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20 de jan. de 2026

Especificidades Pedagógicas para o Aluno com Deficiência Visual: Recursos, Serviços e Desafios

imagem gerada por ia gemini
 
    O processo de autonomia e aprendizagem de um aluno com deficiência visual não é um evento isolado, mas uma jornada que se inicia, primordialmente, através do Serviço de Educação Especial no acolhimento das instituições especializadas. É nesse ambiente que se lança o alicerce técnico, onde o aluno desenvolve as competências fundamentais de Orientação e Mobilidade (OM), para o deslocamento seguro, e Atividades de Vida Diária (AVD), para a autonomia funcional. Além dessas, o aluno adquire o domínio de recursos específicos como o Sistema Braille, o Soroban (cálculo mental), a Informática Acessível e o uso de tecnologias para a sua condição. Essas habilidades permitirão ao estudante transitar da dependência para uma postura ativa, transformando o modo como ele se coloca diante do conhecimento. Como afirma Gasparetto (2010), a eficiência funcional depende de um treinamento específico que precede e sustenta a inclusão acadêmica, enquanto Sá, Garcia e Galvão (2007) reiteram que a educação especial deve prover os apoios necessários que a escola comum, por si só, ainda não consegue estruturar. Segundo Vygotsky (1997), a deficiência não é apenas um fato biológico, mas um processo social que exige mediações culturais específicas para que o potencial do indivíduo seja plenamente atingido. 

    Contudo, ao transitar para a escola comum, essa jornada encontra desafios estruturais e atitudinais significativos. A inclusão muitas vezes esbarra na falta de preparo das instituições e na insegurança dos professores regentes. Essa insegurança é um dos principais desafios, mas pode ser sanada através do conhecimento e da conscientização do processo total: d
esde a estimulação inicial até a inclusão propriamente dita. Quando o professor compreende as funções das instituições — por que elas existem (para instrumentalizar), como funcionam (através de atendimentos especializados) e para que servem (para garantir a base de autonomia) — o medo do desconhecido dá lugar à parceria técnica. Segundo Bueno (1993), a função das instituições especializadas é atuar como centros de suporte e recursos para a inclusão no ensino regular, garantindo que o aluno obtenha aquisições graduais em cada etapa. Complementarmente, Bruno (1997) ressalta que a conscientização do professor é o primeiro passo para que ele deixe de ver a deficiência e passe a ver as possibilidades pedagógicas do aluno. 

    Nesse processo de instrumentalização, o aluno aprende a gerenciar uma ampla gama de Recursos que se dividem entre auxílios ópticos e auxílios não ópticos. Os auxílios ópticos (como lupas de mão, de mesa, telescópios e lentes especiais) são utilizados para ampliar a imagem ou melhorar a focagem conforme o resíduo visual. Já os auxílios não ópticos são modificações ambientais ou materiais que facilitam o acesso à informação e o conforto visual. Entre eles, destacam-se o uso de luminárias para controle focal de luz, fundos pretos emborrachados e jogos americanos para forrar a mesa, evitando o brilho e o reflexo que ofuscam a visão. Na escrita e no registro acadêmico, utilizam-se instrumentos que favorecem o contraste, como lápis de grafite 4B ou 6B (mais escuros e macios) e canetas de ponta porosa ou hidrográficas, preferencialmente na cor preta, que garantem um traço mais espesso. Para o controle da luminosidade, utiliza-se o uso de filtros (ópticos ou sobreposições coloridas) e acessórios de proteção como viseiras e viseiras laterais, que barram a incidência de luz indesejada. Além desses, utilizam-se planos inclinados, letras ampliadas, livros didáticos serializados e fones de ouvido para alternar entre a leitura visual e auditiva. É fundamental compreender que existem muitos outros recursos que são prescritos e adaptados de acordo com a necessidade específica de cada criança, garantindo que ela chegue à escola comum sabendo gerir sua própria eficiência. 

    Nesse cenário de Serviços, a figura do Professor Itinerante (quando disponível no sistema educacional) exerce uma participação ativa, atuando como o elo entre a instituição especializada e a escola comum. O Itinerante orienta o professor regente na adaptação de materiais e na condução das atividades, acompanhando o aluno em sala para garantir que o uso de todos esses auxílios ópticos e não ópticos esteja sendo eficaz. O compromisso dos profissionais da área é garantir que as pessoas com dificuldades visuais tenham oportunidades reais de se tornarem indivíduos independentes, cidadãos úteis e participativos. Conforme aponta Mantoan (2003), a inclusão exige que a escola se adapte ao aluno, mas esse processo só é viável quando há um suporte especializado que garanta a equidade. 

    Essa fluidez só é plenamente alcançada através de uma relação íntima entre a instituição, a escola e a família. Os pais, ao serem orientados pela instituição, compreendem os “porquês” das dificuldades e transformam-se em parceiros fundamentais na aplicação do reforço pedagógico no lar. Assim, se as limitações de tempo da escola comum impedirem o processo integral, a parceria entre família e instituição no contraturno garante a recuperação de conteúdos pendentes. Em última análise, o sucesso desse processo reside na integração primordial de todos os envolvidos. O compromisso é garantir que a autonomia iniciada nos laboratórios se transforme em cidadania plena no mundo real. Como afirma Natalie Barraga (1983), o aprendizado é um mosaico de experiências integradas; e é nessa união de esforços que o aluno constrói sua própria história com dignidade e independência, exercendo plenamente seu papel social como um cidadão produtivo.

 

Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, M. G. A formação do professor. São Paulo: Cortez, 2005.

​BARRAGA, Natalie. Desenvolvimento da Eficiência Visual. SP: FDN, 1983.

​BRUNO, M. M. G. Deficiência visual: reflexão sobre a prática pedagógica. SP: Laramara, 1997.

​BUENO, J. G. S. Educação Especial Brasileira: Integração/Segregação. São Paulo: PUC, 1993.

​FIGUEIREDO, R. V. A formação de professores para a inclusão escolar. Petrópolis: Vozes, 2010.

​GASPARETTO, M. E. R. F. Visão subnormal: orientações pedagógicas. Brasília: MEC, 2010.

​MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

​SÁ, E. D.; GARCIA, I. M.; GALVÃO, N. C. Atendimento Educacional Especializado. Brasília: MEC, 2007.

​SIAULYS, M. O. C. Brincar para todos. Brasília: MEC/SEESP, 2005.

​VYGOTSKY, L. S. Obras Escogidas V: Fundamentos de Defectología. Madrid: Visor, 1997.

14 de out. de 2016

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE OS OLHOS

Escrito por Sandy T. Feldman, diretor médico do Clearview Eye & Laser Medical Center.
  1. Por quê um arranhão no olho dói tanto?
    A córnea do olho é coberta por células nervosas que transmitem a dor para avisar que é necessário remover rapidamente algum corpo estranho antes que este cause algum dano.
  2. Por que nós acordamos com remelas nos olhos?
    A crosta que se forma no canto dos olhos durante o sono é composta por diferentes materiais, incluindo as células mortas e diversos resíduos. Durante o dia, estes materiais são arrastados pelas pálpebras; à noite esses resíduos se acumulam.
  3. O que significa ter uma visão 20/20?
    Uma visão de 20/20 se refere à nitidez da visão a 20 pés (passos pé com pé) de um objeto. Ter 20/60 de visão significa que a pessoa vê a 20 pés o objeto que uma pessoa com visão normal pode ver a 60 pés.
  4. O que é a diferença entre um optometrista e oftalmologista?
    Um oftalmologista é um médico especialista em doenças oculares que podem realizar cirurgias e prescrever medicações. Um optometrista não é um médico. Está qualificado para adaptar lentes, lentes de contato, além de detectar alguns tipos de doença ocular e encaminhar ao oftalmologista.
  5. Os olhos podem ser transplantadas?
    Atualmente não há nenhuma maneira de fazer um transplante de olho completo, no entanto, a córnea tem sido transplantada com sucesso por muitos anos.
  6. É seguro limpar lentes de contacto com uma solução caseira?
    Use uma solução comercial salina é a forma mais segura para limpar as lentes. Alguns estudos têm mostrado que as soluções caseiras podem causar infecções na córnea.
  7. Aproximar-se demais da televisão pode causar danos aos olhos?
    Não há nenhuma evidência científica de que os aparelhos de televisão emitem raios que podem danificar os olhos.
  8. Será que a miopia, a hipermetropia ou o astigmatismo podem ser prevenidos?
    Não, estes erros de focos comuns são resultados de um mecanismo de olho que é herdado.
  9. As cirurgia LASIK e de catarata são seguras?
    Todas as cirurgias têm riscos, mas a maioria das pessoas que se submetem a tratamento LASIK não sofrem de efeitos secundários graves. O risco mais comum é a síndrome do olho seco ou a possível utilização de lentes após a cirurgia. Os sintomas visuais menos comuns, tais como visão dupla, perda de visão. A cirurgia de catarata está em risco, mas também é um dos mais seguros.
referência
foto TSmythe


Fonte:  http://beatrizmayoral.blogspot.com.br/2016/07/preguntas-que-se-hacen-con-frecuencia.html 

INVESTIGACIÓN PROMETEDORA PARA RECUPERAR LA VISIÓN PERDIDA

Una nueva investigación por el Dr. Andrew Huberman, profesor asociado de neurobiología en la Universidad de Stanford, ha alcanzado un nuevo enfoque en el estudio de la regeneración neuronal en el glaucoma. En un estudio publicado en la revista científica Nature Neuroscience, el Dr. Huberman describe el acondicionamiento de células del nervio óptico dañadas para su regeneración. Ratones ciegos tratados con esta técnica obtuvieron una visión parcial —un descubrimiento sorprendente que ha tenido implicaciones importantes para las enfermedades neurodegenerativas como el glaucoma.
En el glaucoma, las células ganglionares de la retina —que recogen la información visual y la mandan al cerebro— sufren el mayor daño. El Dr. Huberman y sus colegas han estado explorando maneras de ayudar a que estas células vuelvan a crecer y se reconecten con el cerebro.
Los investigadores adoptaron una técnica combinada que usa estimulación genética y visual para mejorar la actividad neuronal. Activaron un mecanismo de crecimiento común en las células, llamado mTOR de señalización, en las secciones de la retina ganglionar tomada de los ratones y también expusieron repetidamente el ojo dañado a imágenes oscilantes de alto contraste blanco-negro.
Los investigadores descubrieron que este régimen fué capaz de disparar el crecimiento de las células retinales dañadas, dándole a los ratones una visión limitada.
La investigación de Huberman demostró por primera vez que las células ganglionares reparadas de la retina, cuando son tratadas con terapia combinada, tienen la capacidad de restablecer las conexiones al cerebro para retaurar la visión.
Esto es solo el comienzo: la reparación ocular y las estrategias para corregir las enfermedades como el glaucoma pueden llevar a tratamientos para otras causas de ceguera y para enfermedades neurodegenerativas que afectan otras partes del cuerpo y del cerebro, ofreciendo esperanza a millones de afectados alrededor del mundo.
“Lo que han mostrado en un modelo animal es que tal vez podamos restaurar la visión reconectando las células nerviosas que hayan sido dañadas,” dijo Thomas M. Brunner, Presidente del Glaucoma Research Foundation. “Su investigación muestra resultados promisorios para personas en las que pensamos que la visión se ha perdido permanentemente.”
Referencia
Foto de BryanHanson
Fonte: http://beatrizmayoral.blogspot.com.br/2016/10/investigacion-prometedora-para.html

18 de set. de 2016

IMPORTANTE...

Primeiramente, gostaria de agradecer a atenção de todos, principalmente aqueles que tem me enviado emails de solidariedade durante todo o período que me encontrei afastada de minhas  atividades.
Para os que não sabem, principalmente aqueles a quem fiquei impedida de responder suas mensagens, gostaria de explicar o motivo: Um certo dia amanheci com dores por todo o corpo, as quais se agravaram durante nove anos. Os médicos acreditavam ser artrite reumatoide, no entanto, não houve resposta aos inúmeros tratamentos existentes. Somente a mais ou menos um ano, com o aparecimento de inúmeros sintomas, como perda temporária da visão central, houve a necessidade de procurar um neurologista que tivesse interesse no meu caso. Enfim, Deus colocou um especialista, neurologista e fisiatra, Dr. Maurício Benevides, o qual falou se tratar de uma inflamação nos nervos do meu corpo, causada por um vírus ainda não identificado. Tal inflamação, segundo ele, foi tão grande que atingiu o líquido cerebral (o que justifica o quadro de cegueira, dormências e pressões na cabeça. Com apenas 5 dias de tratamento as dores passaram, voltei adquirir os movimentos e hoje, ainda me recuperando, e com algumas sequelas, estou retomando algumas prioridades... como esta com nossas crianças especiais.

NOVIDADE: Criei um novo blog "http://sosproduzindoereciclandorecursos.blogspot.com.br/" em resposta aos pedidos enviados por materiais e atividades. Estou atualizando aos poucos e preparando novos materiais. Espero que gostem!

Abraço a todos!
Jucimar Sidney

7 de dez. de 2012

Teste o Lado Direito do Cérebro

Você gostaria de ver se o lado direito do seu cérebro está funcionando corretamente?
Então faça esse teste e descubra agora mesmo.

Abaixo você vê uma imagem. Nela tem uma face de um homem escondida entre as sementes.
Agora pegue um relógio e veja quanto tempo você demora para achar o homem.



Não achou?
Clique aqui para ver o resultado (uma seta azul será exibida na imagem)

Agora veja o seu resultado. Se você achou o homem em:

- até 3 segundos: o lado direito do seu cérebro é mais desenvolvido do que o cérebro de pessoas normais.

- até 1 minuto: o lado direito do seu cérebro é normalmente desenvolvido.

- de 1 a 3 minutos: o lado direito do seu cérebro está reagindo lentamente, e você deveria ingerir mais proteína.

- mais de 3 minutos: o lado direito do seu cérebro é extremamente lento. Você deveria assistir mais desenhos para ajudar a desenvolver o seu cérebro direito. 



FONTE:http://www.enviealegria.com.br/mensagens/lado_direito_do_cerebro.htm

28 de jun. de 2012

NOVIDADE BOA...

E ai colegas? Enquanto meu livro não sai, estou providenciando um novo blog (S.O.S. Produzindo e reciclando recursos), sobre produção de recursos não-ópticos para estimulação visual. Espero que vcs gostem!!!
Até segunda-feira terei uma postagem pronta, ok? Participem!!!

Também aceito sugestões e quem quiser realizar postagens em um de meus blogs é só me enviar um email ta?

Super beijos pra vcs!!!

26 de jun. de 2012

A Arte e o Cérebro no Processo da Aprendizagem

Profa. Celeste Carneiro

FACILITANDO A APRENDIZAGEM

Com as recentes pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, a Teoria das Inteligências Múltiplas, a avaliação das aptidões cerebrais dominantes, e técnicas que foram criadas para acelerar a aprendizagem, tornou-se muito mais fácil aprender e gravar na memória o que estudamos.
Psicólogos, neurologistas e pesquisadores vêm escrevendo os resultados desses estudos, esclarecendo-nos e deixando-nos entusiasmados com os resultados obtidos por quem utiliza essas técnicas.
O LADO DIREITO DO CÉREBRO
A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, baseado no raciocínio lógico, linear, seqüencial, deixando de lado suas emoções, a intuição, a criatividade, a capacidade de ousar soluções diferentes.
António Damásio, respeitado e premiado neurologista português, radicado nos Estados Unidos e com muitos trabalhos publicados, em seu recente livro O erro de Descartes, afirma que  “o ponto de partida da ciência e da filosofia deve ser anti-cartesiano:  "existo (e sinto), logo penso”.
A visão do homem como um todo, é a chave para o desenvolvimento integral do ser.
 

Mandala - Autora: Iraci Santana.
Utilizando mais o hemisfério esquerdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios contidos no hemisfério direito, como a imaginação criativa, a serenidade, visão global, capacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros.
Através de técnicas variadas poderemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades.
Uma dessas técnicas consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, de modo que o hemisfério esquerdo ache a tarefa enfadonha e desista de exercer o controle total, entregando o cargo ao hemisfério direito, que se delicia com o exercício.

O uso de música apropriada que diminui o ritmo cerebral, também contribui para que haja equilíbrio no uso dos hemisférios cerebrais.
Há pesquisadores que sugerem a música barroca, especialmente o movimento “largo”, que causa as condições propícias para o aprendizado.  Ela tem a mesma freqüência que um feto escuta e nos direciona automaticamente ao lado direito do cérebro, fazendo com que as informações sejam gravadas na memória de longo prazo.
Músicas para relaxamento, como as “new age”, surtem os mesmos efeitos.
Nossa mente regula suas atividades através de ondas elétricas que são registradas no cérebro, emitindo minúsculos impulsos eletroquímicos de variadas freqüências, podendo ser registradas pelo eletroencefalograma.  Essas ondas cerebrais são conhecidas como:
Beta, emitidas quando estamos com a mente consciente, alerta ou nos sentimos agitados, tensos, com medo, variando a freqüência de 13 a 60 pulsações por segundo na escala Hertz;
Alfa, quando nos encontramos em estado de relaxamento físico e mental, embora conscientes do que ocorre à nossa volta, sendo a freqüência em torno de 7 a 13 pulsações por segundo;
Teta, mais ou menos de 4 a 7 pulsações, é um estado de sonolência com reduzida consciência;  e
Delta, quando há inconsciência, sono profundo ou catalepsia, emitindo entre 0,1 e 4 ciclos por segundo.
As duas últimas são consideradas patológicas.
Geralmente costumamos usar o ritmo cerebral beta.  Quando diminuímos o ritmo cerebral para alfa, nos colocamos na condição ideal para aprendermos novas informações, guardarmos fatos, dados, elaborarmos trabalhos difíceis, aprendermos idiomas, analisarmos situações complicadas.
A meditação, exercícios de relaxamento, atividades que proporcionem sensação de calma,  também proporcionam esse estado alfa.
De acordo com neurocientistas, analisando eletroencefalogramas de pessoas submetidas a testes para pesquisa do efeito da diminuição do ritmo cerebral, o relaxamento atento ou o profundo, produzem aumentos significativos de beta-endorfina, noroepinefrina e dopamina, ligados a sentimentos de clareza mental ampliada e de formação de lembranças, e que esse efeito dura horas e até mesmo dias.  É um estado ideal para o pensamento sintético e a criatividade, funções próprias do hemisfério direito.
Como é fácil para este hemisfério criar imagens, visualizar, fazer associações, lidar com desenhos, diagramas e emoções, além do uso do bom humor e do prazer,  o aprendizado será melhor absorvido se estes elementos forem acrescentados à forma de se estudar.
USO INTEGRAL DO  CÉREBRO
O ideal é que nos utilizemos de todo o potencial do cérebro, riquíssimo, surpreendente!
Quando levamos uma vida inteira exercitando quase que só as funções do hemisfério esquerdo, ou só o lado direito, ocorrem as doenças cerebrais degenerativas, tão temidas, como o mal de Alzheimer, por exemplo.
Necessitamos, portanto, estimular as diversas áreas do nosso cérebro, ajudando os neurônios a fazerem novas conexões, diversificando nossos campos de interesse, procurando nos conhecer melhor para agirmos com maior precisão e acerto.
Howard Gardner, o psicólogo americano criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, identificou inicialmente sete tipos de inteligência no ser humano que são estimuladas e expressas de formas diferentes, de acordo com cada pessoa. São elas:
  • verbal/linguística;
  • lógica/matemática;
  • musical; corporal/cinestésica;
  • visual/espacial;
  • interpessoal;
  • intrapessoal.

Atualmente foi acrescentada a inteligência naturalista e a existencial, estando esta última ainda em estudo.
A Teoria das Múltiplas Inteligências deverá ser aplicada não apenas com os diversos indivíduos, para atingir cada pessoa, de acordo com o seu ponto de interesse, mas em nós mesmos, buscando desenvolver cada tipo de inteligência que trazemos em estado latente.
Foi desenvolvido nos Estados Unidos um sistema de avaliação das aptidões cerebrais dominantes, utilizado também por alguns escritores nacionais e que mostra com clareza quais as áreas do cérebro que damos maior preferência e, daí, é feito um perfil psicológico da pessoa, sua maneira de agir na vida, qual o lugar de sua preferência numa sala de aula, como melhor aprende, etc.  A esse resultado, temos acrescentado outros elementos, dentro de uma visão holística do ser humano, que tem ajudado bastante as pessoas.
Conhecendo as áreas que são mais estimuladas, passa-se então a praticar uma série de exercícios para ativar as regiões menos utilizadas, de modo que, com o passar do tempo, nossa capacidade de agir como um ser humano integral estará bastante aprimorada.
Seremos lógicos e intuitivos, práticos  e sonhadores, racionais e emotivos, seguiremos os padrões vigentes e utilizaremos a nossa criatividade, teremos “os pés no chão e a cabeça nas estrelas”...  Seremos, enfim, do céu e da terra, captando todos os ensinamentos com facilidade, independente da faixa etária. Isto nos tornará muito mais capazes e autoconfiantes.
EXPERIÊNCIA COM O HEMISFÉRIO DIREITO
Desde 1992, quando iniciamos a coordenar o curso DLADIC – Desenvolvimento do lado direito do cérebro, onde utilizamos o desenho como pretexto para atingir os nossos objetivos, que vimos nos surpreendendo com o manancial riquíssimo que possuímos, armazenado em nosso cérebro, aguardando as condições propícias para se manifestar.
Nesse período, passaram pelo curso mais de trezentas pessoas.  Cada uma com um interesse diferente, com uma motivação própria.
  Quase todas, nos primeiros contatos, afirmavam ser incapazes de fazer qualquer tipo de desenho, de criar alguma coisa, de prestar atenção ou se concentrar em algo.
  No decorrer do processo de desbloqueamento, essas pessoas iam ficando surpresas com os resultados visíveis nos seus trabalhos artísticos e com a descoberta de uma nova forma de ver o mundo e de ver-se a si mesmas.

Figura humana de imaginação (acima)  e, à direita, de observação.
Autora: Nazareth Bastos, 1993.
 


Um dos primeiros exercícios é o de atenção, concentração, meditação.  Utilizando uma folha de papel tamanho ofício, sem tirar o lápis do papel, o aluno vai traçando linhas retas horizontais e verticais que se cruzam, formando uma composição. Após preencher a folha de acordo com o seu gosto, pode consertar as linhas que ficaram mais tortas e, em seguida, contorná-las com hidrocor preto e pintar as formas que as linhas fizeram de modo que desligue temporariamente o hemisfério esquerdo a fim de dar vazão ao hemisfério direito, enquanto ouve-se música relaxante ou subliminar, em profundo silêncio, meditando sobre as seguintes questões:
  • O que senti com a limitação de não poder tirar o lápis do papel, de só poder fazer linhas retas horizontais e verticais?
  • Como reajo quando sou limitado nos meus gestos, quando tenho de seguir orientações vindas de fora de mim mesmo?
  • Como convivo com isso no meu dia-a-dia?
  • O que senti quando fui liberado para consertar o que errei?
  • O que o erro representa para mim?
  • Como convivo com as coisas simples?
  • Em que o desenho se parece comigo, com a minha forma de ser?
  • Na minha vida tem muitos labirintos? Tem muitos espaços inacessíveis? É uma vida clara, alegre, aberta para acolher o outro?
  • Como lido com a minha vida?
  • Tenho facilidade para me deixar conduzir pelo fluxo da vida, não apressando o rio?

São questionamentos que a pessoa vai fazendo e respondendo a si mesma, sem externar para os outros, se assim o quiser. Inclusive os próprios desenhos, que são utilizados como pretextos para ter acesso ao lado direito do cérebro, não precisam ser mostrados a ninguém.  É um momento íntimo, pessoal, onde nos damos o direito de ser o que somos, com erros e acertos, sem censuras nem justificativas, arriscando a exploração de um campo novo e cheio de surpresas.  É um caminho para o autodescobrimento.
Nesse exercício vemos alunos realizando trabalhos quase perfeitos num prazo de uma aula, e passando duas a três aulas para corrigir o que foi feito!  Outros, se negam a consertar, dizendo:  “minha vida é assim mesmo, cheia de traços tortuosos, não quero corrigi-los.”  Alguns mostram-se confusos com a simplicidade da proposta, tão acostumados estão com a complexidade dos desafios que enfrentam diariamente.  E refazem o exercício várias vezes, até conseguirem atender a contento a orientação dada...
Estando pronto o trabalho, a alegria é estampada no rosto diante da composição inesperada.  Às vezes colocam no quadro, emoldurando-a, sentindo-se artistas.
Dessa composição, estimulamos a criatividade sugerindo a infinidade de novos trabalhos que poderão surgir a partir de pequenos detalhes ampliados e explorados com os mais diversos materiais e para as mais variadas finalidades:  mural, divisória, painel, quadros a óleo, colagens, objetos tridimensionais, etc. No exercício para desenvolver o poder mental, vemos aqueles que estão acostumados à meditação, à busca do crescimento espiritual, se entregarem à tarefa com determinação, conseguindo colocar no papel o que visualizou e dando um colorido forte, rico em contrastes, prosseguindo em casa com as variações desse mesmo trabalho.  Já os que não se preocupam muito com estas questões sentem mais dificuldade e precisam de um maior assessoramento.
Trabalhando com a criatividade, aproveitamos o desenho de observação para uma nova composição, onde o objeto do desenho é dissolvido, passando a ser parte do processo criativo, misturando-se com o todo.  Tiramos parte desse trabalho, ou detalhes para novas criações, como se fosse uma cornucópia de onde saem sempre novas idéias.
Com esse exercício chamamos a atenção para o trabalho em equipe.  A importância de cada componente para que o grupo ou a empresa sobressaia.  Quando destacamos alguém da equipe, por mais insignificante que seja, poderemos estimulá-lo e ver surgir um rico potencial de grande utilidade e beleza.  Quando valorizamos um pequeno grupo da equipe, o rendimento também pode ser bem melhor.  Também ressaltamos a importância de respeitar os limites, os espaços.
Num estágio mais adiantado trabalhamos com o desbloqueio dos vícios de observação e a flexibilidade mental.
Nas tarefas recebidas, o aluno vai  esquecer o nome dado às coisas e procurar ver o real, sem simbolismo algum, exatamente o que está à sua frente. Por vivermos distanciados do real, do verdadeiro, sofremos tanto!  Imaginamos tantas coisas diante de um fato, de um gesto, de um acontecimento, quando o significado real era outro, completamente diferente do imaginado!
Neste trabalho, é solicitado a ver as situações por diversos ângulos: por dentro, por fora, comparando tamanhos, aberturas, distâncias...  Saindo da parte para o todo e vice-versa, de forma constante, num estado de relaxamento atento, esquecido do tempo e das preocupações que tinha nos momentos que antecederam a aula.  É sugerido que leve a experiência para o dia-a-dia, procurando descobrir sempre novas soluções para os problemas e desafios da vida, evitando não cristalizar idéias e pontos de vista.
Estimulamos a observação atenta do companheiro que trilha conosco o mesmo caminho na vida, flexibilizando a mente para olhá-lo sem os conceitos e preconceitos que enraizamos em nós mesmos ao longo da convivência. Por mais tempo que tenhamos de convivência, não conhecemos ninguém o suficiente, pois todos nós estamos em processo contínuo de mudança.  E cada pessoa é sempre uma incógnita que nos surpreende.
Utilizamos nesse exercício a figura humana em desenhos realizados com traços, a lápis ou bico de pena.
No decorrer do curso algumas pessoas saem e dão um tempo.  Depois voltam e me dizem que determinado trabalho mexeu tanto com elas que resolveram fazer terapia ou se trabalharem melhor em determinado aspecto que não tinham dado a devida importância antes.
Outras, com um pequeno estímulo, descobrem o potencial artístico que têm e se lançam no mundo das artes, criando e pintando quadros que são levados à exposição até em outro estado do Brasil.  Uma dessas alunas, fez apenas um mês de aula e passou a pintar quadros, viajando em seguida por vários países, descobrindo coisas novas,  deixando dois painéis seus num restaurante da Nova Zelândia.
Vemos crianças conseguindo concentrar-se em casa para fazer os seus deveres estudantis, adolescentes encontrando mais facilidade na aprendizagem das matérias escolares, adultos escrevendo melhor, compreendendo a comunicação não-verbal, lendo mais e conseguindo um maior relaxamento diante das tensões diárias.  Idosos empregando o seu tempo na aquisição de maiores conhecimentos, na realização de antigos sonhos, na descoberta de suas potencialidades.
A música, o silêncio interior e exterior, os exercícios de desenho, de criatividade, as mandalas e, em algumas ocasiões, a videoterapia, têm sido fortes aliados na conquista dessa riqueza íntima que possuímos e não sabíamos ser possuidores.
Com os avanços das pesquisas sobre o cérebro, acrescentamos novas abordagens a este curso, visando o uso de todo o potencial do cérebro, procurando equilibrar o hemisfério esquerdo com o hemisfério direito. Passou então a ser chamado Criatividade e Cérebro, para aulas em grupo e Em busca da harmonia, para ser mais feliz, para o atendimento individual.
Atualmente, encontram-se à disposição de quantos queiram estar preparados para o novo milênio, os mais diferentes recursos de crescimento interior, divulgados pelos mais diversos meios,  através de profissionais interessados na formação de uma nova sociedade.  É só buscar...
Os desenhos enviados são de pessoas sem nenhuma experiência nessa área, que tinham dificuldade de concentração, memorização e criatividade
Bibliografia:
Desenhando com o lado direito do cérebro – Betty Edwards - Ediouro
Aprendizagem e criatividade emocional – Elson A. Teixeira  –  Makron Books
Cérebro esquerdo, cérebro direito -  Springer e Deutsch – Summus Editorial
Alquimia da Mente – Hermínio C. Miranda – Publicações Lachâtre
Viver Holístico – Patrick Pietroni – Summus Editorial
Revista Planeta, nº 201 – junho 1989
Revista Globo Ciência, ano 4, nº 39
Revista Nova Escola – Setembro 1997

Autora

Celeste Carneiro é orientadora do curso Criatividade e Cérebro, Facilitando a Aprendizagem, Mandalas Terapêuticas, e outros que visam estimular os hemisférios cerebrais.
É artista plástica, educadora e terapeuta.  E-mail:  cel5@terra.com.br



FONTE: http://www.cerebromente.org.br/n12/opiniao/criatividade2.html 
 

11 de jun. de 2012

Visão de Desenvolvimento

Bebe con juguete 
Você já teve dor de cabeça, olhos lacrimejantes? Você pode mover as letras durante a leitura ou com sono? Por que não relés apenas entender? Você vê a distância turva ou perto?

Talvez você, ou talvez você conhece uma criança que lutou para aprender na escola, falta de memória, compreensão pobre, com problemas de leitura e / ou escrita, se distrai facilmente, evita tarefas de perto investe números e / ou cartas , o conselho é difusa.
Isso pode ser um sintoma de um problema de visão, habilidades pobres, que não só você está impedido de ver com clareza e conforto, mas também limitar a compreensão e aprendizagem.
"Ver não é só para entender o que você vê"
Esta é a diferença entre a visão e visão, se o sentido da visão é um processo complexo, a visão é mais no último estão envolvidos processos de pensamento elevadas, que permitem que a percepção visual, ou seja, a análise , a compreensão e parceria do que estamos vendo. O que queremos dizer é que o cérebro produz o que os olhos vêem, é onde é a visão.
A visão é aprendida, assim como aprendemos a andar, falar, e também aprender a ver. Nós não nascemos sabendo ver, vamos construir a nossa visão do momento em que nascemos, o desenvolvimento de habilidades tais como a motilidade ocular, mão - coordenação olho, foco, binocularidade (coordenação de ambos os olhos), da mesma forma que entender e analisar o nosso espaço por exploração e movimento.
Quando um bebê está engatinhando desenvolve o cálculo de distâncias, tamanhos dos objetos através da manipulação. Assim, consolidando a visão vai, em conjunto com o desenvolvimento de nossos outros sentidos. O desenvolvimento do sistema visual, leva tempo e não até 7 anos de idade quando podemos dizer que as habilidades visuais são completo, integrado e pronto para ser usado eficazmente como na compreensão da leitura, a escrita mais atenção, mais, excel em esportes, etc. Desde que tenham tido uma estimulação adequada.
Dissemos anteriormente que a visão é aprendida e estimulação inadequada pode enviar-lhe fora a uma deficiência em habilidades, reduzindo suas chances de sucesso no trabalho, escola ou esportes. Para ser aprendido, também pode ser treinada e reforçada, levando a um nível ótimo habilidades visuais.
Você pode evitar problemas de visão, é necessário ter higiene visual adequado, às vezes isso pode ser suficiente, mas às vezes você precisa de uma avaliação funcional optométrica e perceptual para confirmar ou descartar um problema de visão que interfere com o seu desempenho.
O treinamento consiste em um estímulo visual para todo o sistema visual e outros sentidos envolvidos na operação da Visão através de exercícios específicos e planejados de acordo com as necessidades de cada pessoa para alcançar um melhor desempenho em suas atividades diárias.
Com os melhores cumprimentos,
"Dedicada a melhorar sua visão"
 
Psych. Fernando Villegas
Terapeuta Visual

9 de jun. de 2012

Ambliopia (revisado em fevereiro/2011)



AMBLIOPIA

Por que é preciso conhecer a ambliopia?

1) Porque ela é causa comum de baixa acuidade visual (visão deficiente, vista fraca) na criança.
2) Porque ela ocorre em olho potencialmente sem defeito anatômico.
3) Porque ela é enganadora (pode não dar sintomas)
4) Porque ela pode ser prevenida ou tratada precocemente, com sucesso.

O recém-nascido enxerga?

Sim, mas sua visão não está completamente desenvolvida.
A criança precisa “aprender a ver”.
O desenvolvimento da visão é muito rápido no 1º ano de vida; aos 5 anos a criança já enxerga, à distância, como um adulto, mas continua a desenvolver funções visuais refinadas até os 9 anos.
Para o progresso da visão, é necessário o desenvolvimento da retina (no olho) e do centro da visão (na córtex do cérebro).
O centro visual no cérebro precisa receber imagens nítidas e iguais dos olhos e, então, a pessoa enxerga o objeto fixado.
Se as retinas recebem imagens discordantes, o cérebro elabora-as mal e “escolhe” a melhor, “apagando” toda a percepção vinda do outro olho. Isso é o que se chama ambliopia.

O que é ambliopia?

É o “olho preguiçoso”, isto é, o olho que enxerga mal (por um problema de seu desenvolvimento) embora não tenha nenhum defeito ao exame com oftalmoscópio.

A ambliopia ocorre só num dos olhos ou nos dois?

Na grande maioria é unilateral (num olho só) mas às vezes pode ser bilateral (casos com astigmatismo e/ou hipermetropia de graus alto e de aparecimento precoce).
· Que condições podem causar ambliopia? As mais comuns são:

1. Estrabismo – desvio de um olho, especialmente quando esse desvio é para dentro. Neste caso a criança percebe duas imagens do mesmo objeto e como isso é incômodo, o cérebro apaga a imagem recebida do olho desviado. Assim esse olho deixa de ser usado e sua visão vai se perdendo. É a ambliopia por desuso.

2. Erro de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) acentuado num dos olhos. Pode ser um olho normal e outro com erro de refração ou pode ser que o erro de refração seja discreto num olho e intenso no outro.
A imagem enviada ao cérebro pelo olho com erro de refração maior é desfocada ou borrada e por isso o cérebro a suprime; desse modo, esse olho não se desenvolve. É a ambliopia por anisometropia (que significa diferença de refração entre os 2 olhos).

Como detectar precocemente a ambliopia?

1. Um bebê de 2 meses, normal, olha nos olhos que da mãe e segue seus movimentos, se estes forem lentos a uma distância de até 50 centímetros. Em caso contrário, consultar o oftalmologista.

2. Estrabismo – consultar imediatamente o oculista. Lembrar que no 1º semestre de vida é normal um estrabismo leve, bilateral, não fixo.

3. Consulta precoce (até os 2 ½ anos) com oculista é indicada nas crianças:

· que nasceram prematuras
· de pais ou familiares próximos que usam óculos com graus médios/fortes · de família de estrábicos
· com doenças genéticas ou neurológicas

4. Verificar os sinais de alerta para visão deficiente (e consultar, de imediato, o oculista):

· criança de 1 ano que não acha objetos escondidos, não olha para a figura correta quando ela é indicada pelo nome (se possível fazer o teste em ambos os olhos separados).
· olhos desviados ou cruzados; um olho menor do que o outro.
· olhos que dançam ou tremem.
· criança segura os objetos muito próximos para olhar.
· lacrimejamento excessivo, contínuo esfregar dos olhos, não tolera luz, olhos sempre irritados.
· franze os olhos para enxergar, fecha um dos olhos para olhar, inclina a cabeça para um lado para enxergar melhor.
· íris deformada (não inteiramente redonda) ou pupilas diferentes em forma, tamanho ou cor.
· queixas: não enxerga bem ou visão borrada, visão dupla.

5. A criança pode enxergar mal de um dos olhos mas compensar com outro, parecendo ser normal.

Por isso convém que toda criança faça sua primeira visita ao oculista aos 3 anos.

6. A partir dos 3 ½ - 4 anos, a visão da criança deve ser acompanhada, no consultório pediátrico, a cada 6 meses, com as tabelas (quadros) dos “E” .

7. Mesmo antes disso a acuidade visual pode ser testada com os “cartões de Teller” que têm listas zebradas.

Tratamento da ambliopia (oftalmologista)

1. Óculos para corrigir a refração e o estrabismo.

2. Tratamento oclusivo do olho bom (o olho normal é tapado) para forçar a criança a usar o olho mal desenvolvido.
É importante que o tratamento seja precoce, já que tratamentos tardios permitem apenas resultados incompletos.

Jayme Murahovschi (pediatra, SP)
Isaac Neustein (oftalmologista, SP)
Mauro Plut (oftalmologista pediátrico, SP)

Apoio: Departamento de Pediatria AMBULATORIAL da Sociedade Brasileira de Pediatria

Isabel Rey Madeira (RJ); Leda Amar de Aquino (RJ); Lúcia Ferro Bricks (SP); Marizilda Martins (PR); Renato M. Yamamoto (SP); Rosa Resegue (SP); Rudolf Wechsler (SP); Vera Lucia Maia (ES). 


FONTE: http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=24&id_detalhe=1367&tipo_detalhe=s

8 de jun. de 2012

VAMOS PARTICIPAR DO BLOG?

Gostaria de convidar a todos para participar das próximas postagens, através de sugestões de temas, históricos/testemunhos de evoluções de filhos, parentes e ou pacientes (se possível envie fotos de atendimentos e de atividades em evolução) ou até mesmo aos profissionais que queiram postar algum artigo ou atividades que realizam com seus pacientes, entre outros...
 Caso estejam interessados, enviem comentários aqui mesmo, não esquecendo de colocar o email para contato, ou através do meu email: jucimarsidney167@hotmail.com.


Obrigada a todos!!!
Participem!!!!

Como ensinar a criança colorir dentro do limite?

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 Colorir dentro das limite pode ser bastante difícil para algumas crianças. A atividade de colorir dentro do limite exige coordenação motora fina , viso-motora e viso-espacial. Uma técnica que eu encontrei no Blog da Terapeuta Ocupacional Dra. Zachry pode ser útil para as crianças com dificuldade motora e visual.A dica é delinear as bordas da imagem com pistola de cola quente.

 Fonte: http://drzachryspedsottips.blogspot.com
 http://johannaterapeutaocupacional.blogspot.com.br/

6 de jun. de 2012

ESSA EXPERIÊNCIA MERECE SER DIVULGADA... CONCORDAM COMIGO?

Na simplicidade também se ensina


Coloco alguns livros velhos sob a mesa do João Vítor para torná-la mais próxima dele, então pode ver melhor.


Aluno João Vítor digitando no notebook, em sala de aula.


Aluno João Vítor, tentando ler e traçar - família do "l".
Colei uma cartolina em sua mesa e dei-lhe um pincel para escrever.

Como tenho alunos com baixa visão e a nossa Escola ainda não está totalmente adaptada, procuro formas para atendê-los, cada dia invento uma e graças à Deus tem dado certo!
Contribuir com a construção do conhecimento de meus alunos é a minha prioridade!

FONTE: http://sandelcris.blogspot.com.br/2011/04/na-simplicidade-tambem-se-ensina.html
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT