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25 de out. de 2011

CONTOS PARA PROMOVER A AUTOESTIMA: UM GRÃO DE ARROZ


Há muitos anos atrás, num país que não é este, existiu uma colina que não era como as daqui. Aos pés dessa colina havia uma aldeia onde seus habitantes não viviam muito felizes, e por isto a colina era cinza. As pessoas se sentiam tristes sem nunca saber qual era o motivo de sua tristeza.
Um de seus habitantes era um menino chamado Fito. Fito gostava de ajudar a mãe na cozinha, mas sempre o entristecia ver que sempre preparavam o mesmo em casa. Fito sentia que poderia ajudar, mas não descobria como.
Um belo dia, Fito decidiu visitar a aldeia vizinha. Esta aldeia não era cinza como a sua, mas verde, muito verde. Os aldeões cruzavam as ruas felizes, os mais velhos assobiando e as crianças pulando. Caminhando por suas ruas, Fito descobriu uma casa muito bonita. Nela havia um cartaz que dizia: "Descubra a receita da felicidade" - Aulas de culinária para crianças. Fito não hesitou e se inscreveu.
Fito foi seguidamente as aulas e era tão aplicado que memorizou todas as receitas, até as mais complicadas. O problema era que ao fazê-las, nunca saiam bem. Às vezes, ele queimava a manteiga, outras vezes lhe passavam as medidas de sal ou água e inclusive em outras o preparado terminada numa massa nada comestível.
Um dia, Fito sentou-se sob uma árvore na saída do curso. Revisava seu caderno de receitas quando descobriu entre as páginas um grão de arroz. Querendo pegá-lo e para seu espanto, o grão de arroz saltou e lhe disse o seguinte:
- Por que me acordadou? Estava quente aqui dentro! Fito levou um susto. Não podia acreditar. Um arroz estava falante!
- Você pode falar!
- ... E cantar e dançar e fazer muitas coisas. E aposto que você também.
- Não. A verdade é que nada do que eu faça me sai bem.
Fito foi para casa conversando com o grão de arroz. Já era hora de dormir, quando finalmente lhe seu problema.
- Não se preocupe, Fito – lhe disse o arroz, pulando de alegria. Deixa comigo.
No dia seguinte, Fito participou do curso de culinária escondendo o grão de arroz no seu bolso. Antes de se dar conta, a Arrozinho já havia subido e se escondido atrás da sua orelha. Porém, não disse uma palavra até o final da aula:
- Fito, creio que sei o que te falta. Amanhã quando regressarmos eu te direi. Ah, só mais uma coisa, pense no que você mais gosta na vida, o que mais anseia e o que o faz mais feliz.
Fito aceitou e no dia seguinte ele disse ao Arrozinho:
- O que eu mais gosto é de fazer comida com minha mãe. Sinto saudades de vê-la feliz, assim como cantando suas canções... isso me faz feliz.
- Pois então, Fito, quando você estiver cozinhando, pense nessas canções. Sinta o que você faz como você sente essas músicas. Faça com seu coração.
Neste momento a aula começou e com ela Fito a cantar uma música, cantarolando sua melodia. Em sua mente veio a imagem de sua mãe cozinhando, e em seu coração um sentimento de uma inacreditável felicidade. As mãos de Fito se moviam por toda a mesa tomando os ingredientes suavemente, mas com habilidade e segurança.
Seus amiguinhos do curso ficaram espantados. Um festival de luzes coloridas surgiam por todos os lugares na mesa de Fito. Ninguém mais atinava a fazer nada. Até que Fito terminou sua receita.
O professor, um chef muito sério e um pouco gordinho, aproximou-se. Com uma sobrancelha levantada tomou uma colherada do prato de Fito e fez-se um enorme silêncio.
Um sorriso de satisfação no rosto do professor e seus pés desprenderam-se ligeiramente do chão, enquanto um luminoso arco-íris se desenhava em seu peito.
A notícia correu como um rio caudaloso e chegou à aldeia de Fito antes de ele retornasse de sua aula. Ele foi recebido como um herói. Fito foi então encarregado de expandir a sua arte na vila.
Mas o que Fito nunca deixou de fazer foi preparar a comida com sua mãe – a mãe mais feliz da aldeia – em sua cozinha.
E foi assim como Fito descobriu que para ser e fazer todos felizes, primeiro você deve estar feliz consigo mesmo, do que você é, e do que você pode ser capaz de fazer. Não importa o quão pequeno você se sinta.
E que fui feito do grão de arroz? Bom, ninguém soube mais dele. Mas quando você estiver debaixo de uma árvore e sentir-se preocupado e confuso, você pode deixar seu livro ou sua mochila da escola aberta. Talvez, encontre dentro de um deles um Arrozinho ao voltar pra casa...

FONTE: http://mikinder.blogspot.com/2011/08/cuentos-para-promover-la-autoestima-un.html

24 de out. de 2011

Escala de Desenvolvimento de Crianças Cegas de 0 a 2 anos (Escala Leonhardt) - PARTE I

POSTURA E MOTRICIDADE                                           IDADE

Brinca com suas mãos                                                                             1,5 a 5 meses
Mantém a cabeça erguida quando o levam de um lugar a outro             2,5 a 6 meses
Controla a cabeça e os ombros quando está apoiado em uma
almofada                                                                                                  3 a 6 meses
Levanta a cabeça em posição de prono, apoiando-se nos
antebraços                                                                                                3 a 8 meses
Realiza apoios laterais                                                                             4 a 12 meses
Faz trocas de posição, prono e supino                                                     5 a 12 meses
Rasteja, avança meio corpo se lhe dá um ponto de apoio                       6 a 12 meses
Brinca com seus pés                                                                                6 a 12 meses
Troca de posição supino e prono                                                             6 a 13 meses
Em posição de prono faz um avião, o voador                                         6 a 11 meses
Bridging                                                                                                  7 a 15 meses
Mantém-se sentado sem apoio                                                               7 a 15 meses
Em pé, salta sobre seus pés                                                                    7 a 10 meses
Mantém-se em pé sem apoio                                                                  8 a 12 meses
Realiza deslocamentos sentado                                                              8 a 15 meses
Dá alguns passos segurando a mão do adulto                                        9 a 12 meses
Faz deslocamentos laterais de pé com apoio                                       10 a 16 meses
Deslocamentos frontais empurrando uma cadeira                              11 a 18 meses
Engatinha                                                                                            11 a 24 meses
Senta-se sozinho, agarrando-se                                                           11 a 18 meses
Engatinha um degrau, e o explora com o tato                                     12 a 18 meses
Fica de joelho em postura ereta agarrando-se                                     12 a 16 meses
Impulsiona-se em um balanço                                                            12 a 30 meses
Escorrega de uma poltrona                                                                 12 a 16 meses
Levanta-se sozinho e fica de pé                                                          12 a 16 meses
Abaixa-se, agarrando-se, para pegar o objeto que deseja                   12 a 16 meses
Dança com seu corpo sem deslocar-se                                                12 a 18 meses
Dá passos sozinho                                                                                13 a 24 meses
Sobe degraus sozinho, agarrando-se no corrimão ou na parede          13 a 20 meses
Desloca-se sozinho por dois ou três lugares da casa                           14 a 25 meses
Fica agachado e se levanta sem apoio                                                 14 a 30 meses
Sobe e desce sozinho pela escada agarrando-se pelo corrimão          14 a 18 meses
Sobe em uma mobília ou sofá de média altura                                   15 a 24 meses
Corre com passos curtos                                                                     15 a 30 meses
Domina seu corpo, caminha, corre um pouco, pára, gira, etc
(com cautela)                                                                                      15 a 30 meses
Sobe e desce sozinho de um balanço                                           15 meses a 3 anos
Sentando, coloca a bola entre suas perna                                           15 a 30 meses
Chuta a bola em um canto ou contra uma porta agarrando-se
a ela                                                                                              16 meses a 3 anos
Monta em um triciclo sem pedais                                                      17 a 30 meses
Passa por pequenos obstáculos agarrando-se                                    18 a 30 meses
Anda para trás dois passos segurando-se                                    22 meses a 3 anos
Pode abrir a porta da casa e caminhar sozinho pela calçada
(vigiado pelo adulto)                                                                               2 a 4 anos
Sobe e se abaixa espontaneamente de qualquer móvel com
flexibilidade                                                                                         2 a 3,5 anos

FONTE: Roveda, Patrícia Amélia. PEDAGOGIA DO SIGNIFICADO: CONTRIBUIÇÕES À INTERVENÇÃO PRECOCE EM BEBÊS COM DEFICIÊNCIA VISUAL. Fac. de Educação,
PUCRS.– Porto Alegre, 2006. 159 f.

23 de out. de 2011

Fases del desarrollo de la visión infantil

Es importante conocer como es el desarrollo o evolución de la visión de cada niño según la edad que tenga. Estar atentos a cualquier tipo de problema de visión que pueda tener nuestro hijo, nos ayudara a detectar a tiempo y darle un tratamiento adecuado.
A los 9 meses, el bebe reconoce los juguetes y formas
A los 9 meses, el bebe reconoce los juguetes y formas
El desarrollo de la visión durante los primeros años de vida es muy importante. Los padres deben conocer como es el desarrollo o evolución de la visión de cada niño según la edad que tenga. Estar atentos a cualquier tipo de problema de visión que pueda tener nuestro hijo, nos ayudara a detectar a tiempo y darle un tratamiento adecuado.
  • Del primer al tercer mes: Los bebes fijan y siguen la luz con aumento de la amplitud de los movimientos oculares.
  • Del tercer al cuarto mes: El bebe puede mirar su mano a distintas distancias
  • Del tercer al quinto mes: El bebe mira su mano y juega con ella
  • Del sexto al octavo mes: El bebe ya puede coordinar su visión con el movimiento de su mano, pasándose objetos de mano a mano.
  • Del noveno al décimo mes: El bebe toca objetos con los dedos que reconoce y comienza a jugar con ellos. También comienza a buscar los juguetes que se le caen para cogerlos.
  • A los 18 meses: El bebe ya se da cuenta de las formas y tamaño de los objetos. A esta edad, el bebe es capaz de construir torres de 3 ladrillos, diferenciando cuales corresponden a cada nivel.
  • A los 3 años: El niño puede copiar un círculo y conoce los colores.
  • A los 4 años: A esta edad, el desarrollo visual del niño es creciente, ya que las habilidades de lectura y escritura son desarrolladas. El niño utilizara su visión para leer y escribir.
  • A los 6 años, el niño tiene una percepción completa de la profundidad.
FONTE: http://cuidadoinfantil.net/fases-del-desarrollo-de-la-vision-infantil.html

VÍDEO - ILUSÕES DE ÓPTICA

DEFINIÇÕES: BAIXA VISÃO E CEGUEIRA


.

Lydia Cruz Marques Barbieri

Até a década de 70 a WHO estabelecia na sua Classificação Internacional de Doenças apenas o termo “cegueira”, demonstrando claramente uma dicotomia entre cegos e videntes.  A superação desta dicotomia, entre cegos e videntes, passando a levar em conta que 80% dos classificados até então como cegos tinham, na verdade, uma visão resíduo capaz de fornecer-lhes visão útil tanto para o seu desenvolvimento, como para a realização de muitas tarefas visuais, só aconteceu oficialmente com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde, na sua Classificação Internacional de doenças, em sua Nona Revisão em 1978, onde à denominação “Cegueira”, foi acrescido o termo “Baixa Visão” e,  suas subcategorias foram estabelecidas.  Em extensão, na reunião do Conselho Internacional de Oftalmologia em 1978 foram adotadas  categorias, além do uso de nomes descritivos para diferentes níveis de visão. Em 1992 na sua Décima Revisão a OMS estabeleceu a seguinte classificação para os níveis de deficiência visual baseados na acuidade visual:

Quadro 1. Classificação de cegueira e baixa visão da OMS e suas categorias

Categoria de deficiência visual
visual

Acuidade visual com a melhor correção possível

Máximo menos que:                    Mínimo igual ou melhor  que                                                       


1



2




3





4
0,3                                                                     0,1
20/70                                                                  20/200

0,1                                                                        0,05
20/200                                                                  20/400

0,05                                                                        0,02
      20/400                                                            5/300 (20/1200)
                                                                          contar dedos a 1 metro

 0,02                                                           percepção de luz
          5/300

5

9

sem percepção de luz

indeterminada
Fonte: International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems. Tenth Revision. Vol. I. World Health Organization, 1992, Genebra.

De acordo com o Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999, que regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, “Deficiência Visual” é acuidade visual  igual ou menor de 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior à 20º (tabela de Snellen), ou ocorrência de ambas as situações.

Esta definição corresponde à “cegueira legal ou regulamentada” para fins de aposentadoria e outros benefícios.
 A categoria “Baixa de Visão Profunda” corresponde a “cegueira regulamentada” para WHO e muitos países europeus. Isto significa que em termos de documentação de cegueira incluímos desde pacientes que entrem na categoria de “Baixa de Visão Profunda” até aquele com cegueira total.

A definição de baixa visão oficializada pela WHO é a seguinte:
WHO- Bangkok, 23-24 July 1992.
 Uma pessoa com baixa visão é aquela que tem um prejuízo da função visual mesmo após tratamento e/ou com refração óptica, e tem uma acuidade visual de menos do que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual de menos do que 10° do ponto de fixação, mas que usa, ou é potencialmente apta  a usar, a  visão para planejar ou executar uma tarefa.




DIMENSÕES DA DEFICIÊNCIA VISUAL

Os termos Disorder, Impairment, Disability, e,  Handicap referem-se aos diferentes aspectos e consequencias da baixa visão. Um entendimento dessas diferenças pode clarear muitos trabalhos relacionadas com reabilitação. De acordo com a WHO Internacional Classification of Impairments, Disabilities and Handicaps, estes termos são usados da seguinte maneira:


Disorder (distúrbio, patologia ou doença) e Impairment (prejuízo, comprometimento) referem-se às condições dos orgãos.
   Disorder refere-se às mudanças anatômicas
     Impairment refere-se às mudanças nas funções visuais

Disability (inabilidade) e Handicap (desvantagem) referem-se às condições do indivíduo.
  Disability refere-se às mudanças nas tarefas e habilidades do indivíduo.
  Handicap refere-se às consequências sociais e econômicas: necessidade de esforço extra; perda da independência, perda da competitividade, etc.

Estes conceitos são aplicados a qualquer orgão. No caso está especificamente aplicado ao sistema visual.








                          Dimensões da Deficiência Visual


                    Orgão                                                                  Indivíduo
Visual Disorder
  Distúrbio visual
       
Visual Impairment
 Prejuízo visual
Visual Disability
 Inabilidade visual        
Visual Handicap
 Desvantagem visual
  Mudanças
  Anatômicas

Mudanças
Funcionais
Tarefas
habilidades
Consequências sociais e economicas
QUALIDADE DO OLHO                                                                        QUALIDADE DA VIDA
intervenção médica/cirúrgica          auxílios ópticos, equip.adaptado          intervenções sociais,    
                                                                                                                    treino, aconselhamento
                                                                                                                     Educação


Apropriado uso dos termos:
  Dizer que um olho tem 20/200 de AV, descreve uma mudança funcional naquele olho, um visual impairment. Isto não nos revela como a pessoa funciona.
  Dizer que uma pessoa não pode ler jornal descreve uma visual disability, uma inabilidade visual daquela pessoa.
 Dizer que uma pessoa não pode ganhar a vida devido a uma prejuízo na visão, descreve uma desvantagem  que a pessoa experimenta, visual handicap.


Os diferentes aspectos estão ligados, mas o elo não é tão rígido. Para cada elo pode haver agravantes assim como fatores compensatórios. A Reabilitação, ou a Educação Especial,  podem influenciar estes laços, de maneira que um distúrbio visual tenha um impacto reduzido na qualidade de vida do indivíduo.
A ligação entre “Disorders”, patologias,  e “Impairments”, comprometimento das funções visuais, pode ser influenciada por intervenções médicas e cirúrgicas. A forma de documentar a efetividade de tais intervenções é a medida das funções visuais.
A ligação entre “Disabilities”, inabilidades, pode ser influenciada por auxílios ópticos e não ópticos que otimizam o uso da visão residual.
A ligação entre “Disabilities”e “Handicaps”,desvantagens, pode ser afetada pela educação e (re)-treinamento do indivíduo para adquirir técnicas de substituição da visão.
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"Muitas mudanças ocorreram nos últimos vinte anos, quando teve início a prática da Baixa Visão em nosso país. O oftalmologista brasileiro, porém, ainda não se conscientizou da responsabilidade que lhe cabe ao determinar se o paciente deve ou não receber um tratamento específico nessa área. Infelizmente, a grande maioria dos pacientes atendidos e tratados permanece sem orientação, convivendo, por muitos anos com uma condição de cegueira desnecessária." (VEITZMAN, 2000, p.3)

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NÃO ESQUEÇA!....

NÃO ESQUEÇA!....

FONTES PARA PESQUISA

  • A VIDA DO BEBÊ - DR. RINALDO DE LAMARE
  • COLEÇÃO DE MANUAIS BÁSICOS CBO - CONSELHO BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA
  • DIDÁTICA: UMA HISTÓRIA REFLEXIVA -PROFª ANGÉLICA RUSSO
  • EDUCAÇÃO INFANTIL: Estratégias o Orientação Pedagógica para Educação de Crianças com Necessidades Educativas Visuais - MARILDA M. G. BRUNO
  • REVISTA BENJAMIN CONSTANT - INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT