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26 de jun. de 2012

A Arte e o Cérebro no Processo da Aprendizagem

Profa. Celeste Carneiro

FACILITANDO A APRENDIZAGEM

Com as recentes pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, a Teoria das Inteligências Múltiplas, a avaliação das aptidões cerebrais dominantes, e técnicas que foram criadas para acelerar a aprendizagem, tornou-se muito mais fácil aprender e gravar na memória o que estudamos.
Psicólogos, neurologistas e pesquisadores vêm escrevendo os resultados desses estudos, esclarecendo-nos e deixando-nos entusiasmados com os resultados obtidos por quem utiliza essas técnicas.
O LADO DIREITO DO CÉREBRO
A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, baseado no raciocínio lógico, linear, seqüencial, deixando de lado suas emoções, a intuição, a criatividade, a capacidade de ousar soluções diferentes.
António Damásio, respeitado e premiado neurologista português, radicado nos Estados Unidos e com muitos trabalhos publicados, em seu recente livro O erro de Descartes, afirma que  “o ponto de partida da ciência e da filosofia deve ser anti-cartesiano:  "existo (e sinto), logo penso”.
A visão do homem como um todo, é a chave para o desenvolvimento integral do ser.
 

Mandala - Autora: Iraci Santana.
Utilizando mais o hemisfério esquerdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios contidos no hemisfério direito, como a imaginação criativa, a serenidade, visão global, capacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros.
Através de técnicas variadas poderemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades.
Uma dessas técnicas consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, de modo que o hemisfério esquerdo ache a tarefa enfadonha e desista de exercer o controle total, entregando o cargo ao hemisfério direito, que se delicia com o exercício.

O uso de música apropriada que diminui o ritmo cerebral, também contribui para que haja equilíbrio no uso dos hemisférios cerebrais.
Há pesquisadores que sugerem a música barroca, especialmente o movimento “largo”, que causa as condições propícias para o aprendizado.  Ela tem a mesma freqüência que um feto escuta e nos direciona automaticamente ao lado direito do cérebro, fazendo com que as informações sejam gravadas na memória de longo prazo.
Músicas para relaxamento, como as “new age”, surtem os mesmos efeitos.
Nossa mente regula suas atividades através de ondas elétricas que são registradas no cérebro, emitindo minúsculos impulsos eletroquímicos de variadas freqüências, podendo ser registradas pelo eletroencefalograma.  Essas ondas cerebrais são conhecidas como:
Beta, emitidas quando estamos com a mente consciente, alerta ou nos sentimos agitados, tensos, com medo, variando a freqüência de 13 a 60 pulsações por segundo na escala Hertz;
Alfa, quando nos encontramos em estado de relaxamento físico e mental, embora conscientes do que ocorre à nossa volta, sendo a freqüência em torno de 7 a 13 pulsações por segundo;
Teta, mais ou menos de 4 a 7 pulsações, é um estado de sonolência com reduzida consciência;  e
Delta, quando há inconsciência, sono profundo ou catalepsia, emitindo entre 0,1 e 4 ciclos por segundo.
As duas últimas são consideradas patológicas.
Geralmente costumamos usar o ritmo cerebral beta.  Quando diminuímos o ritmo cerebral para alfa, nos colocamos na condição ideal para aprendermos novas informações, guardarmos fatos, dados, elaborarmos trabalhos difíceis, aprendermos idiomas, analisarmos situações complicadas.
A meditação, exercícios de relaxamento, atividades que proporcionem sensação de calma,  também proporcionam esse estado alfa.
De acordo com neurocientistas, analisando eletroencefalogramas de pessoas submetidas a testes para pesquisa do efeito da diminuição do ritmo cerebral, o relaxamento atento ou o profundo, produzem aumentos significativos de beta-endorfina, noroepinefrina e dopamina, ligados a sentimentos de clareza mental ampliada e de formação de lembranças, e que esse efeito dura horas e até mesmo dias.  É um estado ideal para o pensamento sintético e a criatividade, funções próprias do hemisfério direito.
Como é fácil para este hemisfério criar imagens, visualizar, fazer associações, lidar com desenhos, diagramas e emoções, além do uso do bom humor e do prazer,  o aprendizado será melhor absorvido se estes elementos forem acrescentados à forma de se estudar.
USO INTEGRAL DO  CÉREBRO
O ideal é que nos utilizemos de todo o potencial do cérebro, riquíssimo, surpreendente!
Quando levamos uma vida inteira exercitando quase que só as funções do hemisfério esquerdo, ou só o lado direito, ocorrem as doenças cerebrais degenerativas, tão temidas, como o mal de Alzheimer, por exemplo.
Necessitamos, portanto, estimular as diversas áreas do nosso cérebro, ajudando os neurônios a fazerem novas conexões, diversificando nossos campos de interesse, procurando nos conhecer melhor para agirmos com maior precisão e acerto.
Howard Gardner, o psicólogo americano criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, identificou inicialmente sete tipos de inteligência no ser humano que são estimuladas e expressas de formas diferentes, de acordo com cada pessoa. São elas:
  • verbal/linguística;
  • lógica/matemática;
  • musical; corporal/cinestésica;
  • visual/espacial;
  • interpessoal;
  • intrapessoal.

Atualmente foi acrescentada a inteligência naturalista e a existencial, estando esta última ainda em estudo.
A Teoria das Múltiplas Inteligências deverá ser aplicada não apenas com os diversos indivíduos, para atingir cada pessoa, de acordo com o seu ponto de interesse, mas em nós mesmos, buscando desenvolver cada tipo de inteligência que trazemos em estado latente.
Foi desenvolvido nos Estados Unidos um sistema de avaliação das aptidões cerebrais dominantes, utilizado também por alguns escritores nacionais e que mostra com clareza quais as áreas do cérebro que damos maior preferência e, daí, é feito um perfil psicológico da pessoa, sua maneira de agir na vida, qual o lugar de sua preferência numa sala de aula, como melhor aprende, etc.  A esse resultado, temos acrescentado outros elementos, dentro de uma visão holística do ser humano, que tem ajudado bastante as pessoas.
Conhecendo as áreas que são mais estimuladas, passa-se então a praticar uma série de exercícios para ativar as regiões menos utilizadas, de modo que, com o passar do tempo, nossa capacidade de agir como um ser humano integral estará bastante aprimorada.
Seremos lógicos e intuitivos, práticos  e sonhadores, racionais e emotivos, seguiremos os padrões vigentes e utilizaremos a nossa criatividade, teremos “os pés no chão e a cabeça nas estrelas”...  Seremos, enfim, do céu e da terra, captando todos os ensinamentos com facilidade, independente da faixa etária. Isto nos tornará muito mais capazes e autoconfiantes.
EXPERIÊNCIA COM O HEMISFÉRIO DIREITO
Desde 1992, quando iniciamos a coordenar o curso DLADIC – Desenvolvimento do lado direito do cérebro, onde utilizamos o desenho como pretexto para atingir os nossos objetivos, que vimos nos surpreendendo com o manancial riquíssimo que possuímos, armazenado em nosso cérebro, aguardando as condições propícias para se manifestar.
Nesse período, passaram pelo curso mais de trezentas pessoas.  Cada uma com um interesse diferente, com uma motivação própria.
  Quase todas, nos primeiros contatos, afirmavam ser incapazes de fazer qualquer tipo de desenho, de criar alguma coisa, de prestar atenção ou se concentrar em algo.
  No decorrer do processo de desbloqueamento, essas pessoas iam ficando surpresas com os resultados visíveis nos seus trabalhos artísticos e com a descoberta de uma nova forma de ver o mundo e de ver-se a si mesmas.

Figura humana de imaginação (acima)  e, à direita, de observação.
Autora: Nazareth Bastos, 1993.
 


Um dos primeiros exercícios é o de atenção, concentração, meditação.  Utilizando uma folha de papel tamanho ofício, sem tirar o lápis do papel, o aluno vai traçando linhas retas horizontais e verticais que se cruzam, formando uma composição. Após preencher a folha de acordo com o seu gosto, pode consertar as linhas que ficaram mais tortas e, em seguida, contorná-las com hidrocor preto e pintar as formas que as linhas fizeram de modo que desligue temporariamente o hemisfério esquerdo a fim de dar vazão ao hemisfério direito, enquanto ouve-se música relaxante ou subliminar, em profundo silêncio, meditando sobre as seguintes questões:
  • O que senti com a limitação de não poder tirar o lápis do papel, de só poder fazer linhas retas horizontais e verticais?
  • Como reajo quando sou limitado nos meus gestos, quando tenho de seguir orientações vindas de fora de mim mesmo?
  • Como convivo com isso no meu dia-a-dia?
  • O que senti quando fui liberado para consertar o que errei?
  • O que o erro representa para mim?
  • Como convivo com as coisas simples?
  • Em que o desenho se parece comigo, com a minha forma de ser?
  • Na minha vida tem muitos labirintos? Tem muitos espaços inacessíveis? É uma vida clara, alegre, aberta para acolher o outro?
  • Como lido com a minha vida?
  • Tenho facilidade para me deixar conduzir pelo fluxo da vida, não apressando o rio?

São questionamentos que a pessoa vai fazendo e respondendo a si mesma, sem externar para os outros, se assim o quiser. Inclusive os próprios desenhos, que são utilizados como pretextos para ter acesso ao lado direito do cérebro, não precisam ser mostrados a ninguém.  É um momento íntimo, pessoal, onde nos damos o direito de ser o que somos, com erros e acertos, sem censuras nem justificativas, arriscando a exploração de um campo novo e cheio de surpresas.  É um caminho para o autodescobrimento.
Nesse exercício vemos alunos realizando trabalhos quase perfeitos num prazo de uma aula, e passando duas a três aulas para corrigir o que foi feito!  Outros, se negam a consertar, dizendo:  “minha vida é assim mesmo, cheia de traços tortuosos, não quero corrigi-los.”  Alguns mostram-se confusos com a simplicidade da proposta, tão acostumados estão com a complexidade dos desafios que enfrentam diariamente.  E refazem o exercício várias vezes, até conseguirem atender a contento a orientação dada...
Estando pronto o trabalho, a alegria é estampada no rosto diante da composição inesperada.  Às vezes colocam no quadro, emoldurando-a, sentindo-se artistas.
Dessa composição, estimulamos a criatividade sugerindo a infinidade de novos trabalhos que poderão surgir a partir de pequenos detalhes ampliados e explorados com os mais diversos materiais e para as mais variadas finalidades:  mural, divisória, painel, quadros a óleo, colagens, objetos tridimensionais, etc. No exercício para desenvolver o poder mental, vemos aqueles que estão acostumados à meditação, à busca do crescimento espiritual, se entregarem à tarefa com determinação, conseguindo colocar no papel o que visualizou e dando um colorido forte, rico em contrastes, prosseguindo em casa com as variações desse mesmo trabalho.  Já os que não se preocupam muito com estas questões sentem mais dificuldade e precisam de um maior assessoramento.
Trabalhando com a criatividade, aproveitamos o desenho de observação para uma nova composição, onde o objeto do desenho é dissolvido, passando a ser parte do processo criativo, misturando-se com o todo.  Tiramos parte desse trabalho, ou detalhes para novas criações, como se fosse uma cornucópia de onde saem sempre novas idéias.
Com esse exercício chamamos a atenção para o trabalho em equipe.  A importância de cada componente para que o grupo ou a empresa sobressaia.  Quando destacamos alguém da equipe, por mais insignificante que seja, poderemos estimulá-lo e ver surgir um rico potencial de grande utilidade e beleza.  Quando valorizamos um pequeno grupo da equipe, o rendimento também pode ser bem melhor.  Também ressaltamos a importância de respeitar os limites, os espaços.
Num estágio mais adiantado trabalhamos com o desbloqueio dos vícios de observação e a flexibilidade mental.
Nas tarefas recebidas, o aluno vai  esquecer o nome dado às coisas e procurar ver o real, sem simbolismo algum, exatamente o que está à sua frente. Por vivermos distanciados do real, do verdadeiro, sofremos tanto!  Imaginamos tantas coisas diante de um fato, de um gesto, de um acontecimento, quando o significado real era outro, completamente diferente do imaginado!
Neste trabalho, é solicitado a ver as situações por diversos ângulos: por dentro, por fora, comparando tamanhos, aberturas, distâncias...  Saindo da parte para o todo e vice-versa, de forma constante, num estado de relaxamento atento, esquecido do tempo e das preocupações que tinha nos momentos que antecederam a aula.  É sugerido que leve a experiência para o dia-a-dia, procurando descobrir sempre novas soluções para os problemas e desafios da vida, evitando não cristalizar idéias e pontos de vista.
Estimulamos a observação atenta do companheiro que trilha conosco o mesmo caminho na vida, flexibilizando a mente para olhá-lo sem os conceitos e preconceitos que enraizamos em nós mesmos ao longo da convivência. Por mais tempo que tenhamos de convivência, não conhecemos ninguém o suficiente, pois todos nós estamos em processo contínuo de mudança.  E cada pessoa é sempre uma incógnita que nos surpreende.
Utilizamos nesse exercício a figura humana em desenhos realizados com traços, a lápis ou bico de pena.
No decorrer do curso algumas pessoas saem e dão um tempo.  Depois voltam e me dizem que determinado trabalho mexeu tanto com elas que resolveram fazer terapia ou se trabalharem melhor em determinado aspecto que não tinham dado a devida importância antes.
Outras, com um pequeno estímulo, descobrem o potencial artístico que têm e se lançam no mundo das artes, criando e pintando quadros que são levados à exposição até em outro estado do Brasil.  Uma dessas alunas, fez apenas um mês de aula e passou a pintar quadros, viajando em seguida por vários países, descobrindo coisas novas,  deixando dois painéis seus num restaurante da Nova Zelândia.
Vemos crianças conseguindo concentrar-se em casa para fazer os seus deveres estudantis, adolescentes encontrando mais facilidade na aprendizagem das matérias escolares, adultos escrevendo melhor, compreendendo a comunicação não-verbal, lendo mais e conseguindo um maior relaxamento diante das tensões diárias.  Idosos empregando o seu tempo na aquisição de maiores conhecimentos, na realização de antigos sonhos, na descoberta de suas potencialidades.
A música, o silêncio interior e exterior, os exercícios de desenho, de criatividade, as mandalas e, em algumas ocasiões, a videoterapia, têm sido fortes aliados na conquista dessa riqueza íntima que possuímos e não sabíamos ser possuidores.
Com os avanços das pesquisas sobre o cérebro, acrescentamos novas abordagens a este curso, visando o uso de todo o potencial do cérebro, procurando equilibrar o hemisfério esquerdo com o hemisfério direito. Passou então a ser chamado Criatividade e Cérebro, para aulas em grupo e Em busca da harmonia, para ser mais feliz, para o atendimento individual.
Atualmente, encontram-se à disposição de quantos queiram estar preparados para o novo milênio, os mais diferentes recursos de crescimento interior, divulgados pelos mais diversos meios,  através de profissionais interessados na formação de uma nova sociedade.  É só buscar...
Os desenhos enviados são de pessoas sem nenhuma experiência nessa área, que tinham dificuldade de concentração, memorização e criatividade
Bibliografia:
Desenhando com o lado direito do cérebro – Betty Edwards - Ediouro
Aprendizagem e criatividade emocional – Elson A. Teixeira  –  Makron Books
Cérebro esquerdo, cérebro direito -  Springer e Deutsch – Summus Editorial
Alquimia da Mente – Hermínio C. Miranda – Publicações Lachâtre
Viver Holístico – Patrick Pietroni – Summus Editorial
Revista Planeta, nº 201 – junho 1989
Revista Globo Ciência, ano 4, nº 39
Revista Nova Escola – Setembro 1997

Autora

Celeste Carneiro é orientadora do curso Criatividade e Cérebro, Facilitando a Aprendizagem, Mandalas Terapêuticas, e outros que visam estimular os hemisférios cerebrais.
É artista plástica, educadora e terapeuta.  E-mail:  cel5@terra.com.br



FONTE: http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/criatividade2.html 
 

17 de mar. de 2012

Habilidades Visuales y Terapia Visual.

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… algo más que aprender.
Las habilidades visuales nos proporcionan la capacidad de ver nítidamente y sin una fatiga ocular que disminuya el rendimiento en nuestras actividades cotidianas.

El sistema visual necesita unas destrezas que permitan al niño una visión nítida, confortable y eficaz a cualquier distancia y durante largos periodos de tiempo.

Si estas destrezas no se desarrollan adecuadamente o son nulas para coordinar la visión con otros sentidos, se manifestaran problemas visuales.

Según diversos estudios se calcula que aproximadamente un tercio de los casos de fracaso escolar se deben a anomalías en el desarrollo de habilidades visuales.

Incluso un niño que tiene un 100% de agudeza visual, es decir que en la consulta puede ver hasta las letras mas pequeñas en el examen en el consultorio, no necesariamente tendrá un adecuado rendimiento escolar si otras de sus habilidades visuales se encuentran alteradas.
LAS HABILIDADES RELACIONADAS CON LA CALIDAD DE VISIÓN SON
AGUDEZA VISUAL
La Agudeza visual se define como la capacidad de discriminar y reconocer letras o símbolos a cierta distancia.

Se evalúa tanto en visión de lejos como de cerca, mediante una pantalla con letras o símbolos de diferentes medidas.

La habilidad de reconocer las imagenes depende de diversos factores: defecto refractivo, configuración de los símbolos, contraste, iluminación, entre otros.

VISIÓN DEL COLOR

La visión del color juega un papel muy importante en la visión humana, por lo tanto, es fundamental la evaluación de la visión cromática a una edad temprana con la finalidad de evitar problemas en el aprendizaje, ya que alrededor del 8% de la población masculina y aproximadamente un 0.4% de la femenina, poseen alguna deficiencia en la visión de los colores.

Así pues, es muy importante una detección precoz, ya que actualmente los sistemas de enseñanza se basan en la utilización del color y cualquier alteración cromática puede impedir al niño un rendimiento normal.

MOTILIDAD OCULAR

Nuestros ojos hacen dos tipos de movimientos, los movimientos de seguimiento y los movimientos sacádicos.

Los movimientos de seguimiento nos dan la capacidad de seguir un objeto en movimiento; estos deben ser suaves y precisos. Los movimientos sacádicos son movimientos cortos y rápidos y son los que se producen al pasar de un punto del espacio a otro lugar: son los movimientos que realizan los ojos al leer (al pasar de una palabra a otra o de una línea a otra). También hacemos estos movimientos cuando pasamos de mirar la pizarra a la libreta o al revés.


Una deficiencia en esta habilidad nos puede ocasionar problemas en la lectura (velocidad lenta, dificultad en la comprensión, saltarse líneas al leer o seguir el texto con el dedo.)

ACOMODACIÓN

Es la capacidad de enfocar y ver con nitidez a diferentes distancias, cambiando rápidamente la mirada de lejos a cerca o al revés, como pueden ser los cambios continuos que se realizan al mirar del pupitre a la pizarra, y la capacidad de mantener una respuesta acomodativa continua, como por ejemplo cuando leemos o estudiamos..

Una deficiencia en esta habilidad nos puede ocasionar cansancio y visión borrosa de cerca.

CONVERGENCIA

Para enfocar nítidamente de cerca, necesitamos acomodar, lo cual implica necesariamente la convergencia de los dos ojos sobre el punto de fijación. Esta convergencia es debida a la acción de los músculos extraoculares los cuales hacen girar los ojos en las distintas direcciones. Por lo tanto, se trata de una acción muscular que consume energía, y puede provocar cansancio si dicha acción se alarga excesivamente.

VISIÓN BINOCULAR

Es la visión conjunta y coordinada de los dos ojos. La función más importante de la visión binocular se conoce como “estereopsis”, la cual nos permite ver en profundidad y en relieve (percepción en tres dimensiones del mundo que nos rodea). Gracias a la estereopsis podemos calcular distancias fácilmente, seguir un objeto en movimiento y desenvolvernos con seguridad cuando conducimos o caminamos por un camino estrecho de montaña.

El Entrenamiento Visual, también llamado Terapia Visual o de la Visión, es una parte del cuidado de la Salud Visual que se ocupa de desarrollar, mejorar e intensificar las habilidades visuales de las personas.

Más allá de las funciones visuales, la Terapia Visual ha demostrado ser un instrumento extraordinariamente efectivo en la ayuda de personas con problemas de distinta índole y sobre todo en aquellos que presentan problemas de aprendizaje relacionados con la visión.

La mayor parte de las dificultades en el aprendizaje de la lectura y la escritura se deben a un pobre desarrollo de las habilidades visuales. Algo que es elemental de recordar es visitar a su profesional de la salud visual una vez por año.

Autores: Dr. José Luis Merino y Dra. Edith Escobar.
Merinopticos Cirugía Láser. México.
Fuente: http://merinodr.wordpress.com
http://www.baja-vision.org/bMarzo12/articulo.asp?id=115
http://prevenirlaceguera.blogspot.com.br/2012/03/algo-mas-para-aprender-sobre.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+blogspot/bjXp+%28PREVENIR+LA+CEGUERA%29
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5 de nov. de 2011

DESENVOLVIMENTO OCULAR


Ocular development
Nélson Luís De-Maria-Moreira
Diplomado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Teresópolis, Fundação Educacional Serra dos Órgãos. Columnista médico experto de la Sociedad Iberoamericana de Información Científica (SIIC). Ex-médico residente em Oftalmologia do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense. Oftalmologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, DF.

Daniela Silva de Amorim
Diplomada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Teresópolis, Fundação Educacional Serra dos Órgãos. Médica residente em Pediatria do Hospital Universitário de Brasília, Universidade Federal de Brasília, DF.

Daniella De-Maria-Moreira
Diplomada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Especialista em Oftalmologia pela Santa Casa de Belo Horizonte.

Renato Luiz N. Curi
Professor titular da Disciplina de Oftalmologia da Universidade Federal Fluminense. Doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Livre-docente de Oftalmologia da Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO). Livre-docente de Oftalmologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ex-presidente do Centro Brasileiro de Estrabismo.

Resumo
O conhecimento do desenvolvimento da visão é fundamental ao clínico/pediatra. Os aspectos da maturação visual devem ser considerados, não só para orientação, mas também para a prevenção e tratamento de perdas visuais.

O desenvolvimento de cada porção ocular se dá individualmente, em prazos variáveis, constituindo, assim, possibilidades visuais, muitas vezes, bastante abaixo do que se poderia esperar pelo aspecto externo do olho. A observação isolada de cada parte principal da maturação ocular pode facilitar a compreensão e a orientação semiológica para determinada idade e capacidade funcional da criança(1).

Diâmetro do globo ocular e seu comprimento axial

O segmento anterior do olho ao nascimento tem 75% a 80% do tamanho do olho adulto, o que lhe dá um aspecto quase normal no entanto, o segmento posterior tem menos da metade do tamanho do adulto, fato inclusive ligado a um pequeno desenvolvimento da retina, com conseqüente baixa visual funcional. O volume praticamente dobra durante a evolução. O comprimento axial do olho do recém-nato é, em média, de 16 mm e o adulto de 23 mm este crescimento é rápido, sendo a média aos 18 meses de 20,3 mm, o que já fala a favor de um olho com desenvolvimento compatível com uma boa visão, na dependência da evolução de outras áreas oculares. A partir desta fase do crescimento mais duas são descritas, a fase infantil, dos dois aos cinco anos, quando o olho cresce mais 1,1 mm em média e já atinge 90% do tamanho do olho adulto e a fase juvenil, que vai dos 5 aos 13 anos, quando aumenta mais 1,3 mm, atingindo a média dos adultos. O sexo masculino apresenta 0,3 mm a mais que o feminino em todas as fases do desenvolvimento(1).

Diâmetro corneano

O diâmetro horizontal da córnea no recém-nascido é, em média, de 9,8 mm, com diâmetro vertical um pouco maior, porém com 85% a 90% do tamanho do adulto, chegando a este nível com um ano, de modo que alterações de diâmetro somente são observadas com grandes desproporções, o que muitas das vezes mascara quadros importantes.

Por outro lado, a curvatura da córnea tem uma evolução bastante acentuada, passando de seu raio de 6,6 mm (K de 53 dioptrias) ao nascimento a 7,8 mm (K de 44 dioptrias) no primeiro ano. Este fato compatibiliza um pequeno tamanho ocular com uma acuidade visual satisfatória para a idade (na dependência da evolução de outros segmentos), não havendo relação entre medidas axiais e hipermetropias altas(1).

Pressão intra-ocular

A média da pressão intra-ocular no recém-nato está em torno de oito a dez milímetros de mercúrio, sendo um dado isolado na pesquisa de glaucoma congênito ou juvenil. A flacidez da esclera na baixa idade pode mascarar a medida da pressão, sendo que no glaucoma congênito a hipertensão intra-ocular distende a esclera, aumentando o tamanho do olho (buftalmo)(1).

Maturação retiniana

Quanto ao sistema vascular retiniano, é importante citar que seu início de aparecimento se dá por volta das 12 semanas de gestação, de modo centrífugo, a partir do nervo óptico. O crescimento diferenciado nasal e temporal mostra que aos oito meses de gestação a retina periférica nasal está vascularizada, enquanto a temporal só terá plena vascularização algumas semanas após o nascimento. Quanto à celularidade da retina, a densidade de cones é bastante baixa, às vezes com a metade do número do adulto. Deste modo, inicialmente a mácula é maldesenvolvida do ponto de vista do número de cones, bem como, por essa causa, o aprofundamento da fovéola se dá entre seis e oito meses. A integridade da retina, do ponto de vista histofisiológico, pode ocorrer até os quatro anos de idade, o que pode limitar a acuidade da criança comparada com a do adulto. Importa, na evolução, a mielinização do nervo óptico que termina entre os sete meses e os dois anos de vida(1).

Musculatura extra-ocular

A distância do limbo às inserções musculares esclerais (espiral de Tillaux) está diminuída no recém-nascido. Apesar disso, devido ao tamanho do olho também, estão bem próximo do equador, o que torna imprevisível a atuação muscular em algumas situações e, principalmente, o resultado cirúrgico em músculos de criança de baixa idade. Devido ao desenvolvimento ocular é bastante comum a presença de um desvio ocular para fora (exodesvio) ao nascimento, corrigido nas duas semanas seguintes(1).
Íris

Os reflexos pupilares já estão presentes ao nascimento e suas presenças são básicas na perspectiva de uma boa acuidade visual, bem como da evolução da via óptica anterior. A pigmentação depende do número de melanócitos no estroma, fatores vasculares e teciduais, que determinam a cor definitiva dos olhos até os seis meses(1).

Vícios de refração

Os recém-nascidos a termo tendem a apresentar na decorrência do comprimento axial pequeno, apesar da grande curvatura da córnea, uma hipermetropia ou miopia de pequena monta, na média de 0,62 dioptrias (D) ± 2,24 D. Estudos demonstraram que 75% dos recém-nascidos a termo apresentam hipermetropia de + 1,00 a + 12,00 D, sendo em 50% acima de + 3,00 D, que se mostra presente em 75% dos pacientes, sendo o restante míope de - 1,00 a - 12,00 D. Com relação à miopia, fatores genéticos têm grande influência no seu aparecimento e evolução, bem como a prematuridade, principalmente se ocorrer retinopatia, devido a um aumento do poder refrativo do cristalino, por causa ainda desconhecida.

Estudos extensos demonstraram que a hipermetropia aumenta até os sete anos de idade após ocorre uma miopisação lenta, até o início da vida adulta, diminuindo a hipermetropia no máximo 2,00 D, devido ao crescimento axial do olho, já após a estabilização da curvatura da córnea. No míope o crescimento é mais prolongado, atingindo a idade adulta, com média de 0,55 D/ano, o que torna possível prever a evolução, principalmente nas altas miopias. Ao lado disso, fatores como uso prolongado da visão de perto ou no escuro parecem levar ao aumento da miopia, o que tem sido tratado com o uso prolongado de atropina em colírio e lentes para perto em jovens que apresentem miopia de pequeno grau(1).

O astigmatismo se apresenta associado em aproximadamente 71% das crianças como “contra-regra”, em 21% “a favor da regra” e 8% oblíquos, sendo de graus pequenos na maioria, esta situação se inverte até os quatro anos, sendo que, apesar de raros, os astigmatismos de grande valor não alteram seu valor com o crescimento. O uso de lentes corretoras deve ser considerado, de acordo com o grau do vício de refração e o quadro clínico apresentado, apesar da baixa idade(1).

Desenvolvimento da visão

Concomitantemente com o desenvolvimento do aparelho visual, alguns aspectos da maturação visual devem ser considerados, não só para orientação quanto ao nível de acuidade visual de uma criança, mas também levando à prevenção de perdas visuais que são freqüentemente possíveis. No Quadro 1 estão alguns parâmetros da visão e a idade da criança no momento de seu início de função(2).






Alguns fatos citados devem ser comentados. A acuidade visual na criança de baixa idade quando comparada a do adulto cria polêmicas baseadas na variabilidade de respostas em testes basicamente de laboratório, sem considerar qualquer nível de conhecimento ou mesmo de utilização da função, que leva a maior estimulação e interpretação dos fatos. Assim, seja qual for o teste utilizado, a acuidade visual do recém-nascido é de 20/400, atingindo níveis de evolução, a partir daí, díspares em cada teste. Até os quatro meses de idade as medidas das acuidades visuais pelo NOC e PL atingem 20/200, enquanto que através do PEV é de 20/60. Com um ano a medida com o PEV já é igual a do adulto já com o PL e o NOC isso ocorrerá aos 18 meses. A acuidade visual pelo método de Snellen é que se define mais tarde, pois é dependente de interpretação(2).

Estas respostas podem estar ligadas à evolução de fatores relacionados ao crescimento das áreas visuais cerebrais e liberação de suas sinapses dependentes da estimulação continuada da visão como um todo. Desde os estudos iniciais de Hubel e Wiesel ficou demonstrado que, durante certo período do crescimento, dito período crítico, estímulos visuais adequados provocam crescimento do número de células corticais visuais relacionadas ao olho estimulado. O uso correto da visão binocular leva a uma evolução cortical celular simétrica quando cada um dos olhos tem condições de obter acuidade visual igual e proporcional em nível de magnitude das áreas visuais consideradas. Nestas fases de desenvolvimento obstruções ao estímulo visual ou estímulos inadequados podem levar à parada ou regressão da capacidade visual pela estagnação do crescimento cortical relacionado a um ou ambos os olhos, dita ambliopia. Este período, dito crítico, do desenvolvimento visual termina aos dez anos de idade aproximadamente após alterações instaladas não podem ser mais, na maioria das vezes, recuperadas(2).






Bibliografia


1. Sprague Eutis, H. Postnatal Development. In: Whnight, K. Pediatric Ophthalmology and Strabismus. Mosly St Louis, MO. Chap 02, p 45-63, 1995.
2. Greenwald, MJ. Desenvolvimento Visual no Lactente e na Infância. In: Nelson, LB. Simpósio sobre Oftalmologia Pediátrica. Clínicas Pediátricas da América do Norte. Interamericana. Vol.06, p1053-70, 1983.

Endereço para correspondência: Nélson Luís De-Maria-Moreira - SQSW, 101 - Apto 206 - Bloco H – Sudoeste - CEP 70670-108 - Brasília - DF. E-mail: demariamoreira@yahoo.com.br

© Copyright Moreira Jr. Editora.
Todos os direitos reservados.

Indexado na Lilacs Virtual sob nº: S0031-39202008000400005

Unitermos: desenvolvimento visual, olhos.

Unterms: visual development, eyes.

Numeração de páginas na revista impressa: 95 à 99

21 de fev. de 2010

PERCEPÇÃO VISUAL

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PERCEPÇÃO LUMINOSA
Trabalhando no escuro

Trabalhando o Movimento Pupilar

Descobrindo o movimento


TRABALHANDO A MEMÓRIA VISUAL

Diferenciando tamanhos através do círculo

Inserindo as formas geométricas

“É por meio da visão que a criança estabelece suas primeiras relações com o meio e percebe formas, tamanho, distância, posição e localização de objetos”. (MACHADO, 2003: 23)


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30 de jan. de 2010

INTERPRETAÇÃO COM BASE NA MEMÓRIA VISUAL

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De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.


Lendo estas palavras desordenadas, o hemisfério esquerdo interpreta as letras e se lê propriamente dita, mas o hemisfério direito reconhece as palavras como um todo, como uma imagem, assim evita que a confusão nas letras dificulte a leitura.
As crianças apreendem a palavra escrita como um todo, bem como entender a palavra falada, independentemente de quantas letras ou quantos sons são combinados para pronunciá-la. Porque o tempo em que a criança aprende a falar é o tempo para aprender a ler.

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A visão é a habilidade de poder processar e entender informações visuais. Esta inclui a visão dos olhos, movimento dos olhos , binocularidade, focalização, percepção de profundidade, visão de cores, visão periférica e a percepção e processamento visual, e a habilidade de integrar toda esta informação com todos os nossos sentidos.
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23 de jan. de 2010

OBSERVAÇÃO PUPILAR



1. Normais – Isocoria (= igualdade das pupilas)
2. Dilatadas – Midriáse
3. Contraídas – Miose
4. Assimétricas – Anisocoria

FONTE: http://mini-manual-tas.blogspot.com/2008/11/observao-pupilar.html
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22 de jan. de 2010

O DESEMPENHO VISUAL

A Interação do sistema visuo-Óculo-motor





- A acuidade visual, A.V., pe uma medida da resolução visual, ou seja, da capacidade de discriminar detalhes. Na maior parte das vezes a acuidade visual refere-se à "acuidade de reconhecimento", uma função visual mais complexa.

- Sensibilidade ao contraste é a capacidade de detectar diferenças de brilho (luminância) entre duas superfícies adjacentes.

- O Campo Visual refere-se a uma área/espaço específico percebido pelos dois olhos.

- Adaptação no escuro nos capacita a ver em baixa luminosidade, fornecendo a "visão noturna".

- Adaptação à luz faz com que nossos olhos se acostumem à luz brilhante, evitando o deslumbramento.

- Visão de cores refere-se à capacidade de perceber e distinguir entre diferentes tonalidades de cor.

- Visão binocular resulta da coordenação simultânea das imagens percebidas dos dois olhos, levando à percepção de profundidade.

- "Percepção visual" é usada tanto para especificamente percepção visual de extensão, direção e orientação espaciais, de forma, de textura e de movimento, como para a habilidade perceptual visual total.

- As "funções óculo-motoras" desenvolvem-se simultaneamente e conjuntamente com as várias funções visuais; por exemplo, focalizar e acompanhar objetos.

FONTE: LINDSTEDT, Eva. Abordagem Clínica de Crianças com Baixa Visão. p.48-49, in VEITAMAN, Silvia. Visão subnormal - Rio de Janeiro: Cultura Médica. São Paulo: CBO: CIBA Vision, 2000. 192p. - (Manuais básicos / CBO : 17). 1. Distúrbios da Visão. Titulo I.
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24 de mai. de 2009

CAPACIDADES/FUNÇÕES PERCEPTIVO-VISUAIS


A estimulação perceptivo-visual é um instrumento fundamental para o desenvolvimento das capacidades perceptivo-visuais de todo ser humano e, principalmente às crianças portadoras de baixa-visão. Tal estimulação corresponde a um conjunto de situações pedagógicas que visam à aquisição de habilidades e melhoria das capacidades perceptivo-visuais.
A aplicação das técnicas de estimulação visual varia de acordo com as possibilidades visuais apresentadas pela criança, ou seja, dependentes das capacidades/funções perceptivo-visuais pré-existentes, bem como, das que se pretendem trabalhar. São estas:
PERCEPÇÃO VISUAL: Capacidade de interpretar o que é visto (desde a percepção da luz acesa da lanterna). É o processo pelo qual as informações recebidas pelo olho são transmitidas ao cérebro onde ocorre relacionamento com as experiências passadas. Tal habilidade requer maturação, ou seja, fatores neuromotores* e psicológicos, e experiência.
Ex: perceber (a existência, mudança, movimento, etc.) mesmo sem identificar e/ou interpretar especificidades.
EFICIÊNCIA VISUAL: Domínio do mecanismo ótico – envolve velocidade e capacidade de filtração. Tal habilidade é dependente do uso máximo de visão residual.
EXPERIÊNCIA VISUAL: Compreende: acuidade visual, reconhecimento e arquivamento da imagem, associação com experiências passadas e símbolo, e formação de conceitos.
Ex: a utilização da condição visual para sua vida, como, utilizá-la para se locomover, encontrar objetos de interesse, identificar tamanhos, formas, cores, larguras... visualmente, etc. Enfim, realizar atividades visuais significativas assimilando o experimento, bem como, realizando o registro em sua memória para uso indeterminado.
PERCEPÇÃO DE LUZ: Capacidade de indicar diferença entre claro e escuro (luminosidade), mesmo sem identificar de onde vem esta luz.
PROJEÇÃO DE LUZ: Capacidade de indicar a origem do foco da luz. (neste caso, observam-se também diferenças na focalização da luz em distâncias variadas, ou seja, a aquisição requer projeção de luz a maior distância, compara a análise anterior).
FIXAÇÃO: Refere-se ao ato de focar os olhos sobre um objeto ou estímulo visual sobre o papel. Neste caso também é possível identificar a distância melhor para focalização, e, mediante esta realizar um melhor trabalho na aquisição das habilidades.
OCLUSÃO VISUAL: Capacidade de perceber uma figura completa quando somente uma porção é visível.
PISTA VISUAL: Qualquer tipo de informação visual usada por uma pessoa para orienta-se e mover-se no espaço, além de desempenhar qualquer tarefa ou função, ou localizar um lugar ou objeto desejado.
SÍMBOLOS: Termo usado para se referir a letras e palavras que apareçam isoladamente (ou com outras), e, que podem ou não, estar associadas com objetos concretos ou gravuras.
VISÃO BINOCULAR: Uso simultâneo de ambos os olhos na focalização de um mesmo objeto e fundir as duas imagens para uma interpretação correta.
CAMPO VISUAL: Toda a área do espaço físico visível quando o corpo, a cabeça e os olhos estão imóveis, frente ao estímulo observado.
SEGUIMENTO VISUAL: Seguir com os olhos (visualmente) objetos em movimento (de cima para baixo, vice-versa, de um lado para o outro, na diagonal, etc.).
ACOMODAÇÃO: São ajustes que o olho realiza para ver a diferentes distâncias, executado pela mudança de forma do cristalino através da ação do músculo ciliar na focalização de uma imagem clara na retina.
ACUIDADE VISUAL: Refere-se a uma medida da capacidade de distinguir claramente os mínimos detalhes.
FUNCIONAMENTO VISUAL: Significa interpretar e compreender significativamente o que se vê.
FIGURAS: Refere-se aos contornos de objetos e formas geométricas e lineares com ou sem detalhes.
ATENÇÃO VISUAL: Olhar prolongadamente objetos ou figuras. As crianças com déficits corticais apresentam maior dificuldade para aquisição desta habilidade.
BRILHO (OFUSCAMENTO): Qualidade de brilho relativo da luz que cause desconforto no olho ou que interfere com a visibilidade e desempenho visual.
CONTRASTE: A diferença relativa entre o claro e escuro nas coisas (objetos) observadas.
PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE: A capacidade para perceber a distância relativa de objetos e sua relação espacial com outros.
DIFERENCIAÇÃO DE FIGURA-FUNDO: Capacidade para perceber a distância relativa de objetos e sua relação espacial com outros.
DIFERENCIAÇÃO DE FIGURA-FUNDO: Capacidade para discriminar objetos visíveis, separando-os do fundo.
VISÃO PERIFÉRICA: Percepção de objetos, movimento, ou cor, fora da linha central da visão.
FOTOFOBIA: Anormalidade sensitiva, desconforto pela luz.
MAGNIFICAÇÃO: Um aumento no tamanho de um objeto ou símbolo percebido.
NISTAGMO: Movimento involuntário do globo ocular sintomático de disfunção neurológica. Pode ser vertical, lateral, rotatório ou misto, e intermitente.
INFORMAÇÃO VISUAL: Conhecimento do ambiente e das coisas adquirido através do sentido visual.
VISÃO RESIDUAL: Qualquer visão remanescente útil presente ou que possa ser desenvolvida apesar de imperfeição severa em qualquer das estruturas ou tecidos dos olhos, ou em alguma parte do sistema visual.
SISTEMA VISUAL: Todas as partes componentes do olho, nervo óptico, cérebro e associação de estágios que influenciam olhar e ver.
EXPLORAÇÃO VISUAL: Cuidado inspeção de objetos visíveis ou de ambiente circundante. Geralmente as crianças de baixa visão necessitam tocar e manipular o objeto, pois, carecem de visualizá-los em diferentes níveis e posições para uma melhor visualização e exploração visuais.
Estas capacidades/funções perceptivo-visuais somente podem ser desenvolvidas mediante análise e utilização de modificações nas condições ambientais:
1. Controle da iluminação: aumentando-se a iluminação ambiental com focos luminosos para objetos, folhas de trabalho, textos, etc...
2. Transmissão da luz: com auxílio de lentes absortivas e filtros que diminuem o ofuscamento e aumentam o contraste.
3. Controle de reflexão, com tiposcópios, visores, oclusores laterais e lentes polarizadas.
4. Acessórios: caneta de ponta porosa preta, lápis de escrever 6B, papel com pautas pretas, figuras sem muitos detalhes e com traçado escurecido e nítido (pré-escolar), suporte para leitura e partituras musicais.
5. Aumento de contraste: usando-se cores bem contrastantes (preto/branco, preto/amarelo, branco/vermelho, etc.) em materiais como: folhas de papel em geral, canetas porosas, quadro branco/caneta preta, quadro-de-giz (preto)/giz branco, cores escuras em fundo brilhoso (papel laminado) e/ou vice-versa.
6. Ampliação: desenhos, figuras, exercícios, livros, jogos, etc.
Assim, com as adaptações ambientais necessárias é possível realizar um trabalho promissor durante os atendimentos de estimulação visual, concomitante, a utilização de seu resíduo visual para maturação da capacidade visual em seu ambiente (casa, escola, ou qualquer lugar onde possa ser realizada adaptação e que seja do convívio da criança).

* (VER “A Reação Pupilar e sua Importância)
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT