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20 de fev. de 2010

A CRIANÇA COM BAIXA VISÃO

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A criança com baixa visão não é cega, mas enxerga pouco, mesmo com o uso de óculos. Isto ocorre, devido a sub-luxação ou luxação do Cristalino. A pessoa deve ser estimulada a usar a visão que lhe resta ao máximo.


Veja algumas dicas que podem auxiliá-lo no aprendizado em casa ou escola:

1. Converse com a professora para que inclua seu filho(a) em todas as atividades da classe.

2. Deixe a criança perto de janelas e do quadro-negro e na primeira fileira da sala. Também deve ser evitada posição em que haja muita reflexão de luz sobre a lousa. A coordenação da escola deve permitir que a criança levante-se para chegar perto da lousa ou mudar de lugar para copiar o que está escrito.

3. Converse com a coordenação da escola para que permita que a criança grave a aula. A criança com baixa visão é mais vagarosa ao anotar itens da lousa.

4. A escola deve permitir que a criança copie ou faça xerox do caderno anotações do colega. Cuidado para a criança ficar mal acostumada e não prestar atenção na aula. Converse com ela e explique o motivo de tal atitude.

5. Utilize um apoio para ler e escrever. Este apoio pode ser encontrado em lojas de produtos oftálmicos de apoio a baixa visão . Além de ajudar na baixa visão ele proporciona uma boa postura essencial para o não desenvolvimento de escoliose e cifose. Você também pode construir o seu. Veja o modelo na foto ao lado.

6. Permita que a criança use um caderno com pauta mais larga. Eles podem enviar pelo correio para todo Brasil. Caso você não tenha condições de adquirir faça o que segue:
As linhas do caderno devem ser reforçadas com caneta preta grossa ou azul e a distância entre elas aumentada. No caderno comum, reforça-se uma linha sim e outra não. A letra deve ser bem simples e, algumas vezes, ampliada. Você pode fazer vários testes com a distância entre as linhas e a grossura da mesma e pedir para a criança escolher qual é mais confortável para ela. Quando chegar ao modelo ideal, faça várias xerox de boa qualidade deste padrão e forme um caderno para seu filho(a).

7. Para realizar jogos, por exemplo, existem dados com números, letras e baralhos em tamanho maior.

8. Deixe a criança posicionar a cabeça, o olhar ou mesmo aproximar-se para examinar atentamente o objeto que não pode ver.

9. Desenhos complexos com muitos detalhes são difíceis de serem totalmente vistos. Ajude a criança, caso ela tenha lição e converse com a professora, caso ela possa ter outros com menos detalhes.

10. Use o de lápis 6-B, que é bem escuro, nas atividades de escrita, e caneta hidrográfica para contornar os desenhos; estes devem ser bem simples, evitando-se muitos detalhes.

11. Livros com letras ampliadas;

12. Os óculos devem estar sempre ajustados, limpos (lavar qdo necessário com sabonete liquido), nunca devem ser apoiados com as lentes para baixo, devem ser guardados dentro da caixa.

13. No computador deixe a criança, caso não tenha auxílio óptico, ampliar as letras.

14. Ir ao oftalmologista freqüentemente, pois após 7 anos de idade , o cérebro não aceitará quaisquer modificações nessa visão fraca , e nada( tratamento ou cirurgia) irá trazê-la de volta. Você deve levar seu filho a partir de 1 ano ao oftalmologista.

15. Durante a leitura, o uso de uma régua(não transparente) para marcar a linha ou uma cartolina preta com uma abertura no centro, quer serve para destacar cada linha;

16. Bonés podem ajudar a diminuir a reflexão excessiva da luz em ambiente externo.

17. Lentes de ampliação:
O professor e os pais devem conhecer previamente o auxílio óptico do aluno e se conscientizar de sua utilidade, encorajando-o a usá-lo. Veja como a lenta pode ser utilizada
Para perto:
Utilizamos lentes que aumentam o tamanho da imagem, diminuímos o campo de visão,ou seja, a área focada é menor do que o normal.
Pode-se também fazer uso de lupas manuais (que podem ser levadas na mala da escola) ou de apoio, com aumentos variáveis que propiciem maior conforto e eficiência na leitura. Devem ser mantidas próximas ao material de leitura.
Nos casos de leitura prolongada, as lupas de apoio são de grande valia. Elas apresentam a vantagem de sua base já as colocarem na distância correta de utilização em relação ao material de leitura ou estudo, variando, assim, apenas a posição do olho do observador.
Para longe:
Utiliza-se as telelupas. Elas podem ser monoculares (em um olho) ou binoculares (nos dois olhos).
As monoculares podem ser presas ao pescoço por uma alça, evitando-se a perda da mesma.
A criança pode utilizar para observar o quadro negro, assistir à TV, reconhecer ônibus ou pessoas.
Quanto mais poderosa, menor é o campo de visão (área de visão) e exigem alguma destreza manual e treinamento para sua utilização.

18. Luminárias de apoio: A luminária deve ter braços flexíveis e ajustáveis, a criança escolherá a posição mais confortável. Algumas crianças com baixa visão preferem não utilizar a incidência direta da luz, desta forma, deixe-a experimentar diversas posições e tipos de luminária até encontrar a mais adequada. Se for possível leve o caderno e teste na loja de compra de luminária a mais ideal.


FONTE DE PESQUISA:http://www.marfan.com.br/vivendo_marfan/asp_oftalmico/infancia/
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9 de fev. de 2010

APLICAÇÃO DE PROGRAMAS DE ESTIMULAÇÃO VISUAL NA ESCOLA

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... considerando que os professores não contam geralmente com formação específica e, além disso, nem sempre dispóem do tempo que a estimulação visual muito individualizada exige, entendemos que a aplicação dos programas voltados ao desenvolvimento da eficiência visual devem estar a cargo dos especialistas em crianças com baixa visão.
Não obstante, os professores devem estimular o uso da visão em todas as ocasiões que se lhes apresentem, ao longo da jornada escolar, que são muitas. E promover na sala de aula tarefas como as apresentadas a seguir, nas quais o deficiente visual grave deve participar ativamente.

RELAÇÃO DE ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO VISUAL PARA O CICLO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

a) ENSINO DO MOVIMENTO DOS OLHOS
- Avançar da esquerda para a direita.
- Aumento da visão periférica.
- Focalização com a cabeça em movimento.
- Seguir movimentos regulares.
- Seguir movimentos irregulares.

b) ATIVIDADES DE COORDENAÇÃO VISOMOTORA
- Recortar.
- Colagem livre.
- Localização e colagem.
- Traçar com os dedos.
- Passar contas por fios.
- Traçar e colorir.
- Habilidades de autonomia:
- abotoar/desabotoar;
- amarrar/desamarrar cadarços;
- uso de ferramentas simples;
- transportar objetos;
- verter líquidos em recipientes.
- Brincadeira:
- tocar e bater;
- lançar e receber;
- corrida;
-slto/impulso/sucessão de saltos.

c) ATIVIDADES DE FIGURA-FUNDO
- Discriminações de objetos por categorias.
- Seleção de objetos, identificação de qualidades.
- Narrações de varreduras oculare:
- ao ar livre;
- em interiores;
- em lâminas.

d) ATIVIDADES DE CONSTÂNCIA PERCEPTIVA
- Manipulação de objetos e materiais.
- Construções livres.
- Construlçoes bidimensionais com movelos.
- Reconhecimento de objwtos tridimensionais em lãminas.
- Comparações e diferenças entre formas mais complexas.
- Classificações (busca e seleção)tamanho-forma-cor.

e) ATIVIDADES DE POSIÇÃO NO ESPAÇO
- Exercícios de relação corpo-objeto.
- Direcionalidade:
- diferenciação esquerda-direita na própria pessoa;
- diferenciação entre posições direita-esquerda de objetos em relação à própria pessoa.
- Inversão e rotação.

f) ATIVIDADES DE RELAÇÕES ESPACIAIS
- Construções de modelos.
- Distinção de posições em modelos.
- Construções com objetos de modelos apresentados em lâminas.
- Simetrias.

g) ATIVIDADES PARA A MEMÓRIA DE ESTÍMULOS VISUAIS
- Memória da figura isolada.
- Memória de modelos complexos.
- Memória de sequências visuais.
- Memória de série de ações.

h) ATIVIDADES DE VISUALIZAÇÃO/IMAGINAÇÃO/ELABORAÇÃO MENTAL
- Composição de estruturas com formas geométricas. Com modelo/sem modelo.
- Inversão da ordem.
- Mudança de posição de uma figura.
- Construções simétricas.
- Repetições de memória.


FONTE: Texto copiado do livro "DEFICIÊNCIA VISUAL - Aspectos Psicoevolutivos e Educativos". Manuel Bueno Martin e Salvador Toro Bueno. Livraria Santos Editora Ltda., 2003. Pág. 189/191

30 de jan. de 2010

MODIFICAÇÕES DA SALA DE AULA PARA UMA CRIANÇA COM PROBLEMAS VISUAIS

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- Ponha a criança na posição recomendada. Para reduzir o excesso de brilho, por exemplo, ponha a criança de costas para a porta.

- Proporcione adequada iluminação preferentemente iluminado completo, luz fluorescente ou incandescente.

- Use uma mesa que proporcione uma boa postura da cabeça e dos olhos. Monitore a postura da criança quando estiver escrevendo.

- Use papel com bordas enquadradas com margem de cor nas quatro bordas e uma caneta que escreva escuro ou um lápis 6b para escrita.

- Giz escuro no quadro negro é mais fácil ver que um quatro branco que se usa com marcadores.

- As atividades de escrita e leitura devem realizar-se durante a manhã.

- Permita que a criança faça seu trabalho próximo por intervalos de quinze minutos, tomando períodos de descanso.

- Assegure-se que a criança coloque lentes quando o recomendarem.

- Faça as frases de espaço duplo para que as leia mais facilmente.

- Trate de considerar o tipo e tamanho das letras usadas.

- Reduza a quantidade de distração visual na sala de aula. Trate de não decorar de maneira exagerada o quadro.

- Não repreenda (castigue) a criança com problemas visuais por sua letra ruim.

- Estimule o pensamento visual.
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29 de set. de 2008

INCLUSÃO

COMUNIDADE ESCOLAR – ATITUDES POSITIVAS


Toda criança necessita do outro (pais, parentes, entre outros) para desenvolver suas potencialidades e possibilidades para tornar-se pessoa/indivíduo participativo do meio, mesmo antes de tomar consciência de si mesma. Esta interação, que influenciará de maneira direta no desenvolvimento psico-afetivo, dependerá inicialmente da forma como esta é recebida, acolhida, assistida e compreendida em suas necessidades. Os pais, geralmente, são bons conhecedores de seus filhos, compreendem suas necessidades, seus desejos e interesses.
De acordo com BRUNO (2006), quando uma criança deficiente visual chega pela primeira vez na escola, geralmente, toda a comunidade escolar sente-se insegura quanto às atitudes adequadas e positivas frente à deficiência visual. É importante que os profissionais que trabalham na escola e os professores levem em conta que inclusão significa também postura e atitude positiva na interação com essas crianças, tais como:
• A criança com deficiência visual deve ser tratada com naturalidade, com a mesma cordialidade e atenção dispensada às outras crianças.
• Ela não precisa de piedade ou atenção especial, mas de oportunidade para desenvolver suas possibilidades e talentos. Pode necessitar de mais tempo para agir e interagir com o meio e as pessoas.
• Deve-se evitar a super-proteção, pois a criança precisa de liberdade e espaço para agir, explorar o ambiente e desenvolver a espontaneidade e autonomia.
• A criança com deficiência visual necessita de limites claros e regras de comportamento como qualquer outra criança.
• As inadequações de comportamento, birras e agressividade não devem ser justificadas pela ausência da visão.
• Na comunicação, fale de frente para que a criança possa olhar para quem esteja falando com ela. Em grupo, fale seu nome quando se referir a ela, pois não pode perceber a comunicação visual. Pode-se utilizar naturalmente palavras e termos como ver, olhar e perceber.
• As crianças cegas ou com baixa visão podem apresentar ansiedade, insegurança e tensão diante de situações novas e pessoas desconhecidas. Podem também se desorientar em ambientes ruidosos.
• É importante que a criança visite a escola, conheça a professora, seu nome, sua voz; de forma semelhante, conheça os colegas, seja apresentada a todos, possa tocá-los para poder conhecê-los fisicamente.
• Explorar e vivenciar todos os espaços da escola: corredores, sala, banheiro, bebedouro, pátio, área de lazer, espaços, e pessoas a quem possa recorrer quando necessário.
• Nas mudanças de ambiente ou ausência de pessoas que estão com a criança, ela precisa ser avisada, com antecedência, para poder antecipar a mudança ou separação das pessoas.
• As crianças com deficiência visual podem apresentar dificuldade na percepção do meio, orientação e locomoção no espaço, mas podem aprender a se locomover com independência e autonomia, se forem incentivadas para tal.
• Em virtude da dificuldade de controle do ambiente, ela pode desmotivar-se na busca de brinquedos. Encoraje-a com pistas sonoras ou táteis para continuar na busca dos objetos ou persistir na brincadeira.
• Ao apresentar uma pessoa ou objeto à criança com baixa visão, aproxime-se dela à altura dos olhos para que ela possa identificá-lo. Os objetos devem ser apresentados à criança que não enxerga, no dorso da mão, permitindo que ela possa aceitar ou rejeitar o que está sendo tocado.
• Evite acidentes. Ao dar um copo, alimento ou qualquer objeto, avise-a, tome sua mão e coloque o objeto na palma em forma de concha.
• Não há necessidade de planejar atividades específicas só para ela, podendo incluí-la em todas as atividades desenvolvidas com as outras crianças, com pequenos ajustes e adaptações.
• Inclusão significa poder participar ativamente de todas as atividades com as outras crianças, em grupo.

BIBLIOGRAFIA
BRUNO, Marilda M. G. Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação e sinalização: deficiência visual. [4. ed.] Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006. 81 p.: il.
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT