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6 de jun. de 2012

ESSA EXPERIÊNCIA MERECE SER DIVULGADA... CONCORDAM COMIGO?

Na simplicidade também se ensina


Coloco alguns livros velhos sob a mesa do João Vítor para torná-la mais próxima dele, então pode ver melhor.


Aluno João Vítor digitando no notebook, em sala de aula.


Aluno João Vítor, tentando ler e traçar - família do "l".
Colei uma cartolina em sua mesa e dei-lhe um pincel para escrever.

Como tenho alunos com baixa visão e a nossa Escola ainda não está totalmente adaptada, procuro formas para atendê-los, cada dia invento uma e graças à Deus tem dado certo!
Contribuir com a construção do conhecimento de meus alunos é a minha prioridade!

FONTE: http://sandelcris.blogspot.com.br/2011/04/na-simplicidade-tambem-se-ensina.html

A delicadeza entre querer e poder brincar - cuidados especiais nas brincadeiras de crianças com diminuição da visão em consequência a algum dano cerebral - parte II


De modo geral o que precisamos priorizar em um programa de intervenção :
-dar preferência por brinquedos com padrão de alto contraste e de cores vibrantes. Evidenciar o contorno dos objetos e imagens e enfatizar os detalhes para a construção da imagem mental. Tudo isso para potencializar a integração da informação visual durante as atividades cotidianas como brincar, hora do banho, hora de comer, pois além dos brinquedos, os utensílios de alimentação, higiene e vestuário devem ser cuidadosamente adaptados do ponto de vista visual.
Integrar a função visual em todas as atividades cotidianas incentiva a formação de novas redes neurais para a aprendizagem funcional e significativa

Muitos brinquedos podem ser confeccionados com materiais recicláveis. Com um pouco de imaginação, conhecimento e criatividade podemos fazer brinquedos interessantes de se ver.
-adequar iluminação do ambiente e objetos. Muitas vezes para manter a atenção a criança precisa brincar com iluminação reduzida ou um foco luminoso dirigido ao brinquedo, como por exemplo, iluminar o rosto da mãe para fazer brincadeiras face a face.
-manuseio* – esse é um termo comum para quem lida com pessoas com alteração da postura e movimento. O terapeuta especializado tem o domínio do manuseio e posturas, e fará vivências com a família dando dicas práticas para as atividades cotidianas. Além disso, quando tocamos alguém estamos interferindo de algum modo na sua ação e percepção. São trocas contínuas de temperatura, pressão, memória, humor, afetos. Por isso o nosso cuidado deve ser redobrado em crianças com baixa visão e disfunção neuromotora. É um diálogo, no mínimo, corporal. É importante para criança saber que vai ser tocada, o terapeuta perceber a permissão da criança, além de avaliar se existe algum distúrbio de modulação sensorial para a terapia não se transformar em momentos de tensão.
Dar oportunidades para descobertas diárias priorizando vivências com o tempo necessário. A exploração para aprender vem com a repetição natural e espontânea no brincar com significado.  “Treinos para estimulação visual” sem significado não são importantes. Por isso que o terapeuta e a família precisam descobrir junto com a criança situações contextuais para ela aprender a usar a visão residual brincando.
No brincar da criança com baixa visão de origem central o que mais chama atenção é o cuidado que devemos ter do momento mágico entre o querer e o poder. Precisamos refinar a nossa percepção para encontrar o momento e o jeito mais propício de favorecer um caminho de aprendizagem em constante descoberta e prazer. A intervenção do terapeuta ocupacional é buscar dar sentido as ocupações da criança e que estas sejam sustentáveis no sentir, movimentar, interagir, descobrir, repetir e aprender.
Que os ambientes, os objetos, as pessoas, e o próprio corpo sejam convidativos para ver e interagir.



FONTE: http://terapiaocupacional-bethprado.blogspot.com.br/search/label/baixa%20vis%C3%A3o

A arte pode ser feita por todos?


Um tema que penso sempre no meu trabalho de terapeuta ocupacional é de quanto a  arte pode influenciar o modo como fazemos o nosso cotidiano, nas simples atitudes. Quantas vezes prestamos atenção em como podemos criar uma estética própria?  E de como os processos do homem, digo político, afetivo, biológico são interdependentes para formar uma história. Não é assim também que se produz cultura?
Por exemplo, quem recicla o lixo diariamente? O que faz com ele? Dá para reutilizar aquele objeto e dar uma nova função? Dá para fazer um retoque criativo e dar de presente para um amigo? E  virar um brinquedo? Aquela caixa que veio um presente não pode ser incrementada e servir para guardar "badulaques" ao invés de ter que comprar outra caixa? Além de dar uma função também pode ser uma oportunidade para exercitar a criatividade.

Nem vou comentar sobre os benefícios que traz ao planeta quanto a reutilização de materiais, que é sabido por todos. Por enquanto quero me referir aos benefícios do exercício de atitudes criativas e lúdicas, e por que não dizer políticas no nosso dia-a-dia. Vamos começar a olhar para materiais que iriam direto para o lixo e pensarmos se realmente não podem ser reutilizados.  
 
Brinquedo feito de embalagem de ovo de Páscoa com sementes


Brinquedo luminoso para criança com baixa visão. Reaproveitamento de vaso de planta pintado.
 Marcel Duchamp, um grande artista visionário do século passado, questionou os limites da arte levando objetos do cotidiano à categoria de obras de arte. Os “ready-made” serviam para contestar a forma de produção artística instalada na época, mas eles só foram possíveis por meio do olhar multidimensional do criador. Sem ter o objetivo de reciclar o lixo Duchamp reciclou as mentes das pessoas que entenderam o significado de suas obras e que a partir daí a história da arte tomou outro rumo.

Marcel Duchamp by Man Ray
Por que não podemos criar uma rotina de parar por instantes para brincar de reinventar coisas? Assim criamos oportunidades de reinventar mentes...reinventar modos de vida.
FONTE:  http://terapiaocupacional-bethprado.blogspot.com.br/search/label/baixa%20vis%C3%A3o

4 de jun. de 2012

ENCONTRANDO O SEU PONTO CEGO...

Eu sempre realizo essa atividade em minhas palestras e cursos...
Esta é uma forma de você experienciar e encontrar na prática o ponto cego.
É isso mesmo... os olhos humanos possuem um ponto cego. E, esta falha, não é perceptível porque o nosso cérebro corrige automaticamente.
Com esta atividade você poderá encontrar o ponto cego de sua visão. Basta seguir as instruções abaixo.


Em uma folha de papel escreva uma cruz e um ponto. A distância entre dois seria mais ou menos a distância entre os seus olhos. Veja o modelo abaixo:



Com a mão esquerda, cubra o olho esquerdo. E, com a mão direita, coloque a folha diante de seus olhos, na distância de um braço esticado. Com o olho destampado (o olho direito), fixe o seu olhar para a cruz. Aos poucos vá aproximando o papel do seus olhos a mais ou menos um palmo de distância... bem devagar. Ainda com o olhar fixo na cruz, irá perceber que, a uma determinada distância, o ponto preto ira desaparecer. Eis ai o seu ponto cego.


Espero que gostem!!!!

BOAS MANEIRAS A MESA - GUIA PARA CEGOS

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/dieta-nunca-mais/files/2012/03/prato-vermelho-talheres.jpg
Lloyd C. Widerberg & Ruth Kaarlela
Institute of Blind Rehabilitation
Western Michigan University
A Western Michigan University é uma das duas universidades que têm programas de formação de pessoas que trabalham na reeducação de adolescentes e adultos cegos. O programa tem a duração de 16 a 24 meses; para ser admitido é preciso um diploma universitário e uma certa experiência de trabalho com adultos cegos. Uma das áreas especificas que os estudantes deste curso de reeducação devem aprender, é o modo de ajudar o cego a adquirir boas maneiras à mesa, de modo a que o seu comportamento seja aceitável para a sociedade. É importante para o cego saber que os seus hábitos à mesa são idênticos aos da sociedade onde vive. Este folheto foi escrito nos Estados Unidos, mas técnicas especiais que nele são descritas, também se aplicam a numerosas culturas. Muitas outras técnicas foram aplicadas noutros países, mas não estão descritas ou publicadas. Esta curta lista de sugestões será útil para os técnicos de reeducação, para as famílias dos cegos e para os próprios cegos.

Jeanne R. Kenmore, Ph.D. -   American Foundation for Overseas Blind, Inc.


Prefácio
Depois de uma olhadela rápida ao título deste folheto, muitas pessoas vão pô-lo de lado pensando que não tem grande interesse ou, pelo menos, não apresentando problemas aos cegos. Nada será menos exacto. Da mesma forma, para numerosas tarefas diárias todos pensam que cada um a partir de outras fontes, adquiriu as técnicas necessárias para desempenhar essas actividades. Ora essas técnicas são adquiridas por imitação, com a ajuda de instruções verbais dadas pelos pais, ou por interesse pessoal. Estes métodos de aprendizagem não têm qualquer valor para o cego, mas como o facto de comer é essencial para o bem estar do cego, ele adquiriu estes métodos de uma ou de outra maneira. No entanto, nunca está certo se os seus métodos são socialmente aceitáveis; as pessoas que se ocupam dele não têm, geralmente, nenhum meio de saber o que é aceitável para um cego e estão pouco dispostas a corrigi-lo; uma falta de confiança nos métodos que utiliza pode conduzir o cego a evitar situações sociais que lhe poderiam ser benéficas, ou conduzi-lo a solicitar alimentos que não requeiram manipulação de utensílios e pratos, restringindo-se, assim, de um dos momentos mais agradáveis da vida. Este folheto não pretende fornecer soluções para todos os problemas que se colocam aos cegos quando comem. Quando muito, poderá servir de guia para os que trabalham com eles neste assunto especifico. Deverá ajudar as famílias e o pessoal de reeducação que estão em contacto directo com os cegos. Sobretudo, é preciso recordar que a aquisição destas técnicas pede uma prática constante com supervisão rigorosa, dado que a acção do instrutor sobre o cego, ajudará a reforçar os métodos e dar-lhe-á confiança quando se encontrar em sociedade.

Donald Blasch: Institute of Blind Rehabilitation - Western Michigan University

Introdução
«Sendo as refeições para o cego um dos momentos mais agradáveis da vida, é muito importante que ele saiba comer correctamente a fim de poder aceitar um convite» - Émile Javal, 1905
Ainda que o facto de se alimentar,  seja para o ser humano, essencial para a sua sobrevivência, comer, como diz Émile Javal, tem igualmente um carácter social. A perda de visão dificulta a facilidade normalmente associada ao acto de se alimentar, impedindo que este seja desempenhado de um modo aceitável para a sociedade. Este manual sugere as técnicas que o cego pode desenvolver para ultrapassar as dificuldades a ter à mesa resultantes da perda de visão. As sugestões são seguidas de métodos especiais que podem ser aplicados durante o desenrolar de uma refeição.

Regras Gerais
1. Estabelecer "pontos de referência" à mesa, quer dizer, um objecto a partir do qual poderá encontrar os outros objectos. Neste caso, trata-se do prato.
2. Manter o contacto com a mesa, tanto quanto possível, a fim de evitar o choque com os objectos colocados sobre ela. Este pode fazer-se passando ao de leve pela superfície da mesa com as costas dos dedos.
3. Durante a refeição será bom inclinar o tronco para a frente de modo que a cara se encontre por cima do prato, no caso de qualquer coisa cair do garfo.
4. Podem reconhecer-se os alimentos pelos seus aromas, pelas sensações de calor ou frio e pela sua resistência quando se cortam.
5. Recordar-se onde estão colocados os talheres.
6. O peso da colher ou do garfo é indicador do peso do alimento que transporta.
7. Pode-se espetar o alimento, quer dizer, enfiar os dentes do garfo na comida e levá-lo à boca. Este método é utilizado para os alimentos sólidos, tais como feijão verde, batatas, etc.; pode-se recolher o alimento na parte côncava do garfo, quer dizer, posicionar o garfo sob o alimento em posição horizontal e em seguida levá-lo à boca. Pode utilizar-se este método para os legumes moles, cozidos, papas, ervilhas, etc..
8. "Fixar" sempre o prato segurando-o com a mão e manter o contacto com o talher.
9. Quando é difícil de apanhar, juntar ou recolher o alimento, utilizar um bocadinho de pão para empurrar ou uma faca.
10. É necessário de vez em quando localizar os alimentos com o garfo, juntando-os no centro do prato.
11. As duas mãos devem servir para manter o contacto e orientar-se.
12. Em caso de necessidade deve perguntar o que é que está no prato ou:
  • Pedir, se necessário, que lhe cortem a carne;
  • Pedir ajuda para localizar os alimentos;
  • Pedir que lhe sirvam o molho. etc.

Para se aproximar da mesa
1. Ponha uma mão nas costas da cadeira.
2. Com a mão livre examinar o feitio e o assento da cadeira para conhecer a forma e para saber se está ocupada ou não.
3. Colocar-se em frente da cadeira de modo que a barriga da perna toque os bordos da mesma, manter o contacto com ela colocando uma mão sobre o assento ou nas costas.
4. Sentar-se à vontade, os pés bem assentes e aproximar-se do bordo da mesa.

Examinar o serviço de mesa
1. Tocar ao de leve na orla da mesa com as costas das mãos e colocar-se bem em frente da mesma.
2. Para localizar o prato pôr as mãos sobre a beira da mesa, os braços flectidos e os dedos curvados e avançar para o centro da mesa até tocar no prato.
3. A partir deste ponto de referência, localizar os talheres por movimentos laterais das mãos, à direita e à esquerda.
4. Tocar ao de leve a parte côncava da colher, a lâmina da faca, os dentes do garfo, para identificar os talheres.
5. Os braços flectidos, os dedos encurvados, seguir o bordo direito do prato, estender o braço e os dedos para localizar a taça ou o copo.
6. Seguir a mesma técnica à esquerda para localizar o cesto do pão.

Localizar os alimentos no prato
1. Utilizar a borda do prato como ponto de referência, aproximar do conteúdo com os dentes do garfo em direcção perpendicular. Tocar com o garfo nos alimentos que se encontram nas posições de 6h, 9h, 12h e 3h, para os identificar pela sua resistência e paladar.
2. Rodar o prato de modo a ter a carne na posição das 6h, particularmente se ela precisar de ser cortada.
3. Rodar o prato de modo que os alimentos mais consistentes (puré de batata por exemplo) se encontre mais longe: Servirão de "tampão" para apanhar os outros alimentos (por exemplo, ervilhas).

Para cortar os alimentos com o garfo
1. Utilizar a borda do prato como ponto de referência, localizar o alimento com as costas do garfo.
2. Segurar o prato com uma mão.
3.  Avaliar um bocado com cerca de 2,5 cm.
4. Utilizar a extremidade inferior do garfo esticando o indicador sobre o cabo para o apoiar, cortar o alimento.
5. Separar a porção cortada do resto do alimento.
6. Uma resistência indica que o corte não é completo ou que a porção é muito grande.
7. Levantar o bocado do alimento, espetando-o com os dentes do garfo.

Para cortar a carne com uma faca
1. Com a faca, localizar o bordo da carne.
2. Com a outra mão colocar o garfo do outro lado da faca, cerca de 2,5 cm para lá da faca.
3. Espetar os dentes do garfo na carne.
4. Utilizar o garfo como fonte de referência, cortar a carne de um lado ao outro do garfo, seguindo a forma de uma meia lua, quer dizer, à volta do garfo.
5. Manter o resto da carne com a faca inclinada e levar o bocado à boca.

Para cortar salada
1. Localizar com o garfo o bocado de salada mais próximo de nós e cortar com a faca para lá desse ponto.
2. Colocar o garfo um pouco mais longe e cortar para lá desse ponto, etc.
3. A pressão do garfo fixa o prato enquanto se corta a salada.
4. Para retirar o garfo da salada, fixar a alface com a faca.

Como barrar um bocado de pão
1.  No começo pode ser necessário para a pessoa cega ter a fatia de pão inteira na palma da mão; colocar o bocado de manteiga no centro da fatia e espalhar a manteiga com a faca em todas as direcções, ou então:
2. Utilizar as técnicas descritas para exploração do serviço de mesa, localizar o prato do pão.
3. Pode utilizar-se a beira do prato do pão como ponto de referencia para encontrar o pão.
4. Cortar o pão.
5. Pegar na faca com a outra mão e dirigir-se na direcção da manteiga.
6. Utilizar a faca para explorar a manteiga, avaliar a quantidade desejada e cortar.
7. Com a manteiga sobre a faca, levar a faca para o pão, colocar a manteiga no centro do pão e espalhar.

Condimentos
1. Localizar os condimentos com técnicas de exploração para além do prato, à direita ou à esquerda sobre uma área limitada.
2. Pode reconhecer-se o sal porque é mais pesado do que a pimenta. O saleiro em geral tem os buracos maiores. Pode reconhecer-se a pimenta pelo aroma, pelo peso ou pelos buracos mais pequenos.

Para deitar o sal e/ou a pimenta
1. Localizar o prato com uma mão.
2. Ter a palma da mão por cima dos alimentos, os dedos estendidos abertos e separados cerca de 1 cm.
3. Deitar o sal sobre as costas da mão para poder avaliar da quantidade de sal vertido, ou:
4. Verter o sal na palma da mão e com os dedos da outra mão, em forma de pinça, deitá-lo no prato.

Para deitar açúcar numa bebida
1. Localizar o açucareiro explorando como já foi descrito anterior mente.
2. Colocar o açucareiro à esquerda da chávena.
3. Sustentar o açucareiro com a mão esquerda.
4. Pegar na colher com a mão livre e manter o contacto com o bordo da chávena com o dedo mínimo.
5. Pegar numa colher de açúcar, mantendo o dedo mínimo sobre a chávena.
6. Deitar o açúcar na chávena.

Para deitar o leite
1. Localizar o recipiente do leite como já foi descrito.
2. Chegar o recipiente do leite para o pé da chávena.
3. Sustentar a chávena, colocar o bico do recipiente do leite no bordo da chávena, orientando-se com uma mão.
4. Inclinar o recipiente do leite e deitar.
5. O som e a duração informarão sobre a quantidade vertida.

Sobremesa
1. Utilizar as técnicas de exploração, determinar a forma do prato de sobremesa.
2. 0 serviço de sobremesa, a forma do prato e a temperatura, podem informar sobre o tipo de sobremesa.
3. Para comer a tarte, começar pela extremidade picando verticalmente com o garfo fazendo pressão, partir bocadinhos e levá-los à boca.

Para se servir
1. Segurar a travessa com a mão direita.
2. Transferi-la para a esquerda.
3. Colocá-la sobre o prato.
4- Localizar os talheres para servir. seguindo o bordo da travessa.
5. Servir o alimento da travessa para o prato.
6. A temperatura da travessa pode indicar onde se encontram os alimentos.
7. Para pegar num bocadinho de pão ou biscoito, localizar a borda do prato e avançar lentamente com a mão até encontrar o que pretende.

Cafetaria e Self Service
1. A sensação de calor e frio indicam onde se encontram os alimentos quentes e os alimentos frios.
2. 0 aroma e o ruído são também sinais de referência.
3. Para colocar os alimentos no tabuleiro utilizar o bordo do mesmo como ponto de referência.
4. Dispor os alimentos como se fosse sobre uma mesa.
5. Deslocar o tabuleiro ao longo do balcão da cafetaria, uma mão deve "conduzir" para impedir o tabuleiro de chocar com os precedentes, a outra mão guiará o tabuleiro a fim de o preservar de pancadas.
6. Transportar o tabuleiro junto ao corpo e mantê-lo centrado. Deslocar-se lentamente.
7. Localizar a cadeira obtendo contacto com as pernas (visto que as mãos transportam o tabuleiro).
8. Se for possível, alinhar o tabuleiro com o bordo da mesa e deslocar em direcção ao centro ou,
9. Em cima da mesa baixar lentamente e assegurar-se que o lugar está livre, estender o dedo mínimo em direcção da superfície da mesa, observar se o fundo do tabuleiro entra em contacto com objectos sobre a mesa.
10. Para descarregar o tabuleiro, se houver espaço, colocar no centro da mesa e retirar o que nele se encontra, ou então,
11. Colocar o tabuleiro ao lado e retirar o que lá se encontrar.
12. Para substituir o prato principal pelo prato de sobremesa, levantar o prato grande, passando-o por alto até ao centro da mesa. Com a mão livre localizar o espaço e colocar o prato da sobremesa no seu lugar.

Lloyd C. Widerberg e Ruth Kaarlela
Tradução: Alda Ruivo - 1987/88


FONTE> http://deficienciavisual.com.sapo.pt/txt-maneiras-mesa.htm

18 de mar. de 2012

AS CORES DAS FLORES (muito lindo!!!!)

Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa.

El juego ayuda al niño a entender, asimilar y resolver sus problemas

El juego es una actividad muy importante para los niños porque los ayuda a socializarse, desarrollar su imaginación y mantenerse física y mentalmente activo.

Pero una de las funciones más importantes del juego infantil es la de terapia, una manera natural para que el niño supere las muchas dificultades que le pueda presentar su pequeño mundo.

Situaciones como problemas entre los padres, limitaciones económicas, marginación en la escuela o un pariente cercano con problemas de salud pueden ser adecuadamente asimiladas por el niño a través del juego infantil.


El juego le sirve al pequeño para representar situaciones y crear personajes que tengan semejanza con lo que está viviendo o simbolicen aquello que lo está afectando. El niño transmitirá a esos personajes todos sus sentimientos. Observar la intensidad de algunas actitudes en estos personajes, lo que dicen y hacen, nos permite comprender cuánto afecta a nuestros hijos lo que sucede a su alrededor, sin que nos percatemos de ello.

Por eso debes darle a tu hijo el tiempo necesario para jugar, en un ambiente sano donde pueda desarrollar al máximo su necesidad de expresarse. Así tendrá mayor oportunidad de recuperarse emocionalmente de los problemas, aprender de ellos y salir adelante.
Enlace
Imagen: RisingAboveRealLife
FONTE: http://mikinder.blogspot.com.br/search/label/Juegos%20y%20Actividades

1 de dez. de 2011

TESTEMUNHO DE UMA MÃE - Resposta a tratamento de ambliopia.‏

Olá colegas? Recebi este email de uma mãe e, com a autorização dela, resolvi postar a vocês para que sirva de estímulo a tantos pais e profissionais de pacientes com ambliopia.


  • Resposta a tratamento de ambliopia.‏

30/11/2011 
emilene

Boa noite!

Recebi seu e-mail no qual convidava a todos a participarem do blog e no qual você dizia ter passado por alguns problemas de saúde, espero que já esteja bem!
Na verdade, estou com grande expectativa de compartilhar minha experiência com outros, mas acho melhor aguardar até o retorno ao  oftalmo com meu filho, que se dará em janeiro. O fato é que Graças à Deus e agradeço também a você, (que foi uma das primeiras pessoas que me deu uma direção no tratamento dele) ,graças à Deus  tenho visto um extraordinário progresso na visão antes amblíope.
Não sei se vc recorda, mas no meu primeiro contato, havia acabado de descobrir ( e por acaso)  que meu filho de 6 anos que eu julgava enxergar muito melhor que eu... de fato enxergava 100% com o olho dir. mas com o esquerdo... quase nada, apenas luz, além de hipermetropia de 6 graus. Para nós pais foi um baque!
Agradeço a vc porque me apoiei na SUA orientação, de que no período que ele estivesse com o tampão, que era de 4 horas diárias no começo, de que deveríamos estimula-lo de várias formas, e foi o que fizemos... pintar, joguinhos,  desenhos na tv, " leitura ", de tudo tentamos. Pedi ao Papai do Céu para abrir a visão do Matheus  e com vinte dias do tratamento, ele conseguiu 20% da visão,  constatado num teste ortóptico, daí  a médica mudou o tratamento e mandou ser usado o tampão o dia todo,desde a hora que acorda até a hora de dormir,  sem intervalos nenhum.
Graças a Deus de forma surpreendente meu filho aceitou muito bem  o tampão, não tira realmente, e hoje faz de tudo, participa em todas as atividades na escola, ed. física, lê muito bem, joga vídeo- game e ultimamente, a diversão preferida dele é jogar com o tapete de dança, onde ele tem que ficar vendo a posiçaõ da setinha na tela da tv para pisar no momento certo no tapete ( não sei se vc conhece) e tudo tem que ser rápido e pisar na hora certa. Pois bem, ele está fera... e eu tenho certeza que ele está muuuuito melhor, dá para se notar facilmente. Ainda tem dificuldade de ver letras pequenas de longe mas, Smiley piscando melhorou muito.
No começo, quando ele tentava alguma coisa e não conseguia, nós sempre falávamos que: -  Tem que ter PERSEVERANÇA! E não é que ele aprendeu?
Hoje, até para as mais diversas situações, ele sempre fala e nos cobra também, mãe tem que ter perseverança, vc consegue mãe. muito lindo!
Aproveito a época para desejar-lhes Boas Festas, um Feliz Natal, e que Deus possa abençoa-la para continuar ajudando outras pessoas, assim como ajudou a nós, que Deus dê muita saúde, prosperidade e alegrias a vc e toda sua familia.
Muito obrigada e assim que eu tiver boas novas, compartilho novamente.

22 de nov. de 2011

Ambliopia em Terapia Ocupacional

ATENDIMENTO DE UMA CRIANÇA COM AMBLIOPIA EM TERAPIA OCUPACIONAL: CONTRIBUIÇÃO DO MÉTODO MEIR SCHNEIDER DE AUTOCURA (Self-Healing®)
 Tatiana Luísa Reis Gebrael
Terapeuta Ocupacional. Especialista em desenvolvimento infantil pela UFMG. Mestre em Educação Especialpela UFSCAR.Terapeuta do método Self-Healing de Meir Schneider.
Orientação Léa Beatriz Teixeira Soares

Resumo:
Este trabalho propõe-se a relatar uma intervenção clínica em Terapia Ocupacional com uma criança portadora de ambliopia, compartilhando conhecimentos e promovendo reflexão sobre o tema. Foi realizada uma intervenção clínica supervisionada junto a uma criança de 6 anos de idade, com hipótese diagnóstica de ambliopia no olho direito e erro de refração desigual entre os olhos. Atividades lúdicas e psicomotoras associadas ao método Meir Schneider de Autocura - self-healing, foram utilizadas objetivando a adesão e o estabelecimento do vinculo terapêutico da criança e família ao tratamento através de brincadeiras, a estimulação visual principalmente para o olho amblíope e a incorporação dos exercícios do método de autocura em sua rotina com autonomia e consciência visomotora. Concluiu-se que a intervenção de terapia ocupacional associada ao método de autocura foi adequada para esta criança, pois propiciou a relação terapêutica, a adesão e incorporação eficiente ao programa de tratamento em que constavam os exercícios sugeridos pelo método de autocura por meio da participação e conscientização não só da criança, como também de seus familiares, e a diminuição dos erros de refração e ambliopia na criança.
   1.      INTRODUÇAO
Ambliopia é uma diminuição da acuidade visual uni ou bilateral, sem uma causa objetiva. A baixa visão ocorre mesmo com o uso de óculos e estando as estruturas oculares normais. O olho amblíope, é também conhecido como "olho preguiçoso".
Acontece dentro dos seis primeiros anos de vida, e é causada por qualquer doença que pode afetar o desenvolvimento dos olhos. (GONÇALVES, 1975, p.307)2.
Em muitos casos é hereditário, mas existem três principais fatores que podem causá-la:
1. Estrabismo – desvio de um olho, especialmente quando esse desvio é para dentro.
2. Erro de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) acentuado num dos olhos. É a ambliopia por anisometropia (que significa diferença de refração entre os dois olhos). Nela há a negligência por parte do cérebro da visão menos capaz do olho amblíope. Isso pouco a pouco se torna um comportamento psíquico instintivo e permanente de defesa, ou seja, a eliminação da imagem pouco nítida. Com o tempo o olho ruim deixa de participar da visão binocular, reduzindo-se assim sua capacidade funcional.
3. Embaçamento nos tecidos oculares - Doenças como a Catarata podem levar à ambliopia.
Como estrabismos de pequeno ângulo, bem como diferenças de grau podem passar despercebidos aos pais e ao médico não especialista, a prevenção da ambliopia definitiva está no exame oftalmológico de todas as crianças antes dos dois anos de idade. Uma visão ruim pode afetar a capacidade de aprender, o desempenho motor e a auto-estima.
O tratamento clássico da ambliopia é a oclusão do olho de melhor visão. O tempo de oclusão depende da intensidade e da idade do paciente. Deve-se forçar o cérebro a usar o olho fraco para estimulá-lo. Isso só é possível ao ocluir o olho preferido na maior parte do dia, por semanas ou até meses. Algumas vezes é necessário ocluir ambos os olhos alternadamente. (KANSKI, 2004, p. 525)3.
Durante muito tempo pensou-se que as crianças com mais de 6 anos eram demasiado “velhas” para beneficiarem das terapias contra a ambliopia. Um estudo realizado no Hospital Infantil de Pittsburgh, nos Estados Unidos, confirmou que os tratamentos podem melhorar a situação de crianças até aos 17 anos (ORÉFICE, 1992, p. 389)4. Estudos recentes empregando levodopa e oclusões mostraram que é possível melhorar significativamente a acuidade visual, independentemente da idade, em determinados pacientes com ambliopias antes consideradas intratáveis. (PROCIANOY, 2004, p. 719)6.

O método de autocura e a ambliopia.
Para Ney Chaves (2002 p. 16)1, o método de autocura é um processo de autotratamento que parte do princípio de que pode-se ativar os poderes inatos que nosso corpo e mente têm de curar-se, através de movimentos suaves, combinados com massagem, alongamento, respiração e visualização.
De acordo com Pinto e Soares (2003, p. 33)5, as duas abordagens terapêuticas, terapia ocupacional (TO) e método Meir Schneider de autocura, têm como interface a ênfase no trabalho conjunto, paciente-terapeuta; na relação integrada e dual corpo-mente, para que a pessoa em atendimento seja sujeito do seu processo de cura e adquira maior autonomia e qualidade de vida.
Para Chaves (2002,p.17)1 a aplicação do método Meir Schneider de autocura tem sido eficaz na eliminação de problemas visuais.
O método de autocura permite o aumento da acuidade visual por meio do relaxamento. Desse modo, enfatiza que os olhos são tão susceptíveis ao estresse como qualquer outra parte do corpo, uma vez que o olho é uma parte integral do cérebro. (SCHNEIDER, 2003, p.183)7 .O método trabalha com base na estimulação visual, contendo exercícios de coordenação e amplitude de movimento e alongamento ocular, estimulação com luzes e objetos coloridos, e materiais que possibilitam o estímulo tanto da visão binocular, quanto da visão periférica e central. Realiza o relaxamento do corpo como um todo e em especial dos músculos faciais, oculares e da região cervical.
Para o autor, a memória e a imaginação são os mais valiosos instrumentos da mente para aperfeiçoar a visão. Ou seja, usam-se no método, os exercícios de visualização para aproveitar a tendência da mente para associar uma visão clara ao que é conhecido e familiar. (SCHNEIDER, 2003.p.187)7
Schneider (2003, p.189)7 enfatiza que o esforço ocular e tensão na parte superior do corpo estão intimamente relacionados; desse modo, o uso forçado dos olhos pode dar origem a padrões de tensão no pescoço, ombros, braços e outras áreas. E inversamente, tensão muscular na região superior do corpo pode afetar os olhos, diminuindo a circulação para a cabeça, causando a sensação de exaustão nos olhos e na mente.
Várias são as causas que levam à deterioração da visão e muitos são os recursos que podem ser utilizados na preservação e restabelecimento da saúde dos olhos, tais como: alternar o olhar para perto e longe, melhorar a respiração e a circulação, desenvolver movimentos suaves e curiosidades no olhar, aumentar a luz para os olhos para verem melhor, propiciar o descanso e equilibrar o uso da visão central com a visão periférica. (CHAVES,2002,p.25)1
Schneider (2001,p.169)8 explica que trabalhar com o olho preguiçoso (da ambliopia) é similar a trabalhar com o estrabismo, pois nesses casos os problemas visuais podem ter origem no desequilíbrio dos músculos externos dos olhos. Em muitos casos esse desequilíbrio resulta do cérebro integrar mal a informação visual proveniente dos olhos. Desse modo, durante o tratamento torna-se necessário envolver o cérebro para ver conscientemente com os dois olhos.
O autor afirma que as pessoas tendem a não usar o olho amblíope em absoluto, e qualquer informação que ele de fato envia ao cérebro por ser inconscientemente suprimida. Salienta que como o olho preguiçoso apresenta pouca acuidade, torna-se necessário trabalhar esse fato bem como a fusão, ou seja, a visão binocular e sua perfeita mobilidade ocular.

O brincar associado ao método de autocura.
Considerou-se importante a implementação de brincadeiras e jogos lúdicos nas sessões, pois de acordo com TAKATORI, BOMTEMPO e BENETTON (2001,p. 93)9 o brincar é uma atividade essencial e necessária no processo de desenvolvimento e um direito de todas as crianças; é uma atividade presente ou esperada no cotidiano de qualquer criança. As autoras citadas definem o brincar como um tempo e um espaço onde pode-se observar elementos de quem brinca.
 Através de atividades lúdicas a adesão e a eficiência do tratamento serão maiores.

2. OBJETIVOS
O presente estudo teve por objetivo compartilhar os conhecimentos realizados a partir de uma intervenção clínica em Terapia Ocupacional, com as brincadeiras como recurso mediador no tratamento e com a utilização dos exercícios propostos pelo método de autocura enquanto recursos terapêuticos.
3. METODOLOGIA
O estudo foi realizado a partir de uma intervenção clínica em Terapia Ocupacional junto a uma criança (Julia[1]) de 6 anos de idade. As intervenções ocorreram semanalmente com duração média de uma hora, totalizando 18 sessões no período de fevereiro a julho de 2006. A exibição de fotos e do próprio conteúdo do estudo foi autorizada pelos responsáveis por Julia através da assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido.
As intervenções utilizaram como atividades terapêuticas: as atividades lúdicas e os exercícios propostos pelo método Meir Schneider de autocura.

4. AS INTERVENÇÕES
             4.1 O sujeito
Julia, sexo feminino, tem 6 anos e freqüenta a 1ª série do ensino fundamental. Veio para atendimento em Terapia Ocupacional por procura espontânea, a partir do diagnóstico de ambliopia no olho direito e erros de refração desiguais entre os olhos. Julia apresentou 5 graus de miopia no olho direito e meio grau de hipermetropia no olho esquerdo, ambos os olhos apresentaram 1 grau e meio de astigmatismo.  Julia usa óculos em todas as atividades cotidianas e não apresenta estrabismo fixo, e sim quando focaliza detalhes na visão de perto. A criança somente havia usado, por recomendação médica, tampão monocular por alguns meses.

            4.2 O processo de intervenção.
As atividades foram planejadas considerando a faixa etária do sujeito e a hipótese diagnóstica, objetivando: a criação do vínculo terapêutico; a estimulação do uso principalmente do olho amblíope; estimulação da criatividade; adesão ao tratamento através de brincadeiras, a orientação familiar para a realização dos exercícios em casa e a incorporação dos exercícios do método de autocura em sua rotina com autonomia e consciência.
Durante as sessões foram realizadas de modo associado algumas atividades lúdicas com alguns recursos do método de forma integrada:
  • Massagem e automassagem no couro cabeludo, face, ombros e nuca, ativando a circulação, relaxamento e consciência da área.
  • “Passeio dos olhos” (fitar objetos próximos e distantes, estimulando a acomodação visual);
  • Empalmar (cobrir os olhos com as mãos para relaxamento/descanso da área)
  • Piscar (para aumentar a umidade dos olhos, oferecer descanso momentâneo da luz e evitar o olhar “fixo”)
  • Arco espinhal (exercício de curvar-se para frente do corpo que possibilita o aumento da mobilidade e do espaço articular - principalmente quadril e coluna vertebral, relaxando e alongando a musculatura);
  • Balanço longo (seguir o movimento amplo de braços ao fitar os dedos com os olhos, o que possibilita aumentar a mobilidade de movimento ocular e a visão periférica);
  • Ensolar (ao sol, mover lentamente a cabeça com os olhos fechados, o que possibilita relaxar e contrair cada pupila alternadamente);
  • Alongamento ocular (Mover lentamente cada músculo extrínseco, em todas as direções, propiciando diminuição do desvio ocular).
  • Uso de tabela de Snellen com letras (estimula a visão de contrastes e uso da memória e da visualização de letras e espaços);
  • Uso do tampão ocular no olho esquerdo (estimular o uso do olho amblíope e possibilitar que o cérebro seja ativado para ver conscientemente com os dois olhos);
  • Seguimento Ocular (fitar objetos, como o pom-pom metálico, o que possibilita a amplitude do movimento ocular.
  • Estimulação com luzes coloridas em sala escura (estimulação dos cones e bastonetes);
  • Uso de óculos 3ª dimensão verde-vermelho (estimula a visão binocular, a fusão permeada pelo filtro de cores);
Com o uso do tampão ocular no olho de melhor visão, e sem o uso de óculos foram realizadas as seguintes atividades lúdicas:
  • Atividades que exigiam coordenação motora global e visomotora: seguir as fitas metálicas do pompom com os olhos ao mesmo tempo em que imitava e criava movimentos corporais globais (coreografias com músicas infantis), criar letras, palavras e figuras no ar para o companheiro adivinhar.
  • Atividades que exigiam coordenação motora fina, coordenação visomotora, atenção, concentração, entendimento de regras, solução de problemas, iniciativa e criatividade, tais como: confecção de pompom de fitas metálicas, confecção de atividades temáticas (para o dia das mães e para a páscoa), e jogos: Memória, Lince (achar a figura semelhante das fichas no tabuleiro)
  • Atividades de coordenação motora global, atenção e equilíbrio, tais como: amarelinha; andar de costas, andar para frente contando os passos, andar com o corpo de lado cruzando as pernas, e durante jogos com bolas de diferentes tamanhos e cores; uso da cama elástica, uso da bola Bobath.
  • Brincadeiras com bexigas: bater na bexiga sem deixá-la cair no chão, jogar bexiga um para o outro falando o alfabeto e criando palavras com letras do alfabeto; estimulando o movimento e seguimento ocular;
  • Ao ar livre, o uso do playground do ambulatório: balanço, “escalada”, escorregador, túnel.
  • Por fim, houve a elaboração de um folheto ilustrativo e explicativo sobre os principais exercícios do método de autocura, para a orientação familiar e para o seguimento do tratamento em casa.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através deste trabalho, conclui-se que os atendimentosem Terapia Ocupacionalassociados ao método Meir Schneider de Autocura, foram adequados como forma de tratamento para esta paciente.
Notou-se que ao longo do semestre a criança passou a permanecer mais tempo realizando alguns exercícios - como o empalmar, a automassagem facial - que a princípio ela demonstrava dificuldade, ficando inquieta e agitada. O vínculo terapêutico foi estabelecido com facilidade, devido tanto à receptividade da criança, quanto às atividades propostas que desempenharam o papel de facilitadoras. Desse modo, acredita-se que o uso associado de atividades lúdicas ao método foi adequado para facilitar o vínculo e a relação terapeuta-paciente.
Registrou-se que com a vivência de atividades sem óculos e com o uso do tampão nas sessões, com as informações fornecidas à criança e as orientações realizadas com seus familiares, a criança relatou ao longo do semestre ter realizando alguns exercícios (ex: massagem facial) e brincadeiras sem óculos e com o uso do tampão ocular em casa (como andar de bicicleta, assistir TV e jogos diversos), fato esse que efetiva o tratamento da ambliopia.
Percebeu-se a importância do uso das brincadeiras e jogos lúdicos para facilitar a adesão da criança ao tratamento, pois assim, a criança praticava os exercícios propostos com mais sentido e interesse.
Registrou-se também que além de estimular a visão, as sessões permitiram que a criança se expressasse, elaborasse seu pensamento, elaborasse estratégias durante os jogos, estimulasse sua capacidade de iniciativa para propor jogos, brincadeiras e demonstrasse sua criatividade durante as atividades, possibilitando assim, realizar essa terapia global e corporal de forma mais prazerosa ao mesmo tempo em que estimulava a visão.
Notou-se também que o atendimento possibilitou a participação e conscientização não só da criança, como também de seus familiares tanto nas sessões quanto no incentivo da realização dos exercícios em casa. Osfamiliaresrelataram melhora em relação ao estrabismo convergente que a criança apresentava ao focalizar os detalhes.
A avaliação oftalmologia, após a intervenção, aferiu visão normal no olho esquerdo, redução de 2 graus de miopia no olho direito e eliminação do estrabismo, com melhora conseqüente do quadro amblíope. Tais resultados são considerados muito positivos, evidenciando a eficácia da metodologia utilizada.
Acredita-se que essa experiência contribuiu de forma positiva para a prática profissional da terapia ocupacional, proporcionando a intervenção em um caso de ambliopia, utilizando como recursos terapêuticos: as atividades lúdicas e o método Schneider de autocura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CHAVES, N. A saúde dos seus olhos: luz, escuridão e movimento. Rio de Janeiro: Imago, 2002.
2. GONÇALVES, P. Oftalmologia. 4 ed. Rio de Janeiro: Atheneu,1975.
3. KANSKI, J.J. Oftalmologia Clínica: Uma Abordagem Sistemática. 4 ed. Rio de Janeiro: Rio Med, 2004.
4. ORÉFICE NL. Tratamento da ambliopia em crianças com idade acima dos 7 anos. Rev Bras Oftalmol 1992;51:387-90.
5. PINTO,J.M.; SOARES,L.B.Método Meir Schneider de Autocura (self healing).São Carlos: EdUFSCar/editora Hucitec,2003.
6. PROCIANOY, Edson, Procianoy, Letícia and Procianoy, Fernando. Resultados do tratamento da ambliopia com levodopa combinada à oclusão. Arq. Bras. Oftalmol., Out 2004, vol.67, no.5, p.717-720.
7. SCHNEIDER, M. O manual de autocura: método self-healing. São Paulo: Triom, 3 ed,2003.
8. SCHNEIDER, M. Manual de autocura, 2ª parte: patologias específicas: método self healing. São Paulo, 2 ed. , 2001.
9. TAKATORI, M.; BOMTEMPO, E.; BENETTON, M.J. O brincar e a criança com deficiência física: a construção inicial de uma história em terapia ocupacional. In: Cadernos de Terapia Ocupacional. UFSCar, V9 n. 2, 2001.p.91-105.

FONTE: http://www.absh.org.br/artigos/index/17/AMBLIOPIA_EM_TERAPIA_OCUPACIONAL

21 de fev. de 2010

A ESTIMULAÇÃO VISUAL COM ENFOQUE NO DESENVOLVIMENTO VISUAL DA CRIANÇA COM DÉFICIT CORTICAL – ESTUDO DE CASO

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5ª ETAPA – DESENVOLVENDO A FUNÇÃO VISO-MOTORA

Foram adaptadas diferentes formas de tipógrafos para trabalhar a coordenação motora, visando desenvolver o processo de escrita, alcance do estágio ideal, facilitando assim, a aquisição futura de uma melhor habilidade para a leitura. A criança poderá utilizar esse recurso, o tipógrafo, também como auxílio para o alinhamento e distribuição das letras e frases durante o processo de escrita, além de oferecer melhor dimensão do espaço a ser utilizado e a relação deste com o tamanho da palavra. Além de que, durante este processo de aquisição da escrita podemos encontrar uma relação deste com a teoria da psicogênese de Piaget e Emília Ferreiro. É oportuno que a escrita se desenvolva bem antes da aquisição das habilidades e/ou capacidades visuais para o processo de leitura.


Ainda, no final do ano de 2007, BS oralizava e escrevia com auxílio do tipógrafo as letras do alfabeto (letras de imprensa), palavras e pequenas frases, mas, no entanto, ainda não havia alcançado uma capacidade visual para leitura.

Este ano, em 2008, em parceria com os pais, BS está matriculada numa escola regular de ensino e esta tem acompanhado de forma prazerosa tal experiência. Com esta parceria, visamos minimizar a tensão obtida durante quase dois anos, com relação “Braille” e “negro”, e dar-lhe oportunidade de conviver com outras crianças, numa nova rotina de trabalho, pretendendo com isso, além de seu desenvolvimento cognitivo a evolução de sua condição visual-cognitiva.

Assim sendo, com o apoio da mãe e da escola, tem sido possível até hoje, desenvolver suas habilidades socializando e integrando a BS ao mundo panorâmico.

É extraordinária a mudança advinda de seu ingresso numa escola “comum” em que convive com crianças ditas “normais”. Seu material escolar está sendo adaptado durante todo o processo. Os pais compraram os livros comuns para facilitar o acompanhamento com o professor de estimulação visual e a terapeuta ocupacional, para que possam trabalhar com antecipação habilidades necessárias para execução de algumas atividades. A escola tem demonstrado aceitação e interesse no trato com a criança, a família e os profissionais.

BS não demonstra aparentemente nenhum tido de dificuldades em seu processo de aprendizagem, entretanto, é possível perceber que a BS apresenta atraso com relação aos processos de leitura e escrita (maior dificuldade com a leitura). Tais dificuldades, de forma alguma, prejudicarão seu desenvolvimento educacional, pois, é possível, através de adaptações e das orientações dadas ao professor de sala comum promover o acesso à aprendizagem e aquisição de conhecimentos através de conteúdos abordados em sala de aula.

A aprendizagem e assimilação do conteúdo podem se incidir através de conteúdos oralizadas e/ou atividades adaptadas, afinal, o objetivo principal da escola é o conhecimento e aprendizagem dos conteúdos. A leitura e a escrita seriam apenas recursos para esta aquisição. No entanto, não é possível que a BS utilize-se da leitura para aquisição do teor escolar. A família, os profissionais e colegas de sala servirão de intercâmbio entre o conteúdo a ser lido e a criança.




20 de fev. de 2010

A CRIANÇA COM BAIXA VISÃO

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A criança com baixa visão não é cega, mas enxerga pouco, mesmo com o uso de óculos. Isto ocorre, devido a sub-luxação ou luxação do Cristalino. A pessoa deve ser estimulada a usar a visão que lhe resta ao máximo.


Veja algumas dicas que podem auxiliá-lo no aprendizado em casa ou escola:

1. Converse com a professora para que inclua seu filho(a) em todas as atividades da classe.

2. Deixe a criança perto de janelas e do quadro-negro e na primeira fileira da sala. Também deve ser evitada posição em que haja muita reflexão de luz sobre a lousa. A coordenação da escola deve permitir que a criança levante-se para chegar perto da lousa ou mudar de lugar para copiar o que está escrito.

3. Converse com a coordenação da escola para que permita que a criança grave a aula. A criança com baixa visão é mais vagarosa ao anotar itens da lousa.

4. A escola deve permitir que a criança copie ou faça xerox do caderno anotações do colega. Cuidado para a criança ficar mal acostumada e não prestar atenção na aula. Converse com ela e explique o motivo de tal atitude.

5. Utilize um apoio para ler e escrever. Este apoio pode ser encontrado em lojas de produtos oftálmicos de apoio a baixa visão . Além de ajudar na baixa visão ele proporciona uma boa postura essencial para o não desenvolvimento de escoliose e cifose. Você também pode construir o seu. Veja o modelo na foto ao lado.

6. Permita que a criança use um caderno com pauta mais larga. Eles podem enviar pelo correio para todo Brasil. Caso você não tenha condições de adquirir faça o que segue:
As linhas do caderno devem ser reforçadas com caneta preta grossa ou azul e a distância entre elas aumentada. No caderno comum, reforça-se uma linha sim e outra não. A letra deve ser bem simples e, algumas vezes, ampliada. Você pode fazer vários testes com a distância entre as linhas e a grossura da mesma e pedir para a criança escolher qual é mais confortável para ela. Quando chegar ao modelo ideal, faça várias xerox de boa qualidade deste padrão e forme um caderno para seu filho(a).

7. Para realizar jogos, por exemplo, existem dados com números, letras e baralhos em tamanho maior.

8. Deixe a criança posicionar a cabeça, o olhar ou mesmo aproximar-se para examinar atentamente o objeto que não pode ver.

9. Desenhos complexos com muitos detalhes são difíceis de serem totalmente vistos. Ajude a criança, caso ela tenha lição e converse com a professora, caso ela possa ter outros com menos detalhes.

10. Use o de lápis 6-B, que é bem escuro, nas atividades de escrita, e caneta hidrográfica para contornar os desenhos; estes devem ser bem simples, evitando-se muitos detalhes.

11. Livros com letras ampliadas;

12. Os óculos devem estar sempre ajustados, limpos (lavar qdo necessário com sabonete liquido), nunca devem ser apoiados com as lentes para baixo, devem ser guardados dentro da caixa.

13. No computador deixe a criança, caso não tenha auxílio óptico, ampliar as letras.

14. Ir ao oftalmologista freqüentemente, pois após 7 anos de idade , o cérebro não aceitará quaisquer modificações nessa visão fraca , e nada( tratamento ou cirurgia) irá trazê-la de volta. Você deve levar seu filho a partir de 1 ano ao oftalmologista.

15. Durante a leitura, o uso de uma régua(não transparente) para marcar a linha ou uma cartolina preta com uma abertura no centro, quer serve para destacar cada linha;

16. Bonés podem ajudar a diminuir a reflexão excessiva da luz em ambiente externo.

17. Lentes de ampliação:
O professor e os pais devem conhecer previamente o auxílio óptico do aluno e se conscientizar de sua utilidade, encorajando-o a usá-lo. Veja como a lenta pode ser utilizada
Para perto:
Utilizamos lentes que aumentam o tamanho da imagem, diminuímos o campo de visão,ou seja, a área focada é menor do que o normal.
Pode-se também fazer uso de lupas manuais (que podem ser levadas na mala da escola) ou de apoio, com aumentos variáveis que propiciem maior conforto e eficiência na leitura. Devem ser mantidas próximas ao material de leitura.
Nos casos de leitura prolongada, as lupas de apoio são de grande valia. Elas apresentam a vantagem de sua base já as colocarem na distância correta de utilização em relação ao material de leitura ou estudo, variando, assim, apenas a posição do olho do observador.
Para longe:
Utiliza-se as telelupas. Elas podem ser monoculares (em um olho) ou binoculares (nos dois olhos).
As monoculares podem ser presas ao pescoço por uma alça, evitando-se a perda da mesma.
A criança pode utilizar para observar o quadro negro, assistir à TV, reconhecer ônibus ou pessoas.
Quanto mais poderosa, menor é o campo de visão (área de visão) e exigem alguma destreza manual e treinamento para sua utilização.

18. Luminárias de apoio: A luminária deve ter braços flexíveis e ajustáveis, a criança escolherá a posição mais confortável. Algumas crianças com baixa visão preferem não utilizar a incidência direta da luz, desta forma, deixe-a experimentar diversas posições e tipos de luminária até encontrar a mais adequada. Se for possível leve o caderno e teste na loja de compra de luminária a mais ideal.


FONTE DE PESQUISA:http://www.marfan.com.br/vivendo_marfan/asp_oftalmico/infancia/
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9 de fev. de 2010

APLICAÇÃO DE PROGRAMAS DE ESTIMULAÇÃO VISUAL NA ESCOLA

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... considerando que os professores não contam geralmente com formação específica e, além disso, nem sempre dispóem do tempo que a estimulação visual muito individualizada exige, entendemos que a aplicação dos programas voltados ao desenvolvimento da eficiência visual devem estar a cargo dos especialistas em crianças com baixa visão.
Não obstante, os professores devem estimular o uso da visão em todas as ocasiões que se lhes apresentem, ao longo da jornada escolar, que são muitas. E promover na sala de aula tarefas como as apresentadas a seguir, nas quais o deficiente visual grave deve participar ativamente.

RELAÇÃO DE ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO VISUAL PARA O CICLO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

a) ENSINO DO MOVIMENTO DOS OLHOS
- Avançar da esquerda para a direita.
- Aumento da visão periférica.
- Focalização com a cabeça em movimento.
- Seguir movimentos regulares.
- Seguir movimentos irregulares.

b) ATIVIDADES DE COORDENAÇÃO VISOMOTORA
- Recortar.
- Colagem livre.
- Localização e colagem.
- Traçar com os dedos.
- Passar contas por fios.
- Traçar e colorir.
- Habilidades de autonomia:
- abotoar/desabotoar;
- amarrar/desamarrar cadarços;
- uso de ferramentas simples;
- transportar objetos;
- verter líquidos em recipientes.
- Brincadeira:
- tocar e bater;
- lançar e receber;
- corrida;
-slto/impulso/sucessão de saltos.

c) ATIVIDADES DE FIGURA-FUNDO
- Discriminações de objetos por categorias.
- Seleção de objetos, identificação de qualidades.
- Narrações de varreduras oculare:
- ao ar livre;
- em interiores;
- em lâminas.

d) ATIVIDADES DE CONSTÂNCIA PERCEPTIVA
- Manipulação de objetos e materiais.
- Construções livres.
- Construlçoes bidimensionais com movelos.
- Reconhecimento de objwtos tridimensionais em lãminas.
- Comparações e diferenças entre formas mais complexas.
- Classificações (busca e seleção)tamanho-forma-cor.

e) ATIVIDADES DE POSIÇÃO NO ESPAÇO
- Exercícios de relação corpo-objeto.
- Direcionalidade:
- diferenciação esquerda-direita na própria pessoa;
- diferenciação entre posições direita-esquerda de objetos em relação à própria pessoa.
- Inversão e rotação.

f) ATIVIDADES DE RELAÇÕES ESPACIAIS
- Construções de modelos.
- Distinção de posições em modelos.
- Construções com objetos de modelos apresentados em lâminas.
- Simetrias.

g) ATIVIDADES PARA A MEMÓRIA DE ESTÍMULOS VISUAIS
- Memória da figura isolada.
- Memória de modelos complexos.
- Memória de sequências visuais.
- Memória de série de ações.

h) ATIVIDADES DE VISUALIZAÇÃO/IMAGINAÇÃO/ELABORAÇÃO MENTAL
- Composição de estruturas com formas geométricas. Com modelo/sem modelo.
- Inversão da ordem.
- Mudança de posição de uma figura.
- Construções simétricas.
- Repetições de memória.


FONTE: Texto copiado do livro "DEFICIÊNCIA VISUAL - Aspectos Psicoevolutivos e Educativos". Manuel Bueno Martin e Salvador Toro Bueno. Livraria Santos Editora Ltda., 2003. Pág. 189/191

8 de fev. de 2010

PORTA-LÁPIS CRIATIVO

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Objetivos:
- Trabalhar a coordenação visomotora;
- Trabalhar a acomodação visual e a interpretação;
- Trabalhar a criatividade;
- Trabalhar as diversas funções visuais/cognitivas;
- entre outras...

Passo a passo:




Nas primeiras atividades é sempre bom que a criança faça um desenho livre, pois, facilitará a acomodação visual e os processos cognitivos, já que a mesma terá consciência do que se trata o desenho e sua dimensão.

Peça-lhe para fazer um colorido bem bonito.



Pronto! Terminamos a primeira etapa. Algumas crianças já apresentam cansaço... por isso poderemos deixar a segunda etapa para um outro dia.



Nesta segunda etapa faremos o fundo do porta-lápis. É necessário que o profissional fale em voz alta cada passo realizado durante este processo, assim facilitará a melhor conscientização e dará maior segurança e orientação durante os processos mentais da criança.



Peça-lhe para fazer dois fundos, um para dentro e outro para ser colocado por fora.






Cole num papel cartolina e depois recorte.



Agora, vamos montar o corpo do porta-lápis...


... cole as duas extremidades lateriais do retângulo.



(Não esqueça de narrar cada passo a passo realizado pela criança, elogiando sempre a conclusão de cada etapa)



Colocaremos o fundo do porta-lápis agora... geralmente nesta etapa há um pouco de dificuldade... assim, as vezes é necessário a ajuda do profissional.





Passe cola na segunda peça...





... e coloque por dentro do porta-lápis.







Com um lápis, oriente a criança para precionar a peça no fundo do material, assim fixará melhor.

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO!!!...
GRANDE ABRAÇO!!!
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1 de fev. de 2010

TÉCNICAS DE POSICIONAMENTO DO PROFISSIONAL DURANTE AS ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO VISUAL

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1. TÉCNICA “2 EM 1”:
Nesta técnica, o profissional se posiciona por trás da criança, coloca suas mãos por sobre as mãos da criança e realiza juntamente com ela toda execução da atividade. Esta técnica é necessária:
- com crianças que ainda não desenvolveram habilidades motoras: em atividades de recorte, rabiscos, colagens, entre outras.
- para desenvolver o hábito da postura correta durante as atividades: o profissional, além de usar suas mãos para executar a atividade em conjunto com a criança, também utiliza a cabeça e o corpo para (discretamente) empurrar a cabeça e o corpo da criança para frente na perspectiva de que esta se posicione corretamente durante a atividade.
- oferecer maior segurança à criança: à medida que a criança for apresentando maior independência o profissional diminuirá sua participação.
- também com crianças portadoras de deficiências múltiplas, bem como, crianças videntes (ditas normais) durante sua primeira experiência em certas atividades.
OBS: é necessário que durante toda a atividade o profissional oralize todas as etapas de execução da mesma, favorecendo a conscientização, bem como a internalização do conhecimento e registro da participação ativa da criança durante o cumprimento da atividade.



2. TÉCNICA “1 MAIS 1”:
Nesta técnica, o profissional se posiciona a frente da criança, coloca suas mãos por sobre as mãos da criança, orientando-lhe em cada etapa da execução da atividade. Esta técnica é necessária:
- com crianças que já apresentam alguma habilidade motora: em atividades livres de desenho (rabiscos), colagens, entre outras.
- para desenvolver o hábito da postura correta durante as atividades: o profissional nesta fase apenas solicita (lembra) a criança de olhar para o que está fazendo (com o hábito já instalado a criança já se posiciona naturalmente de forma correta).
- oferecer maior segurança à criança: à medida que a criança for apresentando maior independência o profissional diminuirá sua participação.
- também com crianças portadoras de deficiências múltiplas, bem como, crianças videntes (ditas normais).
OBS: é necessário que durante toda a atividade o profissional oralize todas as etapas de execução da mesma, favorecendo a conscientização, bem como a internalização do conhecimento e registro da participação ativa da criança durante o cumprimento da atividade.







3. TÉCNICA “SÓ 1”:
Nesta técnica, o profissional se posiciona ao lado ou na frente da criança, mas, não interfere diretamente na atividade. Esta técnica é necessária:
- com crianças que já desenvolveram as habilidades motoras necessárias para a execução da atividade específica: em atividades de recorte, rabiscos, desenho livre, colagens, entre outras.
- para desenvolver o hábito da postura correta durante as atividades: o profissional nesta fase não solicita (lembra) a criança de olhar para o que está fazendo, apenas orienta-lhe mostrando detalhes que devem ser vistos (dicas) para auxiliá-la na organização de seu pensamento.
- oferecer maior segurança à criança: somente participando quando necessário ou solicitação da criança.
- também com crianças portadoras de deficiências múltiplas, bem como, crianças videntes (ditas normais).
OBS: é necessário que durante toda a atividade o profissional oralize apenas tópicos na execução da mesma.


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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT