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4 de jun. de 2012

BOAS MANEIRAS A MESA - GUIA PARA CEGOS

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/dieta-nunca-mais/files/2012/03/prato-vermelho-talheres.jpg
Lloyd C. Widerberg & Ruth Kaarlela
Institute of Blind Rehabilitation
Western Michigan University
A Western Michigan University é uma das duas universidades que têm programas de formação de pessoas que trabalham na reeducação de adolescentes e adultos cegos. O programa tem a duração de 16 a 24 meses; para ser admitido é preciso um diploma universitário e uma certa experiência de trabalho com adultos cegos. Uma das áreas especificas que os estudantes deste curso de reeducação devem aprender, é o modo de ajudar o cego a adquirir boas maneiras à mesa, de modo a que o seu comportamento seja aceitável para a sociedade. É importante para o cego saber que os seus hábitos à mesa são idênticos aos da sociedade onde vive. Este folheto foi escrito nos Estados Unidos, mas técnicas especiais que nele são descritas, também se aplicam a numerosas culturas. Muitas outras técnicas foram aplicadas noutros países, mas não estão descritas ou publicadas. Esta curta lista de sugestões será útil para os técnicos de reeducação, para as famílias dos cegos e para os próprios cegos.

Jeanne R. Kenmore, Ph.D. -   American Foundation for Overseas Blind, Inc.


Prefácio
Depois de uma olhadela rápida ao título deste folheto, muitas pessoas vão pô-lo de lado pensando que não tem grande interesse ou, pelo menos, não apresentando problemas aos cegos. Nada será menos exacto. Da mesma forma, para numerosas tarefas diárias todos pensam que cada um a partir de outras fontes, adquiriu as técnicas necessárias para desempenhar essas actividades. Ora essas técnicas são adquiridas por imitação, com a ajuda de instruções verbais dadas pelos pais, ou por interesse pessoal. Estes métodos de aprendizagem não têm qualquer valor para o cego, mas como o facto de comer é essencial para o bem estar do cego, ele adquiriu estes métodos de uma ou de outra maneira. No entanto, nunca está certo se os seus métodos são socialmente aceitáveis; as pessoas que se ocupam dele não têm, geralmente, nenhum meio de saber o que é aceitável para um cego e estão pouco dispostas a corrigi-lo; uma falta de confiança nos métodos que utiliza pode conduzir o cego a evitar situações sociais que lhe poderiam ser benéficas, ou conduzi-lo a solicitar alimentos que não requeiram manipulação de utensílios e pratos, restringindo-se, assim, de um dos momentos mais agradáveis da vida. Este folheto não pretende fornecer soluções para todos os problemas que se colocam aos cegos quando comem. Quando muito, poderá servir de guia para os que trabalham com eles neste assunto especifico. Deverá ajudar as famílias e o pessoal de reeducação que estão em contacto directo com os cegos. Sobretudo, é preciso recordar que a aquisição destas técnicas pede uma prática constante com supervisão rigorosa, dado que a acção do instrutor sobre o cego, ajudará a reforçar os métodos e dar-lhe-á confiança quando se encontrar em sociedade.

Donald Blasch: Institute of Blind Rehabilitation - Western Michigan University

Introdução
«Sendo as refeições para o cego um dos momentos mais agradáveis da vida, é muito importante que ele saiba comer correctamente a fim de poder aceitar um convite» - Émile Javal, 1905
Ainda que o facto de se alimentar,  seja para o ser humano, essencial para a sua sobrevivência, comer, como diz Émile Javal, tem igualmente um carácter social. A perda de visão dificulta a facilidade normalmente associada ao acto de se alimentar, impedindo que este seja desempenhado de um modo aceitável para a sociedade. Este manual sugere as técnicas que o cego pode desenvolver para ultrapassar as dificuldades a ter à mesa resultantes da perda de visão. As sugestões são seguidas de métodos especiais que podem ser aplicados durante o desenrolar de uma refeição.

Regras Gerais
1. Estabelecer "pontos de referência" à mesa, quer dizer, um objecto a partir do qual poderá encontrar os outros objectos. Neste caso, trata-se do prato.
2. Manter o contacto com a mesa, tanto quanto possível, a fim de evitar o choque com os objectos colocados sobre ela. Este pode fazer-se passando ao de leve pela superfície da mesa com as costas dos dedos.
3. Durante a refeição será bom inclinar o tronco para a frente de modo que a cara se encontre por cima do prato, no caso de qualquer coisa cair do garfo.
4. Podem reconhecer-se os alimentos pelos seus aromas, pelas sensações de calor ou frio e pela sua resistência quando se cortam.
5. Recordar-se onde estão colocados os talheres.
6. O peso da colher ou do garfo é indicador do peso do alimento que transporta.
7. Pode-se espetar o alimento, quer dizer, enfiar os dentes do garfo na comida e levá-lo à boca. Este método é utilizado para os alimentos sólidos, tais como feijão verde, batatas, etc.; pode-se recolher o alimento na parte côncava do garfo, quer dizer, posicionar o garfo sob o alimento em posição horizontal e em seguida levá-lo à boca. Pode utilizar-se este método para os legumes moles, cozidos, papas, ervilhas, etc..
8. "Fixar" sempre o prato segurando-o com a mão e manter o contacto com o talher.
9. Quando é difícil de apanhar, juntar ou recolher o alimento, utilizar um bocadinho de pão para empurrar ou uma faca.
10. É necessário de vez em quando localizar os alimentos com o garfo, juntando-os no centro do prato.
11. As duas mãos devem servir para manter o contacto e orientar-se.
12. Em caso de necessidade deve perguntar o que é que está no prato ou:
  • Pedir, se necessário, que lhe cortem a carne;
  • Pedir ajuda para localizar os alimentos;
  • Pedir que lhe sirvam o molho. etc.

Para se aproximar da mesa
1. Ponha uma mão nas costas da cadeira.
2. Com a mão livre examinar o feitio e o assento da cadeira para conhecer a forma e para saber se está ocupada ou não.
3. Colocar-se em frente da cadeira de modo que a barriga da perna toque os bordos da mesma, manter o contacto com ela colocando uma mão sobre o assento ou nas costas.
4. Sentar-se à vontade, os pés bem assentes e aproximar-se do bordo da mesa.

Examinar o serviço de mesa
1. Tocar ao de leve na orla da mesa com as costas das mãos e colocar-se bem em frente da mesma.
2. Para localizar o prato pôr as mãos sobre a beira da mesa, os braços flectidos e os dedos curvados e avançar para o centro da mesa até tocar no prato.
3. A partir deste ponto de referência, localizar os talheres por movimentos laterais das mãos, à direita e à esquerda.
4. Tocar ao de leve a parte côncava da colher, a lâmina da faca, os dentes do garfo, para identificar os talheres.
5. Os braços flectidos, os dedos encurvados, seguir o bordo direito do prato, estender o braço e os dedos para localizar a taça ou o copo.
6. Seguir a mesma técnica à esquerda para localizar o cesto do pão.

Localizar os alimentos no prato
1. Utilizar a borda do prato como ponto de referência, aproximar do conteúdo com os dentes do garfo em direcção perpendicular. Tocar com o garfo nos alimentos que se encontram nas posições de 6h, 9h, 12h e 3h, para os identificar pela sua resistência e paladar.
2. Rodar o prato de modo a ter a carne na posição das 6h, particularmente se ela precisar de ser cortada.
3. Rodar o prato de modo que os alimentos mais consistentes (puré de batata por exemplo) se encontre mais longe: Servirão de "tampão" para apanhar os outros alimentos (por exemplo, ervilhas).

Para cortar os alimentos com o garfo
1. Utilizar a borda do prato como ponto de referência, localizar o alimento com as costas do garfo.
2. Segurar o prato com uma mão.
3.  Avaliar um bocado com cerca de 2,5 cm.
4. Utilizar a extremidade inferior do garfo esticando o indicador sobre o cabo para o apoiar, cortar o alimento.
5. Separar a porção cortada do resto do alimento.
6. Uma resistência indica que o corte não é completo ou que a porção é muito grande.
7. Levantar o bocado do alimento, espetando-o com os dentes do garfo.

Para cortar a carne com uma faca
1. Com a faca, localizar o bordo da carne.
2. Com a outra mão colocar o garfo do outro lado da faca, cerca de 2,5 cm para lá da faca.
3. Espetar os dentes do garfo na carne.
4. Utilizar o garfo como fonte de referência, cortar a carne de um lado ao outro do garfo, seguindo a forma de uma meia lua, quer dizer, à volta do garfo.
5. Manter o resto da carne com a faca inclinada e levar o bocado à boca.

Para cortar salada
1. Localizar com o garfo o bocado de salada mais próximo de nós e cortar com a faca para lá desse ponto.
2. Colocar o garfo um pouco mais longe e cortar para lá desse ponto, etc.
3. A pressão do garfo fixa o prato enquanto se corta a salada.
4. Para retirar o garfo da salada, fixar a alface com a faca.

Como barrar um bocado de pão
1.  No começo pode ser necessário para a pessoa cega ter a fatia de pão inteira na palma da mão; colocar o bocado de manteiga no centro da fatia e espalhar a manteiga com a faca em todas as direcções, ou então:
2. Utilizar as técnicas descritas para exploração do serviço de mesa, localizar o prato do pão.
3. Pode utilizar-se a beira do prato do pão como ponto de referencia para encontrar o pão.
4. Cortar o pão.
5. Pegar na faca com a outra mão e dirigir-se na direcção da manteiga.
6. Utilizar a faca para explorar a manteiga, avaliar a quantidade desejada e cortar.
7. Com a manteiga sobre a faca, levar a faca para o pão, colocar a manteiga no centro do pão e espalhar.

Condimentos
1. Localizar os condimentos com técnicas de exploração para além do prato, à direita ou à esquerda sobre uma área limitada.
2. Pode reconhecer-se o sal porque é mais pesado do que a pimenta. O saleiro em geral tem os buracos maiores. Pode reconhecer-se a pimenta pelo aroma, pelo peso ou pelos buracos mais pequenos.

Para deitar o sal e/ou a pimenta
1. Localizar o prato com uma mão.
2. Ter a palma da mão por cima dos alimentos, os dedos estendidos abertos e separados cerca de 1 cm.
3. Deitar o sal sobre as costas da mão para poder avaliar da quantidade de sal vertido, ou:
4. Verter o sal na palma da mão e com os dedos da outra mão, em forma de pinça, deitá-lo no prato.

Para deitar açúcar numa bebida
1. Localizar o açucareiro explorando como já foi descrito anterior mente.
2. Colocar o açucareiro à esquerda da chávena.
3. Sustentar o açucareiro com a mão esquerda.
4. Pegar na colher com a mão livre e manter o contacto com o bordo da chávena com o dedo mínimo.
5. Pegar numa colher de açúcar, mantendo o dedo mínimo sobre a chávena.
6. Deitar o açúcar na chávena.

Para deitar o leite
1. Localizar o recipiente do leite como já foi descrito.
2. Chegar o recipiente do leite para o pé da chávena.
3. Sustentar a chávena, colocar o bico do recipiente do leite no bordo da chávena, orientando-se com uma mão.
4. Inclinar o recipiente do leite e deitar.
5. O som e a duração informarão sobre a quantidade vertida.

Sobremesa
1. Utilizar as técnicas de exploração, determinar a forma do prato de sobremesa.
2. 0 serviço de sobremesa, a forma do prato e a temperatura, podem informar sobre o tipo de sobremesa.
3. Para comer a tarte, começar pela extremidade picando verticalmente com o garfo fazendo pressão, partir bocadinhos e levá-los à boca.

Para se servir
1. Segurar a travessa com a mão direita.
2. Transferi-la para a esquerda.
3. Colocá-la sobre o prato.
4- Localizar os talheres para servir. seguindo o bordo da travessa.
5. Servir o alimento da travessa para o prato.
6. A temperatura da travessa pode indicar onde se encontram os alimentos.
7. Para pegar num bocadinho de pão ou biscoito, localizar a borda do prato e avançar lentamente com a mão até encontrar o que pretende.

Cafetaria e Self Service
1. A sensação de calor e frio indicam onde se encontram os alimentos quentes e os alimentos frios.
2. 0 aroma e o ruído são também sinais de referência.
3. Para colocar os alimentos no tabuleiro utilizar o bordo do mesmo como ponto de referência.
4. Dispor os alimentos como se fosse sobre uma mesa.
5. Deslocar o tabuleiro ao longo do balcão da cafetaria, uma mão deve "conduzir" para impedir o tabuleiro de chocar com os precedentes, a outra mão guiará o tabuleiro a fim de o preservar de pancadas.
6. Transportar o tabuleiro junto ao corpo e mantê-lo centrado. Deslocar-se lentamente.
7. Localizar a cadeira obtendo contacto com as pernas (visto que as mãos transportam o tabuleiro).
8. Se for possível, alinhar o tabuleiro com o bordo da mesa e deslocar em direcção ao centro ou,
9. Em cima da mesa baixar lentamente e assegurar-se que o lugar está livre, estender o dedo mínimo em direcção da superfície da mesa, observar se o fundo do tabuleiro entra em contacto com objectos sobre a mesa.
10. Para descarregar o tabuleiro, se houver espaço, colocar no centro da mesa e retirar o que nele se encontra, ou então,
11. Colocar o tabuleiro ao lado e retirar o que lá se encontrar.
12. Para substituir o prato principal pelo prato de sobremesa, levantar o prato grande, passando-o por alto até ao centro da mesa. Com a mão livre localizar o espaço e colocar o prato da sobremesa no seu lugar.

Lloyd C. Widerberg e Ruth Kaarlela
Tradução: Alda Ruivo - 1987/88


FONTE> http://deficienciavisual.com.sapo.pt/txt-maneiras-mesa.htm

3 de jun. de 2012

UN SISTEMA VIRTUAL MUY INTERESANTE!


Investigadores de la Universidad Carlos III de Madrid (UC3M) desarrollan un sistema integrable en unas gafas de realidad virtual que ayuda a las personas con discapacidad visual moderada a moverse por su entorno. La aplicación detecta la distancia y forma de los objetos e interactúa con el usuario mediante un sencillo código de colores.El ingenio que han desarrollado los científicos de la UC3M podría resultar de utilidad a personas con discapacidad visual moderada, fundamentalmente a quienes tienen problemas para percibir toda la amplitud del entorno. “Este dispositivo se orienta a quienes en un deambular normal se chocarían con todo lo que dejan de ver por las pérdidas de su campo visual, producto de glaucomas, patologías retinianas, etc.”, indica el responsable del proyecto, Ricardo Vergaz, profesor del departamento de Tecnología Electrónica de la UC3M.
El prototipo se ha desarrollado sobre el soporte de un dispositivo HMD (Head Mounted Display), un casco de realidad virtual que integra dos cámaras y que está acoplado a un pequeño ordenador que procesa todas las imágenes que le llegan. A continuación, gracias al algoritmo que han desarrollado estos investigadores, el sistema determina la distancia y los contornos de los objetos y se lo comunica al usuario en tiempo real mediante dos micropantallas, resaltando la silueta de los elementos de la escena y variando el color en función de la distancia. “Detecta los objetos y las personas que se mueven dentro del campo visual que tendría una persona sin patologías. A menudo el paciente no los ve también por problemas de contraste”, explica el profesor Vergaz. “La información sobre profundidad es la que más echaban de menos los pacientes que usan este tipo de ayudas técnicas”, comenta.


En estos momentos el invento se está probando sobre el soporte de unas gafas “inteligentes” en colaboración con el Instituto de Oftalmología Aplicada (IOBA) de la Universidad de Valladolid, donde realizan los ensayos clínicos de cara a su validación y aplicabilidad. “El IOBA nos contará sus resultados a finales de este año tras probarlo con una muestra de población representativa de los pacientes que podrían utilizar el dispositivo, lo que nos permitirá valorar el éxito y validez de su funcionamiento y mejorarlo”, comenta Ricardo Vergaz. El objetivo final es mejorar la ergonomía del dispositivo, de modo que el usuario no tenga inconveniente en llevar estas gafas junto con un mecanismo electrónico ligero que se podría llevar en un bolsillo.

Este proyecto potencia la línea de investigación relacionada con el diseño, desarrollo e innovación de nuevas técnicas destinadas a personas con discapacidades, iniciada en la UC3M por el Grupo de Displays y Aplicaciones Fotónicas. La aplicación ha sido elaborada en el marco del Proyecto de Ayudas Técnicas Integradas para Discapacidades visuales, Transportables y Accesibles (ATIDivisTA), en la convocatoria de ayudas para la consolidación de grupos de investigación con jóvenes investigadores de la Comunidad de Madrid. Cabe destacar la participación en el proyecto del profesor doctor Juan Carlos Torres, y el ingeniero industrial Carlos Barranco, contratado para plasmar las evoluciones del prototipo tras el término del proyecto.

Este grupo de investigadores también está desarrollando otro ingenio que consiste en una lupa virtual. “La principal novedad – destaca Vergaz - radica en el tipo de algoritmo desarrollado, que permite al usuario perderse menos mientras lee el texto”. El resultado es similar al modo en que funcionaría una lupa real, pero controlando la presentación en pantalla (móvil, tableta, etc.), con la modificación de la forma y dirección del aumento, para facilitar la lectura y evitar perder la línea y la referencia textual. Este sistema podría resultar de gran utilidad a personas con pérdida de visión en el campo central, como las que sufren degeneración macular asociada a la edad. Todas estas patologías no producen ceguera total y hay cientos de miles de personas afectadas o que potencialmente pueden serlo, en mayor o menor medida, sólo en España.

Fuente: http://www.uc3m.es/portal/page/portal/actualidad_cientifica/noticias/gafas_discapacidad_visual

SISTEMA VISUAL Y LA FUNCION DEL TALAMO

Xurxo Mariño, investigador de la Universidad de La Coruña, explica en Salamanca nuevos hallazgos sobre los mecanismos del sistema visual
Imagen: foto del investigador
Xurxo Mariño, investigador de la Universidad de La Coruña, ha explicado en el Instituto de Neurociencias de Castilla y León (Incyl) los avances más recientes de su grupo de investigación acerca de los mecanismos por los cuales el encéfalo consigue darle forma a las imágenes que captan las retinas. Los científicos han conseguido averiguar que una estructura conocida como tálamo se encarga de filtrar la información que percibimos para que finalmente la corteza cerebral genere las imágenes.
"La retina es un simple receptor de fotones, es en la corteza donde se forma la imagen", comenta el especialista en declaraciones a DiCYT (www.dicyt.com). Sin embargo, la corteza tiene "un diálogo muy intenso" con otra zona del centro del encéfalo, el tálamo. Pues bien, "nosotros estamos estudiando esa comunicación que se establece entre el tálamo y la corteza", apunta, "aunque la imagen se forma supuestamente en la corteza, el tálamo es un filtro fundamental de la información y esa filtración depende del contexto".
Otros sentidos recurren también a un filtro de la información para que el sistema nervioso la pueda procesar. Por ejemplo, "en un bar lleno de gente podemos mantener una conversación con una persona dentro de un grupo y focalizar nuestra atención en ella a pesar del ruido que generan las personas de alrededor". En definitiva, la corteza cerebral tiene la capacidad de regular sus entradas a través del filtro del tálamo, en el caso de la investigación que realiza Xurxo Mariño, en el sistema visual.

Para lograr estos avances en el conocimiento sobre "cómo funciona la máquina que tenemos dentro del cráneo", el grupo de Neurociencia de la Universidad de La Coruña recurre a la electrofisiología, que consiste en estudiar las propiedades eléctricas de las neuronas. "En el mundo de la Neurociencia, la vista es el sistema sensorial más estudiado porque da mucho juego a la hora de utilizar estímulos, es el que más se conoce y en el que nosotros tenemos publicaciones más relevantes", señala el investigador. Básicamente, se trata de averiguar "cuáles son los mecanismos sinápticos de comunicación entre neuronas y cómo se va modelando y procesando la información que se capta en la retinas", ya que las neuronas van "computando la información".
Técnicas y análisis
En el Incyl también hay científicos que emplean la electrofisiología, pero en su caso el objetivo es estudiar el sistema auditivo. En este sentido, Xurxo Mariño asegura que tienen un campo de interés común a la hora de "masticar la información que obtenemos", es decir, en "el uso de técnicas de análisis de datos y de obtención de información".
El científico gallego también destaca la singularidad de su propio grupo de investigación al realizar experimentos con una amplia gama de modelos animales (ratas, gatos y monos), además de desarrollar terapias en seres humanos. Utilizar un animal u otro depende del experimento concreto. Así, los monos se emplean para ejecutar tareas complejas, mientras que el gato es un buen modelo porque tiene un encéfalo de gran tamaño que facilita realizar experimentos y registrarlos electrofisiológicamente.
Por otra parte, también trabaja en una línea de investigación sobre los mecanismos del ciclo sueño-vigilia para analizar cómo cambia a lo largo de las 24 horas del día la actividad eléctrica del sistema nervioso, regulada también por distintas zonas del encéfalo que liberan ciertas sustancias neurotransmisoras. Su grupo trabaja también en una tercera línea de investigación en busca de terapias eficaces para pacientes con párkinson.
Divulgación
Además de su actividad como neurocientífico, Xurxo Mariño dedica buena parte de su tiempo a la divulgación de la Ciencia a través de iniciativas muy diversas, como un blog (http://www.culturacientifica.org/ ), teatro científico o su cuenta de Twitter, con más de 2.000 seguidores (@xurxomar ). La Ciencia y la divulgación científica "son dos mundos distintos", asegura. En su caso, dice alimentarse de la investigación para hacer divulgación, aunque el público al que se dirige una actividad concreta es el que determina el tipo de información que se comunica.
"Me llama la atención que tenemos la posibilidad de usar tecnología para comunicar y que apenas se utiliza. Muchos conferenciantes siguen usando presentaciones sosas y aburridas, cuando podríamos utilizar muchas herramientas que entusiasmen al público", señala. "Esto es lo que trato de hacer yo en charlas con actores y en espectáculos que montamos en los bares. Utilizamos la tecnología y la capacidad de seducción de las imágenes, los sonidos y los actores", añade.

31 de mai. de 2012

TERAPIA VISUAL...

Casos en los que la terapia visual ayuda
Imagen: foto de una niña.

La gente está acostumbrada a entender que “TENER UN PROBLEMA VISUAL” es “no ver claro”, “necesitar unas gafas o unas lentillas para ver mejor”, “tener una patología en el ojo” que trata el médico, o “usar parche el niño que tiene un ojo vago o bizquea”.
Pero es realmente cuando utilizo ejemplos en los que la terapia visual ayuda, es cuando se entiende que el campo de la visión es más amplio que todo esto, y que la visión puede tener otros “problemas” que no se tratan sólo con gafas o lentillas, con un parche o con un medicamento o cirugía. Es cuando se comprende cuál es mi trabajo o qué hace un optometrista comportamental y terapeuta visual.

Normalmente acudís a una óptica cuando no veis claro para que os gradúen y os digan si necesitáis unas gafas para ver mejor. O cuando el médico (oftalmólogo) os las ha recetado. O porque queréis haceros unas lentillas. O porque queréis comprar un líquido para limpiarlas. O porque queréis compraros unas gafas de sol, o incluso graduarlas. Esto, entre otras cosas.

Pues bien, para que os quede un poquito más claro a los que aún tenéis dudas, os voy a mostrar algunos de los motivos por los cuales los pacientes acuden a la consulta:
  • “Le han diagnosticado miopía y le han puesto gafas, en principio para estar en clase, ver la televisión, el cine… De momento sólo para esto, porque por un ojo, el derecho, parece ser que todavía puede recuperar visión pero por el izquierdo no y tendrá que llevar gafas para todo.” CONTROL DE MIOPÍA. A esta paciente el oftalmólogo le había recetado unas gafas con miopía y astigmatismo “funcional”, es decir, esta graduación era debida al estrés visual al que sometía su visión tanto en el colegio como en sus actividades de ocio (le encantaba leer, y no en muy buenas condiciones de higiene visual). Tras la terapia visual y cambiando estas condiciones, la miopía y el astigmatismo desaparecieron.

  • “Mi hija NO tiene dificultades destacables en el colegio pero lleva 3 años usando parche porque tiene un ojo vago y bizquea un ojo. Parece que su mejora se ha estancado y el médico quiere que continué con el parche 6 meses más, pero la niña ya no quiere ni oír hablar de él. Cada vez que sacamos el tema, llora.” TERAPIA PARA ESTRABISMOS Y AMBLIOPÍAS. Esta niña no volvió a utilizar el parche salvo para hacer la terapia en casa. Ya no se volvió a poner el parche en el colegio y sus compañeros ya no se metían con ella. Ella iba más contenta al colegio y su rendimiento mejoró en cuanto empezó a hacer los ejercicios y a estimular ese “ojo perezoso”. Ahora tiene una visión del 100% (y fijaos que no digo una agudeza visual del 100%, que también) y desde que acabó la terapia, no ha vuelto a desviar ningún ojo.

  • “Me resulta muy incómodo leer documentos y trabajar delante del ordenador, tengo dolores de cabeza, mareos, presión en el estómago y me molesta la luz, especialmente la artificial del techo. Tengo cansancio ocular. Estoy peor a partir de la mitad del día, principalmente por la tarde y a última hora de la noche.” TERAPIA PARA SÍNDROME VISUAL INFORMÁTICO. A este señor le era imposible seguir trabajando al final del día. Su rendimiento laboral bajaba cada día y era incapaz de encender el ordenador al llegar a casa para ver simplemente el correo personal. Llegó a sentir verdadera aversión al ordenador. La terapia le ayudó a relajar su sistema visual y controlar más ese esfuerzo desmesurado que hacía. De esta manera, tardaba menos en hacer el trabajo de cada día, disfrutaba más de su trabajo, se encontraba más animado, e incluso podía leer un libro cuando llegaba a casa y disfrutarlo!!

  • “Me llamaron del colegio para una tutoría, para decirme el profesor que estaba muy preocupado por mi hijo pues iba bastante retrasado del grupo, y cuando en clase se dirige a él está siempre bastante disperso. Pero que no le veía que fuera un niño de necesidades especiales, aún así recomendó que le valorara el equipo de orientación del colegio. En esa valoración, unas de las cosas que tenía el niño, eran dificultades grafo-perceptivas de coordinación viso-motora. Entonces me informé sobre la optometría comportamental porque me lo dijo un amigo y coinciden muchas cosas que tiene el niño.” TERAPIA DE EFICACIA VISUAL. Este niño veía muy bien la pizarra y el cuaderno (TENÍA AGUDEZA VISUAL 100%), pero cuando tenía que leer durante un rato se cansaba y no acababa la tarea. Su lectura empeoraba y perdía la concentración y la atención, por tanto, llegaba un momento que no entendía ni recordaba lo que leía. En estas condiciones estudiar una asignatura se le hacía muy pesado. Después de la terapia, leer era algo divertido, sus padres ya no tenían que estar detrás de él para que leyera, él solo cogía los libros y los leía. Sus notas mejoraron y en el colegio también su conducta.

  • “Tenemos una hija de 13 años con dificultades en el aprendizaje tratadas desde los 5 años con psicopedagogos. Además, cada vez le cuesta más esfuerzo establecer relación con sus compañeros. Tiene una alta capacidad de frustración, es muy sensible por todo, a veces se comporta como una niña pequeña y tiene una autoestima muy baja. Creemos que aún no ha superado algún reflejo infantil y que estas dificultades escolares también se deben a ello”. TERAPIA DE INTEGRACIÓN DE REFLEJOS. Esta niña efectivamente tenía reflejos primitivos activos que debían de estar ya integrados desde el primer año de vida, y le estaban afectando sobre todo a la parte emocional y en consecuencia, a su rendimiento en el colegio. Su baja autoestima le hacía pensar que era la más tonta de la clase y que su esfuerzo no merecía la pena. Estos reflejos habían impedido que el desarrollo motor y el desarrollo visual se produjera con normalidad, por tanto, necesitó una terapia global de las tres áreas (TERAPIA DE EFICACIA VISUAL/VISUOCONGNITIVA / TERAPIA DE INTEGRACIÓN DE REFLEJOS / TERAPIA NEUROFUNCIONAL) para eliminar así, las dificultades que tenía en el colegio y con ello su autoestima mejoró.

  • “Le han diagnosticado TDAH, y tiene dificultades en el colegio, no termina sus tareas, tiene mala conducta y aunque se esfuerza no parece que sea suficiente. El neurólogo le ha mandado Concerta pero no queremos medicarle. Le hemos llevado al oftalmólogo pero nos ha dicho que el niño ve bien. Buscando otras alternativas a la medicación hemos encontrado la terapia visual comportamental y queremos descartar que realmente no haya ningún problema en su visión que pueda estar interfiriendo”. TERAPIA DE EFICACIA VISUAL y TERAPIA DE INTEGRACIÓN DE REFLEJOS. Este niño tenía un 100% de agudeza visual, por eso, aunque le habían llevado al oftalmólogo, le habían dicho que no tenía ningún problema visual. Sin embargo, el resto de las habilidades visuales no se habían desarrollado con normalidad y no funcionaban con eficacia. Además, la existencia de ciertos reflejos activos provocaban también esa falta de atención e hiperactividad. Con ambas terapias conseguimos que además de ver claro, que viera con eficiencia y que no tuviera que estar compensando él mismo esos reflejos para así concentrarse en las tareas a realizar. Su atención mejoró, podía estar más tiempo haciendo una tarea y no las dejaba sin acabar. La calidad de sus trabajos mejoró y su rendimiento también y sus profesores estaban más contentos con él!!! :-)

  • “Mi hija tiene dificultades en el colegio desde que empezó Primaria. Ahora está en 4º y va de mal en peor. No le gusta ir al colegio, no le gusta leer, no sabe hacer resúmenes, a veces no entiende lo que lee, es desorganizada en sus tareas y sus escritos están siempre llenos de tachones, se lía cuando tiene que usar diferentes colores, agarra mal el lápiz, tiene mala memoria, no le gusta hacer manualidades, ni tampoco ningún deporte. Creemos que hay algo que está impidiéndole aprender pero no sabemos cómo ayudarla”. TERAPIA PARA PROBLEMAS DE APRENDIZAJE o VISUO-CONGNITIVA. Esta niña no sólo no veía bien y no se lo habían detectado antes, sino que además, no entendía lo que veía porque su cerebro no sabía qué hacer con la información visual que recibía constantemente en el colegio. Por tanto, sus respuestas en los exámenes, al hacer resúmenes, al escribir o copiar de la pizarra, siempre eran erróneas. Era mejor haciendo exámenes y trabajos orales que escritos (a pesar de su timidez). La terapia le ayudó a ver mejor y más eficientemente para así entender mejor lo que veía y responder en cada momento de la manera más adecuada. Se cansaba menos haciendo las tareas escolares porque le requerían menos esfuerzo y tiempo. Sus padres ya no tenían que luchar diariamente con ella porque hiciera sus deberes. Y la posibilidad de que la niña siguiera estudiando se abrió frente a sus ojos.

  • “El profesor nos recomienda que le hagamos al niño una evaluación optométrica completa porque sospecha de una lateralidad cruzada, ya que tiene más facilidad con el OI y es diestro. Se acerca mucho al leer y se cansa. Tiene mala letra. Mala caligrafía. Mala motricidad fina en general. Se le queda mejor si le leen un texto a si lo lee él solo”. TERAPIA NEUROFUNCIONAL. Gracias a la detección precoz del profesor, no sólo se confirmó esa lateralidad cruzada existente, sino que además, se detectó que el motivo era debido a un pequeño estrabismo que tenía en el ojo que debía dominar. Tratamos el estrabismo con la terapia visual y aún seguimos trabajando para cambiar la dominancia ocular.

  • “Tiene buen nivel lector desde hace bastante tiempo. A nivel de escritura ha presentado algunos problemas de escritura en espejo de alguna letra y algún número (ya no). También de confusión entre sonidos similares (p/t), etc. Omite alguna letra de vez en cuando o cambia alguna (cada vez menos), al copiar se salta renglones o vuelve a repetir la última palabra o incluso frase, que ha escrito. En la lectura omite con frecuencia los artículos y preposiciones cortas mientras que lee con facilidad palabras mucho más largas y complejas.” TERAPIA NEUROFUNCIONAL. Este niño se saltó etapas en su desarrollo motor de sus primeros años de vida tan importantes como el gateo, por tanto, no había desarrollado correctamente su lateralidad. Aunque los padres creían que para todo utilizaba la misma mano y el mismo pie, no lo tenía igual de claro para el ojo y para el oído, así cada vez que seguía un dictado o copiaba una explicación, o cada vez que tenía que copiar de la pizarra, lo que veía u oía era procesado por un hemisferio y lo que escribía su mano era procesado por el otro. Y el cruce de información entre ambos no era lo suficientemente fuerte como para que esas tareas las hiciera con eficacia y rapidez. Con la terapia le ayudamos a definir un hemisferio como claramente dominante para que la información fuera procesada de manera ordenada, de esta manera, las omisiones y las inversiones fueron desapareciendo. Sus tareas escritas eran más limpias, su escritura más legible y escribir ya no era un suplicio para el niño. Incluso una queja que no manifestaron desde el principio también había mejorado, la pelota era divertida para él, y se había apuntado a deportes en el colegio porque ahora los disfrutaba, ya no era “el patoso de la clase”.

  • “Desde hace unos meses hemos observado que nuestra niña de 2 años a veces bizquea un ojo. La llevamos al oftalmólogo y nos dijo que eso era normal para su edad que aún están aprendiendo a usar sus dos ojos. Pero no estamos convencidos del diagnóstico” DETECCIÓN PRECOZ. Esto no es una terapia, pero es muy importante y tenía que contároslo. Esta niña efectivamente tenía un estrabismo y no sólo desviaba de manera ocasional, sino que cuando la desviación fue mayor es cuando fue más evidente para los padres, pero la niña ya llevaba tiempo desviando su ojito y su cerebro intentando adaptarse lo mejor que podía a su visión doble. Visión doble que la niña nunca contó porque no sabía lo que era aunque viera raro. El cerebro que a esa edad es tan plástico, se adaptó lo más rápido que pudo para eliminar esa situación visual incómoda. En una evaluación visual más completa que le hizo otro oftalmólogo dilatando pupila encontraron una hipermetropía que no llevaba compensada y que era responsable de que la niña metiera un ojito hacia dentro. Unas bonitas gafas que a ella le encantaban, permitió que sus ojitos miraran al frente y que su visión se desarrollara con normalidad.

  • ”Hace unos meses fui a ver una película en 3D y no la disfruté nada. Me pareció muy incómoda verla. La primera media hora estuve con mareos y sin saber muy bien qué veía. Me quitaba las gafas para ver si la sensación desaparecía pero era incluso peor. La semana pasada volvía intentarlo para comprobar si aquello fue algo pasajero, pero sigo viendo raro las películas 3D. El oftalmólogo me ha dicho que tengo un problema en mi fusión y no tengo muy claro qué es o cómo solucionarlo.” TERAPIA DE EFICACIA VISUAL. Este chico, tenía un problema de coordinación de ambos ojos y una situación artificial como una película 3D, no podía soportarla. La terapia visual, fortaleció esta habilidad visual y ahora disfruta como un enano estas películas.

    Otros pacientes lo que me dicen “es que no ven la diferencia en las películas 3D porque las ven como las películas normales”. Estas personas adultas suelen suprimir un ojo, es el caso de estrabismo o ambliopías que nunca han utilizado uno de sus ojos y se dan cuenta al ver estas películas. En el caso de los niños, a veces nos ayudan a detectar estrabismos y ambliopías no detectadas antes.

  http://visionyaprendizaje.blogspot.com/

FONTE: http://prevenirlaceguera.blogspot.com.br/2011/05/terapia-visual.html

Discapacidad Visual Neurológica conocida también como Discapacidad Visual Cortical, Maduración Visual Retardada, Ceguera Cortical

Por Sam Morgan, especialista en educación.
La discapacidad visual neurológica (NVI) es ahora el nombre preferido para un tipo de discapacidad visual que ha sido y es todavía llamada Discapacidad Visual Cortical o Ceguera Cortical. NVI ahora se divide en tres categorías: Discapacidad Visual Cortical, Maduración Visual Retardada y Ceguera Cortical. Estas divisiones están hechas de acuerdo a qué área cerebral está afectada.
Varios estudios indican que el porcentaje de niños con discapacidades visuales que tienen NVI está entre 3.6 y 21%, haciendo que ésta sea la causa más importante de discapacidad visual en los niños que son sordos y ciegos. La NVI ocurre cuando una parte del cerebro que es la responsable por la visión está lesionada. En otras palabras, el ojo por sí mismo es normal, pero el cerebro no procesa la información correctamente.
NVI tiene varias causas, que incluyen pero no están limitadas a falta de oxígeno antes, durante o después del nacimiento, enfermedades producidas por virus o bacterias como la meningitis y el citomegalovirus, o una lesión traumática. Estos niños pueden, aunque no siempre, tener otras discapacidades adicionales.
Otros tipos de discapacidades visuales como la atrofia óptica (defecto del nervio óptico que impide que el nervio conduzca las imágenes al cerebro) y hipoplasia del nervio óptico (una discapacidad visual causada por un defecto congénito del disco óptico) son más comunes en niños con NVI.
NVI afecta la visión en varias formas y causa la pérdida de la visión de una manera que puede ser desde benigna hasta severa, temporaria o permanente. No hay manera de predecir cómo va a ser la visión de un niño pequeño a medida que va madurando pero muchos niños con NVI experimentan mejoras en su visión.
Es común la visión fluctuante. Esto es aún más pronunciado en los que tienen desórdenes que involucran convulsiones o en los que fueron tratados con ciertos medicamentos como Dilantin, Tegretol o Fenobarbital. Un niño puede ser capaz de ver un objetoun día y no poder verlo al día siguiente. Estos niños pueden tener también una visión periférica que central y por eso mira a los objetos que están al costado del ojo.
Pueden haber perdido algo de su campo visual en una manera asimétrica (un ojo puede ver peor que el otro). Esta pérdida despareja no corresponde necesariamente a sus funciones manuales. Si el ojo izquierdo es mejor que el derecho, la mano izquierda no va a ser necesariamente mejor que la derecha.
Los niños con NVI tienen problemas con algunas tareas visuales específicas. Tienen dificultad con los objetos apoyados (ven al objeto en lugar del fondo) y con despliegues visuales complejos como figuras múltiples (una foto con cinco animales diferentes en lugar de dos).
La confusión espacial es común; por ejemplo no pueden ubicar su silla aunque la pueden ver. También pueden ser visualmente inatentos, no quieren mirar a los objetos y prefieren usar el tacto. Es común ver a un niño dar vuelta la cabeza en sentido opuesto mientras exploran un objeto con las manos. La vista de los NVI puede ser comparada con tratar de escychar a la voz de uno mismo en un lugar ruidoso o hablando una lengua extranjera.
Se ha demostrado que la estimulación de la visión ayuda a la mayoría de los niños con discapacidades visuales a mejorar la forma en que usan su visión; esto es especialmente cierto en los que tienen NVI.
Para que la estimulación visual sea efectiva se debe hacer en situaciones de todos los días de la vida real, no solamente en las sesiones de terapia de la visión. Por ejemplo, identificando colores en una actividad, siguiendo a un compañero de clase con la vista a medida que se va moviendo en el salón de clase e identificando la forma de los objetos de todos los días.

Estrategias instructivas sugeridas para niños con nvi

  1. Materiales, como fotografías, deben ser simples, con gran contraste (los colores de una foto u objeto deben ser diferentes como un juguete amarillo contra un fondo negro en lugar de anaranjado), y presentadas de una en una.
  2. La iluminación brillante ayuda al niño a ver y a atender a los materiales visuales con más consistencia. Hay que acomodar la luz natural tanto como la artificial para determinar cuál es la mejor.
  3. Dar al niño tiempo para responder a los materiales que se les presentan.
  4. La visión de color está generalmente intacta, y los colores se pueden usar efectivamente. El amarillo y el rojo son posiblemente más fáciles de ver y se pueden usar para el contorno de los números, letras, figuras, para usar un código de los colores, o para atraer la atención de algo que usted quiere que el niño mire.
  5. También es importante mantener el color de los materiales constantes para evitar confusiones. Esto también se aplica a las indicaciones visuales en general, que debn ser constantes en el tiempo y los lugares. Si el niño usa un tazón rojo en la casa y así es como él sabe que es la hora de comer, esto mismo debe hacerse en la escuela. Conviene saber si el niño tiene preferencia por algún color o tamaño.
  6. Use una manera multisensorial como asociar el objeto que ustedes quieren que vea con un sonido.
  7. El tacto debe ser considerado un sentido muy importante para el aprendizaje. Los niños con NVI parecen aprender efectivamente usando este sentido.
  8. La repetición y las rutinas pueden ayudar al niño a comprender su ambiente visual. Si se debn hacer cambios, se debn hacer lentamente para permitir el ajuste con el tiempo.
  9. Las fluctuaciones en lel rendimiento visual se pueden ir reduciendo en presencia de fatiga. Traten de trabajar por períodos cortos, o dividan una tarea larga en períodos cortos.
  10. Reducir el ruido de afuera y otros estímulos ambientales que pueden distraer a los niños.
  11. Los objetos son más fáciles de ver cuando están en movimiento. Esto es cierto especialmente cuando se encuentran en los campos periféricos.
  12. La posición es también importante. Cuanta más energía se gasta en sostenersem menos se puede usar para ver.
  13. El lenguaje ayuda al niño a comprender una situación visual agregándole sentido. Sea consistente en el lenguaje que usa.

Referencias

Groenveld, M, Jan, J.E. & Leader, P. (1990). Observations on the Habilitation of Children with Cortical Visual Impairment. Journal of Visual Impairment and Blindness, 84, 11-15.
Levack, N. (1991). Low Vision: A Resource Guide with Adaptations for Students with Visual Impairments. Austin: Texas School for the Blind.
Morse, M.T. (1990). Cortical Visual Impairment in Young Children with Multiple Disabilities, Journal of Visual Impairment and Blindness, 84, 200-203.
Takeshita, B. (1996, March). Neurological Visual Impairment. Paper presented at the annual conference of the California Transcribers and Educators od the Visually Handicapped.
Las hojas informativas de los Servicios de California para los Sordos y Ciegos deben ser usadas tanto por las familias y los profesionales que ayudan a los individuos con sensoriales dobles. La información se aplica a estudiantes de 0 a 22 años de edad. El propósito es dar una información general en un tópico especí fico. Una información más específica para una persona individual puede ser provista a través de la ayuda técnica especializada disponible en el CDBS. La hoja informativa es un punto de partida para luego completar más la información.
PUBLICADO : 
http://www.tsbvi.edu/

FONTE: http://www.vivirdesenfocados.org/?q=node/522
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT