas y sus efectos.
La luz y las culturas.
La luz es el elemento màs importante para que se dè el fenómeno visual; la luz es el principio de todo y el origen…. de hecho para la religión judeo Cristiana en el antìguo testamento particularmente en el génesis, el origen de todas las cosas en la creación fuè la luz.
”La tierra estaba desadornada y vacìa;y las tienieblas estaban sobre la haz del abismo…y dijo Dios: Hàgasela luz y la luz se hizo….y viò Dios que la luz era buena”……
Quizà el primer “acto de mirar” racional según la literatura bíblica se diò en el momento en que Adàn y Eva después de comer el fruto prohibido del árbol de la ciencia del bien y del mal; desobedeciendo a Jehova Dios, “sus ojos fueron abiertos, se miraron el uno al otro y conocieron que estaban desnudos:entonces cocieron hojas de higuera e hicièronse delantales”con lo cual implìcitamente la mirada se asociò al pecado.
Para muchas culturas antiguas como la civilización Egipcia, los ojos y la mirada eran de suma importancia; el animal sagrado de la Diosa Hathor era una vaca, con bellísimos y rasgados ojos; el cuidado de los ojos mediante maquillajes terapéuticos era una pràctica muy común; Para los Mayas el sentido de la vista como sistema de excelencia para determinar el movimiento de los astros, creando observatorios que les permitieron dilucidar la bóveda celeste en la construcción de su calendario y sistemas matemáticos complejos,fuè sumamente brillante.
Para los antìguos Mexicas de la meseta central la muerte y el iframundo no constituìan en si un miedo o un misterio; para el Azteca, el Dios de la vida en movimiento; de la incertidumbre y del caos, Tezcatlipoca era la deidad màs temida.Tezcatlipoca vagaba por las noches como un gigante que llevaba su cabeza en una de sus manos y su Mirada que emergìa de dos brillantes ojos malignos era capaz de llevar a la muerte a quièn osaba posar sus ojos en la cruel mirada de tal deidad.
La mirada y las relaciones.
La mirada constituye un gran puente de interconexión entre el universo interior y el mundo exterior;la mirada constituye en si misma ,no un fenómeno pasivo sino un proceso activo y cultural con el cual en base a estimulos externos no solo construimos el mundo que nos rodea sino que es capaz de modificar nuestro yo interno y nuestra introspección es capaz de modificar en nuestra mente el objeto observado.
La mirada racional consituye en si un acto esencialmente Humano, pués la mirada es seguida por el siguiente escalón que es el entendimiento y ello lleva inevitablemente al compromiso, esencia de la libertad.
En base a nuestro campo visual, podemos construir un universo interior y modificarlo;de hecho la reducción de dicho campo de visión de manera deliberada es capaz de llevar a una “miopía intelectual extrema” autoinducida, sin la belleza de explotar el sentido al máximo mediante la observación y análisis interno de las imágenes visuales y tomar las riendas de la responsabilidad que ello implica ejerciendo nuestro derecho de libertad, inteligencia y voluntad.
La mirada es capaz de desencadenar todo tipo de emociones;
Enojo, enfado, amor, erotismo, dolor, tristeza y para culturas milenarias el sentido de la vista, el respeto a la misma y hasta en algunas el miedo a la misma y a la ausencia de ella, ha sido una constante.
Con la mirada enamoramos, sentimos, actuamos y lanzamos nuestras ideas al espacio y cambiamos la manera de pensar de nuestros congéneres respecto a nosotros. En este último aspecto un ejemplo razonable sería el llanto.
“El llanto” Muy relacionado con el ojo y la visión, constituye un método complejo de comunicación
con nuestra misma especie; si analizamos el llanto, podemos mencionar que este constituye el primer sistema de comunicación no verbal… al llorar un niño, busca captar la atención de la madre y su socorro ; en el adulto es una manifestación de dolor, tristeza, abatimiento que busca ayuda y apoyo emocional.
En la respuesta psicosexual gran parte del ritual del apareamiento viéndolo desde un pusto de vista biológico, va precedida por el intercambio de miradas; la midriasis genarada por liberación de adrenalina al mantenerse en un estado de éxtasis que genera la emoción del enamoramiento ;tal midriasis denota expresividad y brillo que llama la atención de la pareja y el lenguaje sin palabras de la mirada es capaz de desencadenar el desèo y emociones intensas.
Indiscutiblemente la visión es un elemento que contribuye al desarrollo de las sociedades.
La mirada y las emociones.
El mirar como un acto de adquisición de conocimientos mediante una observación abierta en el arte y como fuente de emociones complejas, es también un tema interesante…
El mirar y comprender una pintura de Remedios varo, un fresco de Orozco, el David de Miguel Angel o a una pareja de baile disfrutando una bella melodía de Tango, debe constituir en si un acto de humildad por parte del obervador, pués mediante ello los prejuicios desaparecen y con ello se logra entender y aprender de la belleza artística observada. Los principales enemigos del acto de mirar son esencialmente culturales como prejuicios, egoismos, intolerancia o la frustración personal, en si como ya se ha dicho una “miopía” autoinducida.
En sì el acto de mirar en ocasiones al estar supeditado a la subjetividad del observador, corre el riesgo de perder la percepción de la esencia objetiva de las cosas,pero a la vez la subjetividad puede enriquecer el objeto observado, siendo esta una paradoja compleja.
El mirar mas alla de lo observable debe ser lo deseable, ver donde otros no ven, dar valor a las cosas escondidas entrelíneas… pero los patrones culturales occidentales muchas veces nos limitan.Un monje tibetano, no solo ve la majestuosidad de la cordillera del himalaya en el Norte de la india, sino que mira y observa a los seres mas pequeños y diminutos en su entorno para evitar pisarlos y terminar con una vida valiosa que aunque puede ser un insecto o una garrapata, quizá sea la reencarnación de algún familiar;luego entonces su mirada se agudiza condicionada por patrones culturales religiosos. El mirar en muchos casos lleva una carga emocional importante y en cierto modo la emoción està codificada con la imagen; curiòsamente a veces la imagen se puede separar de las emociones, por ejemplo en el Sìndrome de Capgras donde no se consigue reconocer al esposo, esposa, hijos o amigos y quienes padecen dicha entidad insisten en que son engañadas..por ejemplo dicen “tu no eres mi marido, no eres el..eres una imitación”..es decir hay un reconocimiento visual pero no un reconocimiento emocional lo cual confiere un conflicto interno importante.
Mi realidad…Tu realidad?
Nuestros casi cuarenta grados de campo visual a veces nos limitan y de no saber manejar ese campo, nuestra visión tubular nos da una percepción de la realidad distorsionada, pero que es la realidad? En realidad lo que miramos es la verdad? El color rojo para mi tiene exactamente las mismas tonalidades que para los que me rodean?Aquella montaña se ve con la misma majestuosidad para todos? Quizá no….
El greco quién pintó obras famosas como “El entierro del conde de Orgaz” y “Retrato de un caballero” dibujaba los rostros alargados caquécticos cuasi tísicos en tonos palídos y amarillentos,quizá su percepción distorsionada de la realidad por el Astigmatismo corneal y presencia de cataratas hacia ver las cosas asì, pero por otro lado, los temas religiosos le hacian tener una percepción de su realidad en donde ángeles, arcángeles y seres de Dios, tenían rostros Rosados y redondeados, hasta regordetes, asi veia el Greco en su mirada exterior y en su mirada de instrospecciòn.
Basàndonos en el ejemplo anterior, podríamos decir que en tal caso los críticos de arte no tendrían razón de ser, pués opinarian sobre la realidad de otro , una realidad que quizá no es la realidad del creador o la realidad del público observador;quièn en realidad puede calificar o criticar?
• El acto de mirar es luego entonces un fenómeno obejtivo, supeditado a lo subjetivo , sin embargo tal vez aburrido y tedioso seria que todo ser humano mirara igual que otro.Eso no quiere decir que el objeto observado no tenga cierta objetividad. Hay artistas plásticos que dicen:” La verdadera obra de arte se defiende por sus propios valores y trasciende todas las barreras. Idioma, cultura, religión, política, moda, críticos, todo pasa, pero el verdadero arte perdura”.
Corrientes
El sentido de la vista ha sido un elemento indiscutiblemente retomado en el arte pictórico, la escultura y la literatura a través de los siglos , enalteciendo el sentido a un grado superlativo; pero también la perdida de la vista ha sido estigmatisada como un castigo inaceptado socialmente tanto en el arte antìguo como contemporáneo. El siglo XIX espacio en el tiempo que fuè cuna en gran medida del romanticismo como movimiento cultural en el cual el amor y las emociones humanas eran enaltecidas a su máxima expresión, mostrando en los retratos ictus de dolor y frenesì emocional exaltado en donde el caracterìstico brillo intenso de los ojos con pupilas dilatadas por la acción de la adrenalida liberada en ciertas emociones, denotaba una profundidad de expresionismo misterioso; luego entonces, la mirada superaba a la palabra.
Un paciente esquizofrénico como era el no menos brillante Vincent VanGogh tenia una percepción característicamente distorsionada influenciada por el impresionismo de la época.
El surrealismo corriente invadida por un mundo donde los objetos oníricos en los momentos en que el nacimiento del psicoanálisis y las teorías de condensación y desplazamiento durante los sueños era plasmada por las “visiones” de artistas como Picazzo creando obras donde el acto de mirar era deformado de acuerdo a una realidad poco comprendida por el espectador……y que hay de José Luis Cuevas con la eterna influencia cubista y de deformidad de los rostros en el arte contemporáneo sin olvidar el mundo extremo y gigantesco de los gordos de Botero. Claro con esto podemos diferenciar la mirada fisiológica y fria y la mirada emocional que a pesar de ser distintas, conviven en una simbiosis vital.
En el Ser Humano la imagen visual interna o externa invaràblemente va acompañada de una reacción emocional positiva o negativa.
Otras manifestaciones artísticas como la música siempre han sido seducidas por el encanto del sentido de la vista; innumerables obras al respecto han sido creadas en torno a la belleza del silencioso idioma semiótico de los misterios del acto de mirar.
Letras de canciones como ideación de enamorados autores denotan los ojos y las mirada seductoras como gran fuente de inspiración y de atracción..al parecer un gatillo que desencadena liberación de dopamina en la química del enamoramiento es el contacto visual, asì como el admirar unos bellos , grandes y profundos ojos en el sexo opuesto… y un mecanismo de retroalimentación en la producción de dopamina es hacer y escuchar música con letras que mantienen una memoria vìvida de “aquellos maravillosos ojos” como fuente de placer duradero.
Tango
Ojos negros y… soñadores
de mis amores
dueños ellos son.
Ojos que encantan a mi alma
y que dan dulce calma
a mi fiel corazón.
Cuando en su cristal
me suelo mirar
me causa placer,
porque en ellos yo
suelo adivinar
su mucho querer.
Nunca jamás
podré olvidar
la expresión arrobadora
de tu faz.
Como divinos luceros
son tus ojos negros
dignos de admirar,
y por ellos yo me muero
y en sus pestañas quiero
poder siempre besar
Realidad relativa.
Otra interrogante es: En realidad lo que observamos existe?
Cuanto màs sabemos acerca de los misterios de la física cuántica, màs nos percatamos de que la Realidad no es Absoluta sino relativa y esto es “Una absoluta Verdad”………Cuando retiramos las mirada de un punto y la cambiamos a otro punto en el espacio el objeto observado anteriormente sigue existiendo?? Si nos remontamos al escepticismo Griego y al escepticismo moderno la realidad como un objeto siempre fuè cuestionada.Podemos hacer alusiòn a la duda de Descartes cuya tesis decía :
“Una torre rectangular, a lo lejos nos parece redonda, y a veces nos parece ver u oír cosas que realmente no existen de aquí se llega a la pregunta: ¿Quién nos dice que todo lo que oímos, vemos o sentimos no es parte de un sueño?” y en la época prehispánica el Tlatoani poeta Netzahualcoyotl cuestionò la realidad como un profundo sueño “¿Acaso hablamos algo verdadero aqui, Dador de la vida?
Solo soñamos, solo nos levantamos del sueño.
Solo es como un sueño …Nadie habla aqui la verdad …..”
Desde un punto de vista físico La luz blanca al descomponerse tiene una increíble gama de colores ; cuando esta luz llega a un objeto y se puede ver el color del mismo, por ejemplo azul o rojo, esto es precisamente por que dicho objeto rechaza dicho color y por lo tanto lo refleja y no lo absorbe; por lo tanto si un objeto se puede ver en color rojo, es por que realmente no es rojo, entonces cual es la verdad verdadera??
Cual es el momento en que el ojo mantiene mayor grado de función? En la luz o la oscuridad??
Normàlmente se pensaría que en estado fotòpico o con luz el ojo lleva una mayor carga de trabajo, sin embargo se conoce que es todo lo contrario, puès cuando el ojo se mantiene en un ambiente de oscuridad las células fotoreceptoras de mantienen en un estado de despolarización con alto consumo de oxìgeno y por el contrario al recibir un estímulos luminoso dichas células se hiperpolarizan y disminuye el consumo de oxìgeno celular manteniendo un relativo estado de reposo eléctrico…entonces la visión fisiológicamente es activa o pasiva?
La física
La luz que es el elemento fundamental para que se dè el proceso visual, se comporta en ocasiones como partículas conocidas como fotones sin masa y en ocasiones como una onda electromagnética que dependiendo de su longitud de onda es visible o no para el ojo Humano. De que depende que la luz se comporte de una manera o de otra? Existen experimentos de física cuàntica en donde se realiza bombardèo con electrones a una doble rejilla con lo que se consigue obtener ondas electromagnéticas de interferencia sin embargo al intentar observar ese fenómeno, como si los electrones supieran que son observados, dejan de comportarse como onda para comportarse como partículas, es como si los electrones se pusieran de acuerdo para que el entendimiento del ser humano pueda comprender màs fácilmente los fenómenos de la física cuàntica. Un electrón como puede estar en dos puntos al mismo tiempo??? Es posible verlos en esos dos puntos simultáneamente?? En el experimento mental del gato de Schrodinger, en una caja de madera es introducido un gato el cual puede estar vivo y muerto al mismo tiempo, esto por que al disparar un electrón a un sensor en la caja donde se encuentra el gato, este genera la ruptura de una botella de veneno, pero si este electrón puede estar al mismo tiempo en otro punto de la caja, la botella de veneno no se romperìa y el gato estaría vivo. Sin embargo con la capacidad de estar el electrón en dos puntos al mismo tiempo, el gato estaría vivo y muerto al mismo tiempo…sería posible mirar ù observar tal fenómeno?? Es realidad lo que vemos?? Es una broma de la física cuántica para divertir nuestro entendimiento??Es todo un principio de Incertidumbre…..pero dejemos la física teórica en cuanto a nuestra capacidad de mirar y volvamos al sentido Humanista de la mirada asì como el impacto que genera en nosotros su perfeccciòn o deficiencia.
La visión averiada.
No haremos énfasis en explicar las principales alteraciones refractivas como la miopía, astigmatismo e hipermetropía; para ello, el lector deberá dirigirse a los textos especializados; sin embargo al respecto debemos mencionar que gran porcentaje de la población mundial no tiene una visión òptima considerando esto como la unidad de visión o 20/20, según los parámetros aceptados internacionalmente …pero realmente lo òptimo es tener esa capacidad visual? El uso de antojos o lentes de contacto constituye una solución adecuada para todas las personas con deficiencia visual? Es bien sabido que en muchos casos tener una agudeza visual similar a lo descrito no garantiza un confort o satisfacción del paciente, puès en muchas ocasiones erróneamente se cataloga una buena visión pensando en un sentido bidimensional al observar una cartilla de lectura en un muro de un consultorio optométrico ù oftalmológico, cuando la visión se dà en un campo visual tridimensional e incluso si se permite el tèrmino, la visión se da en un sentido multidimensional.
Algunos pacientes previamente miopes al ser sometidos a novedosas técnicas quirúrgica como la cirugía refractiva con Excimer laser, mejoran su agudeza visual dramáticamente con la cirugía a agudezas visuales de 20/20 o incluso 20/15, mas allà de la unidad, sin embargo algunos sienten cierto disconfort debido a que en muchos casos se sufre alteraciones en la adaptación a la oscuridad , alteraciones en la sensibilidad al contraste y de cierta manera algunos pacientes “extrañan” la visión borrosa que tenìan al retirar sus antìguos lentes ya que ello de cierta manera constituìa un bastión de reposo visual privado que ya no pueden obtener.
Por otro lado, muchos pacientes tienen alguna pequeña alteración visual que condiciona una agudeza visual de un 80 ò 90 por ciento sin que el paciente manifieste disconfort alguno y si en un afán bien intencionado del profesional de la salud visual se intenta corregir ese 10 ò 20 por ciento residual con algún lente corrector, el ojo al contar con una ayuda òptica en muchos casos innecesaria, bloquea su sistema de enfoque automàtico llamado acomodaciòn, empeorando la visión del paciente de un 80 a 90 por ciento que tenía antes de la intervensiòn del profesional, a un 60 o 50 por ciento de capacidad visual, luego entonces…realmente el lente corrector ayudò al paciente?? o generò un problema inexistente antes de que el ser humano interviniera haciendo que la persona dependa de una ayuda òptica permanentemente?
Dentro de la génesis de alteraciones como la miopía, por supuesto se han involucrado factores hereditarios transmitidos a través de los genes a la descendencia sin embargo también se sabe que existe un componente ambiental claro en el desarrollo de la miopía; se piensa que el Hombre de las cavernas tenía una excelente capacidad visual lejana y por lo tanto no pudo ser miope, ya que antes de ser sedentario y convertirse en agricultor, tenía que tener una buena visión lejana para detectar a sus presas para con ello asegurar su supervivencia..sin embargo a través de miles de años, las necesidades visuales del ser humano se han ido acercando màs a el…actualmente no es necesario salir a cazar un mamut para el sustento de la familia; actualmente nuestro alimento se encuentra a una distancia de treinta y cinco centímetros en el teclado de una computadora personal para pedir en línea una pizza que llegarà a nuestro domicilio en menos de treinta minutos; “de lo contrario esta será gratis”.
Es decir consideramos que la humanidad se ha ido miopizando al acercar màs y màs sus satisfactores.
Se piensa que el trabajo visual a distancias muy cercanas genera incremento en la miopía y esto demostrado a través de experimentos en los cuales se ha determinado que entre màs cerca se observa un estìmulo visual, mayor abombamiento del cristalino para poder tener una profundidad de foco adecuaday ello conlleva a la formación de un gradiente de tensión dentro del ojo que va ejerciendo un stress en el polo posterior del globo ocular alargándolo y generando màs miopía, con todo esto quiero mencionar que la miopía se està incrementando en las sociedades modernas debido al ambiente que nos rodèa.
La pèrdida de la visión es decir la ausencia del acto de mirar en la ceguera ha sido temida y estigmatizada durante siglos ;sin embargo escritores como Jorge Luis Borges la dignificaron comparándola como un lento crepúsculo agónico con pèrdida paulatina de la memoria de los colores que diò en el la posibilidad de crear obras Literarias incluso con màs ahinco, incluso al ser nombrado director de importante Biblioteca en Buenos Aires siendo prácticamente ciego, se motivò a escribir una poesía sobre la ironía de Dios al haberle dado miles de Libros y a la vez la imposibilidad de leerlos. Su modesta ceguera personal como el la llamaba, habiendo perdido los colores como el azul, siendo leal el amarillo. Tambièn decía, “ya que he perdido el mundo de las queridas apariencias, yo debo crear un mundo al mundo visible”
Por lo general, la gente se imagina al ciego como un prisionero atrapado en un mundo negro , lo cual en ocasiones el falso, de hecho muchos ciegos extrañan el color negro , hablando de un mundo grisáceo verdoso, desapareciendo el blanco, confundiéndose con el gris. Luego entonces, la ceguera como el mirar tienen una esencia obejtiva en este caso por la ausencia de luz, pero supeditada a la percepciòn subjetiva personal de cada uno. Para muchos la ceguera es solo un modo de vida, para otros la ceguera es una desdicha total,comparable con la muerte o la castración , esta última desde un punto vista “Freudiano” al perder un la vista como un objeto capaz de generar placer.
Escritores contemporáneos como Josè Saramago, que en su ensayo sobre la ceguera, habla sobre una ceguera blanca en la cual los invidentes eran sofocados por una blancura similar a la de la nieve y màs que hablar sobre la tragedia en la cual todo un Pueblo queda ciego en extraña enfermedad, habla de la maldad y del poder de la perversiòn del Hombre sobre el Hombre y con ello, minimisa la pèrdida de la visión comparada con la ausencia de valores en el ser Humano.
Por otro lado algunos quienes tienen la capacidad de ver, prefieren ser ciegos, evitando el acto de mirar.
En la ceguera Histérica la falta de compromiso, actitudes dependientes y pueriles conllevan a una nula percepción inconsciente de la realidad en un estado de comodidad emocional; para algunos la comodidad de no mirar y transitar por el mundo dejando que las circunstancias sigan su flujo natural sin la intervención personal es lo deseable.
Para otras personas la perdida de la capacidad del acto de mirar pareciera ser algo voluntario…Durante la primera Guerra Mundial, siendo soldado razo Adolfo Hitler, sufrió un ataque de gas, con lo cual jugò un papel de desdichado Hèroe de Guerra enfermo, quièn debido a un frenesì de patriotismo exaltado, sentía no merecer que recursos médicos se desperdiciaran en el ,en vez de ser usados en los “verdaderos Hèroes de Guerra”, quedando ciego durante varias semanas. Los estudios Mèdicos no revelaron patología ocular alguna, sin embargo Hitler literàlmente se negaba a Mirar; cuando un Mèdico Alemàn quièn le atendìa, le dijo:
“Alemania necesita a hombres como usted ahora….Austria se ha terminado, No Alemania….!Para usted todo es posible!
• Dios le Ayudará si usted se ayuda a si mismo
• “Hace falta que usted tenga confianza ciega y usted dejará de estar ciego”
• En ese Momento Adoflo Hitler, Recupera la Vista”
Para otros la pèrdida del acto de mirar puede ser consecuencia de una situación traumática en la cual un velo invisible oculta toda percepción como en el caso representado en la òpera Rock Tommy, en la cual un niño pierde la capacidad de ver, después de ver la infidelidad de su propia madre hacia su padre.
Y también resulta sumo interesante cuando la persona mediante mecanismos complejos “evita dejar de ver”; si bien conocemos que los ojos son los órganos de la visión, realmente son sistemas de recepción sofisticados; sin embargo el verdadero proceso visual se dà en el cerebro a nivel de la corteza cerebral occipital, donde se dà la integración necesaria para llevar a cabo el reconocimiento de las imágenes en base a un aprendizaje visual previo mediante el envìo de fibras nerviosas a las zonas de la memoria visual ubicada en el lóbulo temporal; con el concepto previo, podemos explicar una condición clínica conocida como síndrome de Charles Bonett, que es una entidad caracterizada por percepción de alucinaciones complejas en presencia de déficit visual a nivel ocular ya sèa mono o binocular como la presencia de cataratas, desprendimiento de retina, pacientes con pèrdida de algún globo ocular de manera accidental o terapeutica y enfermedades en la màcula… dichas alucinaciones complejas como un fenómeno de escape cerebral debido a una hiperexitabilidad del sistema nervioso central; en esta curiosa situación algunas personas manifiestan tener experiencias sumamente vividas de observar animales inexistentes, figuras geométricas, personas que salen de las paredes en algunas ocasiones de manera aterrorizante. Antìguamente esta situación era confundida con una entidad psiquiátrica y las personas eran referidas erróneamente con psicoterapeutas, hasta que los estudios actuales demostraron una participación orgánica del cerebro en este sistema de fuga en donde a falta del estìmulo visual en el daño ocular, el cerebro creà un mundo de imágenes para rellenar un vaciò de formas e imágenes en las personas con debilidad visual.
En sì la mirada resultado inevitable del sentido de la vista conciente, quizá es uno de los misterios màs grandes y profundos de la humandidad, tanto en sentido físico, espiritual, emocional, cultural y filosófico realmente apasionante.
Aprendizaje.
No nos adentraremos de una manera profunda en hacer una descripción innecesaria para los fines de esta obra en las técnicas de terapia visual ; pero aùn asì forzosamente tenemos que tocar algunas teorías novedosas basadas en el manejo de la visión mediante teorías conductuales.
Hablaremos un poco de la filosofía de la optometría conductual y en este rubro nos podemos imponer una interrogante: Si la visión se puede aprender; la visión se puede entrenar? El desarrollo visual se presenta fundamentalmente en los primeros seis años de vida casi inmediatamente antes del ingreso a la educación escolar básica en donde debido a las necesidades visuales impuestas por las actividades escolares, el aparato visual debe trabajar óptimamente para asegurar un rendimiento adecuado en el estudiante. Como ya se ha dicho la visión no puede separarse del indivìduo ni de sus otros sistemas sensoriales; es decir la localización del sistema visual no tiene una ubicación exacta en el cuerpo, forma un todo con las otras funciones tanto motoras como sensitivas del organismo. La terapia visual como teoría novedosa, se ha aplicado exitosamente en deportistas de alto rendimiento como en jugadores de baloncesto para con ello mejorar las respuestas rápidas durante las acciones en un partido; esto es mejorar sus habilidades visuales en la persecución de un objeto en movimiento. El sentido del oído y la capacidad de expresar idèas mediante el habla se ha determinado están íntimamente relacionados con el aprendizaje visual y mediante una terapia holística visual, auditiva, verbal, motriz y postural asì como ejecrcitar la memoria genera en algunos casos mejoría en el rendimiento visual lo cual resultarìa màs natural y deseado que los fines que persigue la optometría clásica mayormente conocida que intenta corregir cualquier defecto con lentes; lo cual como se ha dicho, en algunos casos es contraproducente. La verbalización del objeto observado en el espacio refuerza el aprendizaje al decir que es lo que vemos, ubicar ese objeto en el espacio y relacionarlo a la posición relativa de nuestro propio cuerpo en el espacio y crear una ideación mental del mismo en sesiones de terapia visual, aparentemente mejora la sensibilidad del coeficiente de resolución.
El modelo conductual de la visión intenta relacionar la capacidad visual holísticamente con todas las funciones del indivìduo asì como estudiar las condiciones ambientales que pueden desencadenar la aparición de una alteración visual; se habla del tono muscular generado por los músculos paravertebrales manteniendo una postura erguida en todo momento para disminuir la progresión de la miopía asì como múltiples medidas de higiene visual.
Soy Visto..Luego Existo.
El mirar como un acto físico erótico que nos recuerda al fenómeno del Vouyer puede verse màs que una parafilia, como un fenómeno cultural interesante; los principios de la sociedad occidental, han explotado de manera intensa el acto de mirar como un medio para obtener grandes sumas de dinero en base al interés de la gente en mirar la intimidad del otro y gracias a la capacidad de los medios electrónicos actuàles, es posible mirar gente a miles de kilómetros de distancia a través de càmaras en línea; miles de videos son “subidos” a la red para satisfacer el placer del exhibicionismo en unos y alimentar el placer de mirar de otros; de hecho es una simbiosis, puès quièn exhibe su cuerpo, sus obras de arte, esculturas, requieren de la mirada crìtica del observador para completar el cìrculo virtuoso. El principio es para muchos “soy visto, luego existo” Por lo general un fenómeno curioso en la mercadotecnia de los bares y restaurantes de moda, es precìsamente tener grandes ventanas que abren hacia los transeúntes la oportunidad de ver al que se encuentra dentro y por otro lado el comensal gusta de ser visto y admirado por la gente que transita por el lugar.La mujer por lo general disfruta con ser observada, pero a la vez el exponerse a las miradas su intimidad se encuentra amenazada por lo cual existe un estira y afloje en un sistema mental complejo ; sin embargo una frase puede venir a dignificar la mirada del Hombre hacia la mujer….”A la visión gozosa de la vida. Robarle un poco de intimidad a la mujer mirándola es un acto maravilloso y poético, capaz de desencadenar emociones profundas “. Quizà realmente una constante es que “Nos alimentamos de la mirada del otro”.
Ni màs ni menos.
El cuerpo del desèo y la mirada conviven en una simbiosis vital; pero existen condiciones especiales en la que la mirada al objeto deseado tenga que darse?.. En Anatomía del asco, Miller nos va a recordar la importancia que tiene el encontrar la distancia adecuada para mirar. En su opinión, la media distancia es la más apropiada para la articulación del deseo porque se está, fuera del alcance del olfato, pero lo suficientemente cerca para enfocar visualmente el objeto.
La proximidad podría ser contraproducente puesto que si nos acercamos demasiado –precisa Miller– las cosas se vuelven borrosas y si nos alejamos demasiado, la vista es incapaz de distinguir lo suficiente para suscitar el deseo. En este contexto, la vista, como muy bien señala este autor, es el sentido a través del cual se capta la mayor parte del horror, de la fealdad, de la deformidad, de la mutilación y de lo que consideramos violento: destripamientos, vejaciones o violaciones.
Tal vez el ser Humano tiene la vista precisa, ni màs ni menos y de ello dependen los conceptos de belleza y fealdad en gran medida…Si en la obra “La Tragedia de Romeo y Julieta”de W. Shakespier : Romeò hubiera tenido una vista de halcón o de águila, quizá nunca se hubiera enamorado de Julieta al poder observar los pliegues losànjicos de su piel nítidamente ,además de percibir profundos surcos cutáneos porosos asì como las millones de microbellocidades de sus folículos pilosebàceos y los ácaros que se encontraban en su piel …o no es asì?? La visión ideal del ser Humano antes de la aparición de los optotipos de snellen comunes en los consultorios de oftalmología, se determinaba mediante la capacidad de resolución, esto es ver dos obejtos muy cercanos como entidades independientes y se consideraba la visión òptima, cuando una persona en una noche despejada al observar la constelación de la Osa Mayor, podía definir las estrellas de Mizar y Alcor que son muy cercanas una de la otra como entidades separadas sin embargo hay quienes no desèan una corrección de sus “defectos visuales”y de hecho consideran una virtud su estado visual alterado; algunos por miedo o vergüenza y temor al rechazo, prefieren no usar gafas y por otro lado, para otros el usar anteojos es un símbolo de cierto status de intelectualidad ; un paciente mencionaba alguna vez que requiere del “encuadramiento” que lo confieren las gafas lo cual le permite limitar su campo visual y asì analizar con mayor finura las imágenes y tener mayor conciencia de lo observado.
El engaño.
Otro aspecto interesante..El acto de mirar si bien observa la “realidad” frente al observador…. puede ser engañado? Las primeras pinturas rupestres encontradas datan de hace cuarentamil años en la era de la última glaciación y las figuras en movimiento a manera de ìconos dentaban una gran actividad de nuestros antepasados; pero se intentaba representar la verdad? o era un método para generar temor en otras tribus…El efecto visual de observar a miles de Kilòmetros el ejército de terracota en China debió haber sido atemorizante…Los Magos y prestidigitadores usan con Frecuencia técnicas para generar ceguera al cambio o ceguera inatencional al generar efectos distractores y movimientos rápidos que engañan a la vista y múltiples ejemplos de ilusiones òpticas se han realizado màs que para comprender mejor el erroe en la visión, como Juegos divertidos. Es bien sabido el efecto subliminal de anuncios comerciales en donde imágenes visuales bombardèan los ojos del consumidor constantemente para modificar la conducta del observador, pero por ejemplo en la fotografía cuya magia atrapa “momentos” en el tiempo y el espacio para ser observada miles de veces demuestra fielmente la realidad frente al fotógrafo en el momento de la toma? Los claro oscuros, tiempo de exposición , poses del modelo asì como la experiencia del fotógrafo, son capaces de modificar la realidad recordando la relativa “imperfección” del acto de mirar. El fotógrafo, en todo caso, no puede hacer frente a la realidad. Teme, no la mirada de la cámara, sino nuestra mirada que se muestra siempre necesariamente escrutadora, necesariamente viva y en movimiento.
Explotar el sentido.
La fotografía estereocòpica que se popularizò en los años 50s y 60s, que unìa dos imágenes mediante un sistema òptico colocado a manera de anteojos, llevò a la imagen impresa un sentido tridimensional màs acorde a la realidad del ser Humano, quièn viven en un mundo màs allà de los ejes X y Y del irreal mundo plano y la creación del cinematógrafo, acabò por romper la estàtica de la imagen impresa para evolucionar a la imagen en movimiento; finalmente se daba a la imagen una “vida” parecida a la del observador en donde el tiempo en sentido lineal era introducido en las imágenes, hasta los tiempos actuales en que formatos de megapantalla y tridimensionales proporcionan al espectador una experiencia visual sin precedentes en la que el observador siente ser protagonista del filme. Las imágenes holográficas tridimensionales generadas por computadora, son una realidad en constante evolución y quizá el futuro de las comunicaciones sèa ver mediante un holograma en tiempo real, a personas ubicadas a miles de Kilòmetros de distancia en la tierra o en el espacio.
La visión interior.
Tal vez finalmente el Sentido de la vista desde un punto de vista holístico tiene su respuesta en la filosofía, en la poesía y en la introspección ; El acto de mirar y/o el de ver implican una inteligencia de las cosas o los seres. Constituyen por lo tanto uno de los accesos al entendimiento y al conocimiento; Una mirada “completa” requiere, sin embargo, verse a sí mismo, saberse. ¿Quién soy? ¿Para qué miro?
La alegoría que habla de que los ojos son el espejo del alma es sumamente compleja y conflictiva en si misma puès nos puede llevar al infinito de las idèas, ya que si los ojos son el espejo del alma, para poder mirarlos, se requieren los ojos del observador cuyos ojos se reflejan en los ojos observados,siendo estos mismos el espejo del alma; luego entonces el espejo dà el reflejo del ojo del observador o del ojo observado…y asì podrìamos divagar en el mundo filosófico durante generaciones enteras.
Las imágenes sumamente elaboradas de la Televisiòn que nos muestran “lo que quieren que miremos” haciendo que se atrofie nuestra capacidad de visión interior son un tema de moda. Las imágenes de esa caja electrónica son muy cerradas y no dejan espacio para la Imaginaciòn…acaso esto està generando que todos realmente nos estemos volviendo ciegos? Nuestra capacidad de ver con los ojos de la mente tiene sus días contados?…… Muchos sistemas de Televisiòn actuales tienen hasta quinientos canales donde puede haber entretenimiento, noticias, cultura etc. y ello parecerìa ser un avance socio tecnológico inmenso; pero por ejemplo que significarìa recibir quinientos periódicos diarios en nuestro domicilio?? No sería absurdo?? Podrìamos asimilar tal información??.Creo que tener todo en exceso es realmente tener nada…. El exceso de imágenes llamado contaminación visual atociga el entendimiento y la falta de ellas es inaceptable; se considera que debe haber un equilibrio sano entre la imagen y la palabra y quizá la representación mas fiable de ello es la “poesía visual” de Vicente Huidobro en la cual por ejemplo la misma palabra escrita va formando un molino de viento como fondo lo cual da al lector cierta ideación visual del escritor, es una forma literaria en la cual el elemento plástico predomina sobre los demás elementos , método de poesía experimental en la época de vanguardia del siglo XIX y principios del siglo XX.
Para algunos la poesía visual es una formidable idèa y para otros la sensación de que la poesía visual subestima la inteligencia del lector, aunque una obra de arte pictórico sin palabras puede constituir en si misma un poema visual ya que es capaz de desencadenar emociones que pueden ser plasmadas en la palabra escrita.
Por increíble que parezca existen fotógrafos ciegos que en base a una formidable introspección, orientación en el espacio y desarrollo de capacidades táctiles y auditivas impresionantes, han tomado placas con imágenes visuales bellísimas que ellos nos son capaces de ver…es decir existen ciegos que pueden ver màs que una persona vidente; algunos fotógrafos ciegos afirman que si pudieran ver con los ojos, su visión interior se deteriorarìa.
El reflejo que observamos cuando nos miramos al espejo de ese doble que nos mira es realmente nuestro cómplice?? o es acaso un Doble que se burla de nosotros cuando en nuestro propio reflejo solo queremos mirar lo agradable dejando a un lado los puntos que no queremos ver de nosotros mismos. Quizà cuando nos miramos al espejo no nos gusta lo que observamos y preferimos disminuir en ese momento nuestra capacidad visual crìtica como si vièramos una pintura impresionista con poco detalle en los rostros. Tal vez la tragedia de Narciso al ahogarse en su propio reflejo en el agua, es una alegoría de ahogarnos embriagados en nuestra propia imagen, una imagen quizá aceptada por nosotros mismos pero rechazada por otros o viceversa.
“Espejo..Còmplice o Enemigo…
Una enorme Luna brillante de luz
Cuelga inmovil en aquella vieja pared
Un marco dorado con garigol lo limita
Al asomarme parece ventana
Que me muestra un extraño mundo al revès
De esa extraña luna emerge un extraño
Que a veces se rìe con migo
A veces se burla de mi
No se si ese extraño es mi còmplice
No se si mentiras me quiere contar
Al moverme el me sigue muy fiel
Y cuando iracundo estoy y la espalda le doy
Ese extraño gira igual sin piedad..
Pero cuando eso pasa yo me burlo de el
Puès el pobre cada dìa que pasa y lo miro
Mas viejo y mas calvo se ve….”
Otra interrogante interesante es El cerebro mediante el poder del pensamiento puede materializar lo que desea ser visto? Las teorías mas recientes sobre el poder de la atracción hablan del poder de los pensamientos en la materialización de realidades tangibles, pero yo prefiero la poesía como razón y consecuencia de la vista.
Existe infinidad de poemas y odas a la maravilla de la visión, pero quisiera concluir con una verso de Jorge Luis Borges, ciego la mayor parte de su vida hacia la melancolía del No mirar..
“Un ciego”
No sé cuál es la cara que me mira
cuando miro la cara del espejo;
no sé qué anciano acecha en su reflejo
con silenciosa y ya cansada ira.
Lento en mi sombra, con la mano exploro
mis invisibles rasgos. Un destello
me alcanza. He vislumbrado tu cabello
que es de ceniza o es aún de oro.
Repito que he perdido solamente
la vana superficie de las cosas.
El consuelo es de Milton y es valiente,
Pero pienso en las letras y en las rosas.
Pienso que si pudiera ver mi cara
sabría quién soy en esta tarde rara.
Bibliografìa
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FONTE: http://merinodr.wordpress.com/
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Habilidades Visuales y Terapia Visual.

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… algo más que aprender.
Las habilidades visuales nos proporcionan la capacidad de ver nítidamente y sin una fatiga ocular que disminuya el rendimiento en nuestras actividades cotidianas.

El sistema visual necesita unas destrezas que permitan al niño una visión nítida, confortable y eficaz a cualquier distancia y durante largos periodos de tiempo.

Si estas destrezas no se desarrollan adecuadamente o son nulas para coordinar la visión con otros sentidos, se manifestaran problemas visuales.

Según diversos estudios se calcula que aproximadamente un tercio de los casos de fracaso escolar se deben a anomalías en el desarrollo de habilidades visuales.

Incluso un niño que tiene un 100% de agudeza visual, es decir que en la consulta puede ver hasta las letras mas pequeñas en el examen en el consultorio, no necesariamente tendrá un adecuado rendimiento escolar si otras de sus habilidades visuales se encuentran alteradas.
LAS HABILIDADES RELACIONADAS CON LA CALIDAD DE VISIÓN SON
AGUDEZA VISUAL
La Agudeza visual se define como la capacidad de discriminar y reconocer letras o símbolos a cierta distancia.

Se evalúa tanto en visión de lejos como de cerca, mediante una pantalla con letras o símbolos de diferentes medidas.

La habilidad de reconocer las imagenes depende de diversos factores: defecto refractivo, configuración de los símbolos, contraste, iluminación, entre otros.

VISIÓN DEL COLOR

La visión del color juega un papel muy importante en la visión humana, por lo tanto, es fundamental la evaluación de la visión cromática a una edad temprana con la finalidad de evitar problemas en el aprendizaje, ya que alrededor del 8% de la población masculina y aproximadamente un 0.4% de la femenina, poseen alguna deficiencia en la visión de los colores.

Así pues, es muy importante una detección precoz, ya que actualmente los sistemas de enseñanza se basan en la utilización del color y cualquier alteración cromática puede impedir al niño un rendimiento normal.

MOTILIDAD OCULAR

Nuestros ojos hacen dos tipos de movimientos, los movimientos de seguimiento y los movimientos sacádicos.

Los movimientos de seguimiento nos dan la capacidad de seguir un objeto en movimiento; estos deben ser suaves y precisos. Los movimientos sacádicos son movimientos cortos y rápidos y son los que se producen al pasar de un punto del espacio a otro lugar: son los movimientos que realizan los ojos al leer (al pasar de una palabra a otra o de una línea a otra). También hacemos estos movimientos cuando pasamos de mirar la pizarra a la libreta o al revés.


Una deficiencia en esta habilidad nos puede ocasionar problemas en la lectura (velocidad lenta, dificultad en la comprensión, saltarse líneas al leer o seguir el texto con el dedo.)

ACOMODACIÓN

Es la capacidad de enfocar y ver con nitidez a diferentes distancias, cambiando rápidamente la mirada de lejos a cerca o al revés, como pueden ser los cambios continuos que se realizan al mirar del pupitre a la pizarra, y la capacidad de mantener una respuesta acomodativa continua, como por ejemplo cuando leemos o estudiamos..

Una deficiencia en esta habilidad nos puede ocasionar cansancio y visión borrosa de cerca.

CONVERGENCIA

Para enfocar nítidamente de cerca, necesitamos acomodar, lo cual implica necesariamente la convergencia de los dos ojos sobre el punto de fijación. Esta convergencia es debida a la acción de los músculos extraoculares los cuales hacen girar los ojos en las distintas direcciones. Por lo tanto, se trata de una acción muscular que consume energía, y puede provocar cansancio si dicha acción se alarga excesivamente.

VISIÓN BINOCULAR

Es la visión conjunta y coordinada de los dos ojos. La función más importante de la visión binocular se conoce como “estereopsis”, la cual nos permite ver en profundidad y en relieve (percepción en tres dimensiones del mundo que nos rodea). Gracias a la estereopsis podemos calcular distancias fácilmente, seguir un objeto en movimiento y desenvolvernos con seguridad cuando conducimos o caminamos por un camino estrecho de montaña.

El Entrenamiento Visual, también llamado Terapia Visual o de la Visión, es una parte del cuidado de la Salud Visual que se ocupa de desarrollar, mejorar e intensificar las habilidades visuales de las personas.

Más allá de las funciones visuales, la Terapia Visual ha demostrado ser un instrumento extraordinariamente efectivo en la ayuda de personas con problemas de distinta índole y sobre todo en aquellos que presentan problemas de aprendizaje relacionados con la visión.

La mayor parte de las dificultades en el aprendizaje de la lectura y la escritura se deben a un pobre desarrollo de las habilidades visuales. Algo que es elemental de recordar es visitar a su profesional de la salud visual una vez por año.

Autores: Dr. José Luis Merino y Dra. Edith Escobar.
Merinopticos Cirugía Láser. México.
Fuente: http://merinodr.wordpress.com
http://www.baja-vision.org/bMarzo12/articulo.asp?id=115
http://prevenirlaceguera.blogspot.com.br/2012/03/algo-mas-para-aprender-sobre.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+blogspot/bjXp+%28PREVENIR+LA+CEGUERA%29
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20 de fev. de 2010

A CRIANÇA COM BAIXA VISÃO

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A criança com baixa visão não é cega, mas enxerga pouco, mesmo com o uso de óculos. Isto ocorre, devido a sub-luxação ou luxação do Cristalino. A pessoa deve ser estimulada a usar a visão que lhe resta ao máximo.


Veja algumas dicas que podem auxiliá-lo no aprendizado em casa ou escola:

1. Converse com a professora para que inclua seu filho(a) em todas as atividades da classe.

2. Deixe a criança perto de janelas e do quadro-negro e na primeira fileira da sala. Também deve ser evitada posição em que haja muita reflexão de luz sobre a lousa. A coordenação da escola deve permitir que a criança levante-se para chegar perto da lousa ou mudar de lugar para copiar o que está escrito.

3. Converse com a coordenação da escola para que permita que a criança grave a aula. A criança com baixa visão é mais vagarosa ao anotar itens da lousa.

4. A escola deve permitir que a criança copie ou faça xerox do caderno anotações do colega. Cuidado para a criança ficar mal acostumada e não prestar atenção na aula. Converse com ela e explique o motivo de tal atitude.

5. Utilize um apoio para ler e escrever. Este apoio pode ser encontrado em lojas de produtos oftálmicos de apoio a baixa visão . Além de ajudar na baixa visão ele proporciona uma boa postura essencial para o não desenvolvimento de escoliose e cifose. Você também pode construir o seu. Veja o modelo na foto ao lado.

6. Permita que a criança use um caderno com pauta mais larga. Eles podem enviar pelo correio para todo Brasil. Caso você não tenha condições de adquirir faça o que segue:
As linhas do caderno devem ser reforçadas com caneta preta grossa ou azul e a distância entre elas aumentada. No caderno comum, reforça-se uma linha sim e outra não. A letra deve ser bem simples e, algumas vezes, ampliada. Você pode fazer vários testes com a distância entre as linhas e a grossura da mesma e pedir para a criança escolher qual é mais confortável para ela. Quando chegar ao modelo ideal, faça várias xerox de boa qualidade deste padrão e forme um caderno para seu filho(a).

7. Para realizar jogos, por exemplo, existem dados com números, letras e baralhos em tamanho maior.

8. Deixe a criança posicionar a cabeça, o olhar ou mesmo aproximar-se para examinar atentamente o objeto que não pode ver.

9. Desenhos complexos com muitos detalhes são difíceis de serem totalmente vistos. Ajude a criança, caso ela tenha lição e converse com a professora, caso ela possa ter outros com menos detalhes.

10. Use o de lápis 6-B, que é bem escuro, nas atividades de escrita, e caneta hidrográfica para contornar os desenhos; estes devem ser bem simples, evitando-se muitos detalhes.

11. Livros com letras ampliadas;

12. Os óculos devem estar sempre ajustados, limpos (lavar qdo necessário com sabonete liquido), nunca devem ser apoiados com as lentes para baixo, devem ser guardados dentro da caixa.

13. No computador deixe a criança, caso não tenha auxílio óptico, ampliar as letras.

14. Ir ao oftalmologista freqüentemente, pois após 7 anos de idade , o cérebro não aceitará quaisquer modificações nessa visão fraca , e nada( tratamento ou cirurgia) irá trazê-la de volta. Você deve levar seu filho a partir de 1 ano ao oftalmologista.

15. Durante a leitura, o uso de uma régua(não transparente) para marcar a linha ou uma cartolina preta com uma abertura no centro, quer serve para destacar cada linha;

16. Bonés podem ajudar a diminuir a reflexão excessiva da luz em ambiente externo.

17. Lentes de ampliação:
O professor e os pais devem conhecer previamente o auxílio óptico do aluno e se conscientizar de sua utilidade, encorajando-o a usá-lo. Veja como a lenta pode ser utilizada
Para perto:
Utilizamos lentes que aumentam o tamanho da imagem, diminuímos o campo de visão,ou seja, a área focada é menor do que o normal.
Pode-se também fazer uso de lupas manuais (que podem ser levadas na mala da escola) ou de apoio, com aumentos variáveis que propiciem maior conforto e eficiência na leitura. Devem ser mantidas próximas ao material de leitura.
Nos casos de leitura prolongada, as lupas de apoio são de grande valia. Elas apresentam a vantagem de sua base já as colocarem na distância correta de utilização em relação ao material de leitura ou estudo, variando, assim, apenas a posição do olho do observador.
Para longe:
Utiliza-se as telelupas. Elas podem ser monoculares (em um olho) ou binoculares (nos dois olhos).
As monoculares podem ser presas ao pescoço por uma alça, evitando-se a perda da mesma.
A criança pode utilizar para observar o quadro negro, assistir à TV, reconhecer ônibus ou pessoas.
Quanto mais poderosa, menor é o campo de visão (área de visão) e exigem alguma destreza manual e treinamento para sua utilização.

18. Luminárias de apoio: A luminária deve ter braços flexíveis e ajustáveis, a criança escolherá a posição mais confortável. Algumas crianças com baixa visão preferem não utilizar a incidência direta da luz, desta forma, deixe-a experimentar diversas posições e tipos de luminária até encontrar a mais adequada. Se for possível leve o caderno e teste na loja de compra de luminária a mais ideal.


FONTE DE PESQUISA:http://www.marfan.com.br/vivendo_marfan/asp_oftalmico/infancia/
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18 de fev. de 2010

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DAS CRIANÇAS CEGAS

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PERÍODO SENSÓRIOMOTOR – 0-2 ANOS

Normalidade do desenvolvimento afetivo
- Sorri na presença da mãe (até os 3 meses)
- Demonstra medo diante de estranhos (até os 8 meses)

Leve atraso no desenvolvimento motor
- a falta de retroalimentação visual afeta o equilíbrio e coordenação
- Tem menos possibilidades de imitação
- Pode apresentar falta de movimentação em relação ao seu redor, por falta de incentivo externo

Leve atraso no desenvolvimento cognitivo
Uma vez que a coordenação áudio-manual é mais tardia e mais difícil de elaborar que a viso-manual
- Nas duas primeiras etapas do período sensório-motor (0-4 meses) o desenvolvimento de um bebê cego é similar ao de um vidente.
- Na terceira etapa do período sensório-motor (4-9 meses) é quando começam as diferenças importantes entre um bebê cego e um vidente, porque ele não adquire a permanência de objetos.
- Uma vez que a criança cega consiga mover-se de forma autônoma e dirigir-se até os objetos sonoros, o que supõe o começo de uma permanência dos objetos, permitirá sem problemas as quarta e quinta etapas (9 meses-2 anos)

PERIODO PRE-OPERATÓRIO – 2-7 ANOS
- Imitação pobre e o desenvolvimento do jogo simbólico atrasado.
- Dificuldade de desenvolvimento na linguagem referido a espaços e pessoas entre 2-3 anos, a linguagem da criança invidente pode considerar-se normal desaparecendo o atraso no caso de que exista
- Desenvolvimento para formar-se imagem de si mesmo, normalidade (até 3-4 anos)

PENSAMENTO CONCRETO – 7-11 AÑOS
- Não adquirem as operações concretas de forma homogênea e simultânea
- Leve diferença evolutiva entre tarefas que tem um maior suporte figurativo-perceptivo que naquelas mais influenciadas por aspectos lingüísticos
(desaparece entre 11-12 anos)
- Papel fundamental da linguagem no desenvolvimento cognitivo

PENSAMIENTO NORMAL O ADOLESCENTE (MAIS DE 11 ANOS)
- Não se tem encontrado diferenças relevantes entre crianças cegas e videntes de igual idade e semelhante nível evolutivo e social.
- A carência de uma fonte de informação tão importante como a visual pode ser substituído por procedimentos lingüísticos que organizem a informação.


FONTE: http://usuarios.discapnet.es
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23 de jan. de 2010

OBSERVAÇÃO PUPILAR



1. Normais – Isocoria (= igualdade das pupilas)
2. Dilatadas – Midriáse
3. Contraídas – Miose
4. Assimétricas – Anisocoria

FONTE: http://mini-manual-tas.blogspot.com/2008/11/observao-pupilar.html
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18 de jan. de 2010

O QUE TENHO APRENDIDO COM OS ATENDIMENTOS AS CRIANÇAS COM DÉFICITS CORTICAIS


Os atendimentos que tenho realizado com crianças com déficits corticais, as quais me exigem maior estudo, além de pesquisas, critérios durante os atendimentos e avaliações constantes, tem contribuído muito para uma melhor compreensão da aprendizagem propriamente dita.
Sabe-se que, no nascimento, o cérebro é o órgão mais imaturo de todos. Continua seu crescimento e desenvolvimento durante os primeiros anos de vida. Nas crianças com desenvolvimento normal seu tamanho se duplica no primeiro ano de vida (Kotulak, 1886). Sabemos agora que o desenvolvimento do cérebro ocorre como resultado da edificação de milhares de conexões neurológicas entre as células e o cérebro. Através de práticas é que se fortalecem as conexões, ou seja, cada repetição de cada experiência proporcionará os caminhos neurológicos relacionados com a execução de determinadas atividades. Por exemplo, quando um bebê junta as mãos na metade de seu corpo, depois de haver praticado esta ação cem vezes, um cruzamento neurológico está em seu lugar. Estes cruzamentos fazem as coisas mais fáceis e mais eficientes (Greenough, 1985).
Grande parte do cérebro é destinada, desde o nascimento, ao processamento visual, talvez, devido à visão, ser o primeiro canal sensorial que a criança emprega intencionalmente para acessar informações do mundo que a cerca. Conforme BARRAGA (1978), a aprendizagem visual depende não apenas do olho, mas também da capacidade do cérebro de realizar a funções, portanto, a capacidade de funcionamento visual da criança depende fundamentalmente do seu desenvolvimento. Suas experiências visuais primárias possuem um papel fundamental, de forma particular, independente de qual possa ser a qualidade desta visão. Quanto mais a criança olha, especialmente em pequena distância, mais ela estimula os canais perceptivos para o cérebro. Conforme o cérebro recebe mais e mais informações, há uma eventual acumulação de variedades de imagens visuais.
Pouco a pouco, as partes do córtex, disponíveis para processar os dados visuais, começam a ser usadas para autuar outro tipo de dados sensoriais se a qualidade destes dados é significativamente melhor. A única maneira de este processo ser desenvolvido como é devido é proporcionado durante a infância com experiências sensoriais em todos os canais, inclusive o visual (Kolb, 1998).
Segundo Piaget (1986), grande parte do desenvolvimento humano ocorre nos primeiros anos de vida através da coordenação das ações sensório-motoras. É preciso que toda criança, principalmente durante o período de evolução visual, seja estimulada de forma a desenvolver todas as suas capacidades e habilidades funcionais. A qualidade da intervenção que proporcionamos é que irá determinar se as crianças com estes desafios têm experiências sensoriais apropriadas para o crescimento cognitivo ou não. No entanto, se estas experiências não se proporcionam da maneira correta, podem ser prejudiciais. Eis, então, a necessidade de estudos e pesquisas, além da intervenção de uma equipe multidisciplinar durante este processo.
Além destes cuidados, devemos também levar em conta todas as áreas de desenvolvimento infantil. O fator emocional e sócio-emocional tem destaque durante este processo de aprendizagem, pois, os conflitos podem inibir a memória e o estresse prolongado pode quebrar os caminhos neurológicos até mesmo em algumas partes do cérebro. Também, quando as interações com outros meios de tais atendimentos sensoriais se associam as exigências, os níveis de estresse incluídos são maiores.
O único jeito de proporcionar atendimentos de qualidade sem causar estresse, é escolher atividades que acreditamos irão gerar prazer na criança, além de passar-lhe segurança e, para aquelas que geram um determinado conflito, devemos dar-lhes sinais de que poderemos parar ou continuar o atendimento. Podemos fazer, observando o que faz a criança ou mesmo ajudá-la no exercício de determinadas atividades dando-lhes dicas e/ou mostrando-lhes caminhos para efetivá-las, seguindo seu ritmo e nível de intensidade. Uma ótima dica é, após recuperar a autoconfiança, parar por alguns instantes e esperar para ver se a criança iniciará ou concluirá uma resposta e convidá-la a um novo comportamento (van Dijk, 2000).
Criar uma “rotina” é uma ótima estratégia educativa. Através da rotina é possível estruturar experiências de aprendizagem sem estresse.
O professor que trabalha com crianças com necessidades educativas especiais visuais no período preparatório deve estar atento para o fato de que a construção do sistema sensório-perceptivo e de representação simbólica da criança com baixa visão se organiza por um caminho diferente daquele da criança vidente. Sua interação ativa e significante com o mundo concreto é representada por diferentes construções: manipulação, exploração e discriminação referentes às características, função, conceito ou representação, noção de causalidade e permanência de objetos. Por isso suas produções simbólicas e figurativas são incomparáveis.
A utilização de outros canais sensitivos é de grande importância durante este processo inicial. A utilização de recursos é fundamental para sua aprendizagem. É necessário que a criança manipule o objeto e o profissional deve, inicialmente, ajudá-la a identificar características similares e/ou que diferem de outros objetos do conhecimento e reconhecimento da criança. Aos poucos, com a apresentação de novos recursos a criança poderá contribuir mais com suas respostas (estas são de grande importância para um melhor direcionamento do profissional na realização de novas atividades).
O professor deve organizar situações concretas que estimulem e possibilitem a aquisição de novos conhecimentos, estando sempre pronto a responder as questões levantadas pelo aluno e, ao mesmo tempo, favorecer que ele descubra as respostas e crie questões novas a resolver.
O profissional deve procurar identificar o momento de fornecer o período de independência para a criança, afinal, se o profissional lhe der todas as informações acerca dos objetos como é que aquela criança poderá aprender algo se o cérebro de alguém está fazendo todo o plano de ação por ela?
A investigação sobre o potencial cerebral relacionado com atendimentos indica que há várias fases em cada atendimento e a atividade elétrica do cérebro pode medir-se durante cada fase. Deverão ser levados em conta, além da conscientização destas, o compromisso do profissional que irá trabalhar com uma criança deficiente visual, prioritariamente, crianças cegas e/ou com deficiências múltiplas. Ainda mais, deverá este profissional ter conhecimento tanto das bases e etapas de desenvolvimento infantil de crianças ditas normais, como também da área de saúde, especificamente, diagnósticos, prognósticos, adaptação de recursos ópticos (caso necessário) e embasamentos com referência a sua condição de aprendizagem.
Assim, uma criança com baixa visão, necessita de uma aprendizagem sistemática, dada por um professor especializado e precisa ser ensinada a usar os seus resíduos visuais para promover uma aprendizagem regular e intensiva e poder usar eficientemente as suas ajudas ópticas.
“Como é próprio dos indivíduos procurarem satisfazer seus impulsos, desejos e tendências, é da responsabilidade do professor oferecer ao aluno, ambiente adequado ao desenvolvimento de sua atividade natural, canalizando e guiando este impulso: o desejo de comunicação, o desejo da realização (fazer coisas), o desejo de investigação (curiosidade), o desejo de construção e produção.” (RUSSO, 2001, p. 29)
Podemos dizer, honestamente, que com a aplicação correta destes princípios teremos sempre bons resultados. São necessárias informações e capacitação para proporcionar este tipo de programação. Nenhum sistema senso-neural é idêntico a outro. As experiências e os comportamentos de cada criança são diferentes. Tudo deve ser levado em conta durante a programação de atividades para aquisição de novos elementos cognitivos, sociais, de comportamento, sensoriais e motoros. Geralmente, para que isto dê resultado, é necessário o trabalho conjunto de uma equipe.
Minha experiência nesta área confirma ainda mais minha crença de que, com uma atenção apropriada é possível realizar um bom trabalho e fornecer a estas crianças uma aprendizagem senso-motor satisfatória. Toda criança pode ser um aprendiz ativo com a possibilidade de alcançar todo seu potencial, sem importar a idade, capacidade ou complexidade de sua deficiência.
A criança com baixa visão, sem dúvida alguma, goza desta mesma capacidade, quer seja na construção de novos conhecimentos, a partir da interação com o meio ambiente, da relação com as pessoas, objetos e acontecimentos.

ESTUDO DE CASO

Quando conheci a Bianca (nome fictício), ela tinha entre dois e três anos de idade. Bianca não parecia responder a nenhuma resposta a luzes e cores que lhe eram apresentadas com uso da lanterna. Em sua aparência física podia-se perceber que seus olhos tremiam e desviavam ao acaso.
Com a inserção do programa de Estimulação Visual, em sua última avaliação, a criança apresentou: reação à luz, localização de objetos grandes, sensibilidade a contrastes, seguimento de luz e objetos em movimento, coordenação olho-mão e focalizarão de objetos iluminados e alcance visual. Porém, ainda não manipula objetos examinando-os visualmente, no entanto, hoje já mantém algum contato visual, rápido, e há momentos, quando solicitada, explora o ambiente visualmente, percebendo obstáculos de grande porte a sua frente, localização de portas e janelas, etc.
Sua visão também serve como um efeito de aprendizagem. No entanto, ainda devido seu impedimento visual, ainda encontra-se impossibilitada de aprender algumas atividades tão rapidamente, em comparação com uma criança dita “normal”. Bianca, está com 7 anos, iniciará o segundo ano, mas ainda não utiliza sua visão para leitura. Estuda numa Escola Regular, de ensino comum, e a maior parte de suas atividades de leitura são feitas oralmente e a escrita com a utilização de recursos adaptados como tipógrafo, atividades em relevo, etc.
Na estimulação visual, no final do ano de 2008, Bianca chegou a ler frases na fonte 50, mas, infelizmente por falta de continuidade nos atendimentos e interrupção de estímulos ela quase perde totalmente sua visão, deixando até de reconhecer luzes coloridas vermelhas (dizia que a lanterna estava apagada).
Hoje, Bianca já consegue ler pequenas palavras na fonte 100, realiza desenhos e colore figuras simples com grossos contornos e grandes contrastes, conta visualmente até três objetos apresentados, identifica a localização espacial de alguns objetos colocados a sua frente, entre outros. Sua visão é uma habilidade instruída, de forma que seu desenvolvimento requer estimulação e experiência. Como aprender como caminhar e falar utilizando a visão. Objetos com desígnios (padrões) são necessários para que permitam que as celas visuais de seu cérebro sejam desenvolvidas. Sem esta estimulação, estas áreas do cérebro não desenvolvem a habilidade para processar a informação visual. Esta doutrina, quando levada a sério e as atividades realizadas com regularidade, as áreas visuais do cérebro são estimuladas para maximizar o desenvolvimento da visão. Não há exercícios que fazem os músculos dos olhos mais fortes ou que curam enfermidades ou anormalidades do cérebro. As atividades contribuem para o desenvolvimento da visão da criança.
Conhecer a etapa do desenvolvimento em que se encontra é fundamental para a compreensão de suas necessidades e organização de um programa de acompanhamento e orientação. Através desta avaliação temos uma visão de seu desenvolvimento integral o que facilitará a realização de uma intervenção adequada.
Bianca é estimulada globalmente, porém com ênfase no desenvolvimento da eficiência visual. Os pais são orientados a estimularem sua filha, incentivando-a a descobrir o que ela é capaz de ver, motivá-la a descobrir suas possibilidades e utilizar a melhor maneira possível os seus sentidos, assim ela passará a gostar de ver e a utilizar sua visão residual de forma mais eficiente.
É preciso o conhecimento e a confiança mútua. Os pais são orientados a lidar com sua filha, as diversas formas de estimulá-la no dia-a-dia e restringir seus limites. São eles que passam a maior parte do tempo com a criança e, além disso, os vínculos familiares são a base para a formação e desenvolvimento da personalidade.
Pretende-se que a Bianca aprenda a lidar com a sua própria limitação, ter auto-estima suficiente para poder superar os obstáculos e adquirir autonomia e independência real que se iniciam desde a mais tenra idade. Cabe a todos nós enxergarmos que além da deficiência existe uma criança e suas limitações não deve ser atribuído a ela, mas a perda visual.


BIBLIOGRAFIA
BARRAGA, C. Natalie. Guia do Professor para o Desenvolvimento da Capacidade da Aprendizagem Visual – FLCB, São Paulo, 1978. Tradução Jurema Venturine e outros..
Greenough, W.T. (1987). Experience and brain development. Child Development, 58, 539-559.
Kolb, Bryan. (1998). Brain plasticity and behavior. Psychology: Annual Review, 1998.
Kotulak, R. (1996). Inside the Brain. Kansas City: Andrews and McMeel.
PIAGET, Jean. A representação do mundo pela criança. (s.d.) Rio de Janeiro, Record. 1986.
RUSSO, Maria Angélica. Didática uma Proposta Reflexiva. Fortaleza – Ce, Premius Editora e Edições Livro Técnico, 2001.
Van Dijk, J. (2000). Unpublished lecture. 2001 Texas Symposium on Deafblindness. Dallas, Texas.

20 de jun. de 2009

DICAS PARA ESTIMULAR UMA VISÃO PREGUIÇOSA


Geralmente, os oftalmologistas indicam uso de tampão em crianças com ambliopia.
O ideal é realizar atividades do interesse da criança.
Pra começar, dependendo do grau de visão que ela possui, selecione atividades ideais para crianças com idade inferior a que ela se encontra. Atividades como: pintura, recorte, colagem, modelagem com massa de modelar, desenho livre, entre outras, são muito bem aceitas pelas crianças. O cuidado que se deve ter com atividades de desenhos é com relação ao tamanho e ao contraste.
Utilizando atividades referentes a fase anterior durante o início dos atendimentos poderá proporcionar maior segurança a criança, preparando-a para as atividades da fase seguinte.
É preciso ter paciência! Provavelmente ela terá um pouco de dificuldade, principalmente devido incômodo por causa do tampão.
Realize uma atividade por vêz e até que ela demonstre desinteresse ou total domínio não mude o estilo da atividade, ok? Faça com ela, ajudando-a, dando pistas no início, orientando... assim poderá estimulá-la a não desistir.
Mas, atenção! Permita que ela se aproxime para visualizar melhor, procure um local bem iluminado (ela lhe dirá se está bom!) e, se necessário utilize uma luminária direcionada para a atividade (cuidado para não focar no rosto da criança). Se necessário, ou se perceber cansaço ou fadiga, faça intervalos discretos, como conversar sobre algo que a atividade lembre (sempre assuntos com relação a atividade ou o que ela representa).
Qualquer dúvida estarei pronta em ajudá-los(as), ok?
Espero ter ajudado.Grande abraço!

Se quiser deixem o depoimento contando como foi sua experiência...

20 de mai. de 2009

A REAÇÃO PUPILAR E SUA IMPORTÂNCIA

 
No início do trabalho com crianças de baixa visão, especificamente nos atendimentos com estimulação visual, sempre me perguntava “quando?”, “até quando?” e se “é preciso?” utilizar a técnica da luz de lanterna, e ainda, “como?”. Tais dúvidas me fizeram pesquisar através de livros e até marcar consultas e/ou fazer visitas aos oftalmologistas para pedir esclarecimentos, tirar dúvidas e até solicitar ajudas e conselhos.

Foi difícil, mas consegui tirar algumas dúvidas quanto a estes questionamentos. Espero que tais informações possam ajudá-los. E, caso tenham dúvidas quando a sua veracidade procurem profissionais oftalmologistas que possam ajudá-los, assim como foi o meu caso.
Uma das formas de se adquirir maiores informações está durante aplicação de conhecimentos teóricos adquiridos anteriormente. No entanto, é preciso saber observar certos detalhes, como: reações faciais, reflexos pupilares, movimentos óculo-motor e se há resposta por parte da criança (consciência da existência do objeto de observação).
A maior interrogação era quanto à mudança da dimensão das pupilas na apresentação de luz branca e coloridas, bem como, quando permaneciam por algum tempo em lugares escuros e mediante a aproximação de objetos. De acordo com DANTAS & ZANGALLI (1999, p. 256): “A incidência dos raios luminosos sobre a pupila leva à modificação do diâmetro das mesmas.” É o mesmo efeito encontrado na adaptação automática do diafragma de uma máquina fotográfica. Essa modificação do diâmetro da pupila é conhecida como reflexo pupilar. Muitos reflexos permanecem entre os adultos, mas os reflexos primitivos (de recém-nascido) desaparecem na medida em que o córtex vai se desenvolvendo totalmente.
O movimento de contração pupilar protege a retina e os fotorreceptores contra a exposição excessiva aos raios luminosos, além de tornar mais nítida à imagem óptica de um objeto que se projeta sobre a retina, principalmente em ambientes bem iluminados. A contração da pupila acontece quando se vê um objeto próximo (reflexo de acomodação) ou há uma estimulação luminosa (reflexo fotomotor). Num olho normal, diante da projeção da luz, ocorre uma contração breve, relaxando-se ligeiramente até que o diâmetro pupilar fique constante.
Ao posicionar a luz da lanterna incidindo sobre os olhos percebe-se uma reação pupilar denominada de arco reflexo. O arco reflexo é uma reação involuntária instantânea, consciente ou não, que visa proteger ou ajustar o organismo. Tal reação origina-se de estímulos externos (neste caso, a luz da lanterna) antes mesmo do cérebro tomar conhecimento do estímulo periférico, conseqüentemente, antes deste comandar uma resposta. “O arco reflexo não envolve o córtex cerebral; portanto as reações pupilares não se tornam conscientes.” (DANTAS & ZANGALLI, 1999, p. 256)
O diâmetro da pupila muda em resposta à luz e ao esforço para focalizar um objeto próximo. O diâmetro pupilar depende dos seguintes e principais fatores diretos: tecido iriano, impulso parassimpático, impulso simpático, fatores humorais. Ainda, diversas influências indiretas também interferem, conduzindo suas informações através dos fatores diretos.
Quando ocorrem comportamentos anômalos das pupilas sugere-se tratar-se especialmente de doenças no nervo óptico, e, de forma menos significativa poderá tratar-se de lesões retinianas maculares. Na cegueira cortical e na simulação de cegueira as pupilas comportam-se de maneira normal.
O reflexo de perto (convergência e acomodação) que acontece durante aproximação progressiva de um objeto fixado pelo centro para a visão nítida desencadeia três reflexos diferentes:
1. Convergência: os eixos de ambos os olhos convergem sobre o objeto. Desta forma, as imagens do objeto se projetem exatamente sobre as áreas correspondentes das retinas, ou seja, sobre as áreas de maior acuidade visual;
2. Acomodação: a contração do músculo ciliar leva o cristalino, a tomar uma forma mais arredondada, assim, a imagem permanece focalizada durante todo o percurso de aproximação do objeto.
3. Contração das pupilas: a contração pupilar faz com que a imagem continue apresentando contornos nítidos.
“Estas três reações podem ser desencadeadas pela fixação voluntária do olhar sobre um objeto próximo. Elas se instalam de forma reflexa toda vez que um objeto distante se aproxima simultaneamente.” (DANTAS & ZANGALLI, 1999, p. 258)
É preciso conhecer as condições visuais de uma criança antes de iniciar sua estimulação visual. É sempre recomendado acompanhar as consultas oftalmológicas, assim poderá tirar dúvidas e obter maiores informações, assim como, qualquer alteração na reação pupilar da criança, durante os atendimentos, devem ser comunicados ao oftalmologista.
Em alguns casos, é preciso utilizar estímulos com luzes de lanterna para treino dos reflexos pupilares, necessariamente em casos de reflexos pupilares lentos. O exercício de atividades de contraste seja com uso de luzes de lanterna ou não também contribuem para o bom desempenho pupilar. O médico-oftalmologista, especialista em baixa visão, ou o profissional técnico de estimulação visual também poderão ajudar.
É importante ressaltar o cuidado que se deve ter com relação à utilização de folhas e superfícies brilhosas na confecção ou uso de recursos para baixa visão, principalmente se for utilizado com o objetivo de desenvolver habilidades funcionais visuais, pois, os reflexos causados por estes tipos de materiais podem prejudicar a evolução destas habilidades em crianças com resíduo visual.
As informações obtidas com relação ao desenvolvimento de habilidades visuais é prioridade para o conhecimento dos pais, pois estes podem contribuir reforçando os estímulos em seus lares, bem como, tal conhecimento, favorecerá maior interesse e credibilidade deste serviço. Sabemos que, nos períodos iniciais, as respostas são lentas e isto favorece a descredibilidade com relação a aquisição de melhorias quanto ao desenvolvimento da criança.
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT